No dia 9 de Junho de 2005 o juiz decretou
a prisão de policiais - na época eram lotados
na 15º BPM (Caxias) e no 21º BPM (São João
de Meriti) - suspeitos de envolvimento na chacina. Em julho
o Ministério Público ofereceu denúncia
criminal contra os soldados Gilberto de Paiva, Luiz Carlos
de Almeida, Vagner Luís Victorino, Henrique Vitor de
Oliveira Vieira, Fábio Vasconcelos, Paulo César
da Conceição e Eduardo Neves dos Santos e o
capitão Ronald Alves.
Somente o soldado Henrique Vitor foi julgado
em julho de 2006, entretanto, ganhou o direito a novo júri
por conta da pena que recebeu: 25 anos e 7 meses de prisão.
Segundo julgamento
No proximo dia 19 de agosto, quase cinco anos
após o crime, outros acusados - Fábio Vasconcelos,
Paulo César da Conceição e Eduardo Neves
dos Santos - vão a julgamento pela primeira vez. Este
julgamento já foi adiado pelo menos 8 vezes. Ainda
faltam ser julgados o único oficial acusado, o capitão
Ronald Alves, e mais três soldados.
O julgamento será a partir das 13 horas
no tribunal da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, Fórum
de Caxias - Rua General Dionísio, 764 - Bairro 25
de Agosto.
Todos os policiais acusados parecem fazer parte de uma quadrilha
que fazia "bico" de segurança particular
na casa de shows da Via Dutra. Esse tipo de segurança
privada é típico de policiais integrantes de
grupos de extermínio da Baixada.
Relembrando a Chacina da Via Show,
de 2003
Tudo teria começado na madrugada do
dia 5 de dezembro de 2003 quando Geraldo Santana urinou ao
lado do carro de um soldado PM responsável pela chefia
de segurança dos camarotes. Outros dois policiais teriam
interpretado a aproximação do jovem como uma
tentativa de furto do veículo e passaram a agredi-lo.
Pouco depois, Rafael, Renan e Bruno Muniz
foram até o estacionamento para saber o que estava
acontecendo e acabaram sendo capturados e agredidos pelos
policias militares que faziam bico como segurança no
estacionamento da casa de espetáculo. Um amigo do grupo
chegou a ver a agressão. Quatro dias depois - 9 de
Dezembro - Renan Medina Paulino, Geraldo Sant’ Anna
Azevedo, Bruno Muniz Paulino e Rafael Paulino foram encontrados
na Fazenda Morabi, em Imbariê - Duque de Caxias, com
sinais de tortura e tiros de fuzil.
Segundo a promotora da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias
– Dra. Márcia Colonese - o crime foi praticado
com a cobertura de uma patrulha da PM que escoltou o grupo
até Caxias.