Núcleo de Amigos e familiares de vítimas de Violência

Núcleo de Amigos e familiares de vítimas de Violência

Fazer o acompanhamento e discussão de casos de violência na Baixada; acolher e auxiliar parentes e amigos das vítimas; monitorar as ações do poder público junto à população atingida; discutir e interagir com todos os setores da sociedade – principalmente com as instituições que trabalham com a segurança pública – contribuindo para a mudança real da conjuntura da violência letal na Baixada Fluminense.

 

 

 

Chacina da Rio Sampa faz dois anos sem julgamento.

Em fevereiro de 2006, Fabrício e Renato vinham de uma festa quando começaram a serem perseguidos por outro carro. Procuraram socorro em um posto policial: foram agredidos, expulsos e assassinados.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

No dia 11 de fevereiro de 2006, por volta das 5 horas da manhã, o bancário e estudante Fabrício Rangel Kengen, de 26 anos, e seu amigo de infância Renato Jacques de Freitas Filho, estudante de direito de 23 anos, vinham de uma festa quando na descida do viaduto de Mesquita sofreram uma tentativa de assalto. Seguiram para a Via Dutra e entraram na rua ao lado da casa de show Rio Sampa, em Nova Iguaçu, no intuito de pedir auxilio no D.P.O. de Andrade Araújo.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Entretanto, o assaltante que os perseguia, Fabiano Rebello Viana, seguiu para o mesmo D.P.O e lá encontrou com o cabo Antônio César da Silva Herguet Ferreira e o sargento Nelson Gomes de Souza Segundo - que seriam pessoas de sua relação.


Os policiais teriam não somente ignorado o pedido de socorro dos dois amigos, mas negaram-se a registrar a ocorrência, agrediram os jovens e os expulsaram do D.P.O. Logo depois, Fabrício e Renato foram assassinados dentro do carro, a 700 metros do local, diante de dezenas de testemunhas.

O caso provocou grande repercussão e o inquérito foi rápido. O Ministério Público ofereceu denúncia contra os três acusados, acatada pela juíza da 4ª Vara Criminal do Fórum de Nova Iguaçu.

No dia 06 de setembro de 2006 foi emitido mandado de prisão preventiva contra o assaltante Fabiano, o cabo César, e o sargento Segundo. A prisão durou pouco, meses depois - por meio de habeas-corpus - os três acusados foram soltos e hoje respondem ao processo em liberdade.

Os policiais foram expulsos

Os policiais foram expulsos da PM, mas o processo criminal encontra-se paralisado. A família e amigos lutam até hoje por justiça.

Além de diversas outras provas - como a escuta telefônica comprovando que o assaltante esteve no local do crime – existe o relato de uma testemunha que diz ter recebido a ligação do Fabiano pedindo para que ele verificasse se os "meninos do Astra estavam mortos".

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Publicado no jornal ComCausa 29.

 

> Por Diego Kengen e Marizete Rangel * Veja mais www.comcausa.org.br/afaviv

* Diego Kengen e Marizete Rangel são respectivamente irmão e mãe de Fabrício Rangel Kenger.

Fotos e reportagens: Acervo da família e ComCausa.

Email: afaviv@comcausa.org.br

Opine sobre este assunto.

_____________________________________________________________________________________^

Página desenvolvida pela ComCausa.

^