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Na defesa do Sistema Único de Saúde

> Por Sueli Rutis

Devemos organizar e fortalecer a Atenção Básica através da implementação de políticas públicas já bastante analisadas e definidas em fóruns apropriados (entre sanitaristas, Conselhos de Medicina, conferências, Ministério da Saúde).

O Sistema Único de Saúde - SUS - é excelente pela abrangência e universalidade da cobertura, porém, ele sangra...

Já foi e é notório o conjunto de distorções pelas quais o SUS passou e passa, desde má gestão dos recursos financeiros, modelo deturpado por interesses de mercado e falta de política de recursos humanos adequada às necessidades do nosso país.

Já temos o diagnóstico definido: o modelo que foi e ainda é privilegiado (hospitalocêntrico) prioriza as ações curativas ao invés de buscar soluções preventivas. Sabemos que a informação-educação, o cuidado com o saneamento básico, a boa alimentação, a saúde do trabalhador, a preservação do meio ambiente e atitudes para mudar alguns paradigmas comportamentais são de fundamental importância para a implementação e fortalecimento da Atenção Básica; o que deverá acontecer nos milhares de postos de saúde já existente no país – e que, hoje, produzem muito pouco resultado.

No SUS, a vigilância em saúde - através da Saúde Coletiva monitorada pela vigilância epidemiológica, vigilância do meio ambiente e vigilância sanitária – faz o mapeamento dos problemas de saúde pública e tem todos os protocolos definidos com a finalidade de reverter nossas tristes estatísticas. Falta a adequada execução destes tão claros e resolutivos protocolos pelos milhares de municípios brasileiros.

Pretendemos divulgar para a população as informações pertinentes às mudanças que necessitamos fomentar, assim como informar sobre os serviços oferecidos e que já funcionam (ou deveriam funcionar) nos diversos municípios.

A população tem o direito de se apropriar e utilizar estes serviços a fim de prevenir doenças, seqüelas, amputações e internações muitas das vezes desnecessárias.

Devemos ainda incentivar a população a organizar seus conselhos gestores e a participar dos Conselhos Comunitários de Saúde para acompanhar, fiscalizar e denunciar as distorções impostas ao SUS.

 

Publicado no jornal ComCausa 32.

 
 
Dra. Suelí Rutis é médica e assessora para a área de Saúde da ComCausa.
 
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