Estes foram os anos de ‘Aprendizados e Causas’ para a formação da ComCausa. No período anterior à reestruturação da Instituição estávamos envolvidos sobretudo com movimentos de cultura e juventude; desde os primeiros eventos em que juntamos grupos de hip-hop e rock, até a “Hillo’s Rock”, que durante vários anos lotava de jovens em busca de caminhos culturais alternativos.
Promovíamos encontros que tinham como proposta divertir, mas também provocar a reflexão de quem participava. Com base nestas experiências, encontramos o formato de fomentar a reflexão através da cultura.
Havia também muitas outras causas pelas quais atuar na Baixada. Uma delas era – ainda é – a questão do saneamento da região. Com este direito violado, a taxa de mortalidade é tão expressiva quanto a da violência letal que tornou a Baixada uma região estigmatizada. Com o tempo percebemos que a luta pelos direitos humanos passa necessariamente pela construção de um meio ambiente sadio, em seu sentido mais básico.
Em nossos primeiros passos acompanhamos vários movimentos sociais que lutavam pela garantia de direitos na região. Estas experiências foram contribuindo profundamente para nossa formação. A cada momento que nos identificávamos com novos temas, percebíamos a necessidade de nos afirmarmos como uma iniciativa que desejava assumir uma causa mais ampla: a consolidação de uma ‘Cultura de Direitos’ na Baixada Fluminense.
Entretanto, em 2005, um episódio fez com que refletíssemos profundamente sobre nossos conceitos e a forma que buscávamos atuar. No dia 31 de março, vinte e nove pessoas foram assassinadas na Baixada. Diante do significado da tragédia, agimos no sentido de dar auxílio a algumas famílias de vítimas, buscando apoio junto a entidades de direitos humanos e ao poder público.
Este episódio, somado a outras várias vivências em 2007, proporcionaram o início de uma nova fase da, agora, ComCausa…
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