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Esta
seção registra citações, experiências,
reflexões e opiniões das pessoas.
O
olhar do indivíduo inserido na dinâmica da coletividade.
Se
você quer compartilhar seu relato, fique à vontade
para nos mandar texto e foto pelo endereço eletrônico
contato@comcausa.org.br
Sua opinião é
publicada no jornal ComCausa impresso, além de ficar
permanente disponível nesta seção de
nossa página e de na versão eletrônica
do jornal.
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Por Suellen Guariento
O desafio continua! Após completar três anos
a Chacina da Baixada, a maior chacina do Rio de Janeiro, deixa
suas marcas e lembranças. Tendo participado por mais
de dois anos de tantos encontros, manifestações,
até a recente caminhada do dia 30 de Março,
fica a reflexão de que a violência continua e
o desafio também. Desafio de pensar em alternativas
possíveis, de não aceitar calados a realidade
de violência e impunidade. Não falo em relação
apenas à violência letal, essa tão recorrente
e em grande parte praticada por agentes estatais, mas às
inúmeras violências cotidianas que moradores
da Baixada tem de enfrentar. Não sou moradora da região,
mas após incursão de dois anos nesse campo tão
diverso, através do interesse acadêmico que me
proporcionou ouvir histórias de quem sofre a dor da
perda por arma de fogo, após ver lágrimas, desabafos
e atos de indignação, sinto-me à vontade
para falar. Uma realidade que não é tão
diferente da minha, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dominada
também por agentes estatais organizados nas tão
conclamadas e organizadas milícias.
Tive a oportunidade de acompanhar a tentativa de pessoas que
pretendem ver não o tão abstrato “mundo
melhor”, mas tão somente terem reconhecidos seus
direitos de cidadania. O direito de ir e vir, tão impedido
pelo medo, o direito da liberdade de expressão, que
muitas vezes é tolhido por ameaças das mais
variadas, o direito do acesso à justiça, o direito
às condições mínimas de saneamento,
o direito de acesso à cultura, a arte, ao lazer...
eu poderia falar de inúmeros direitos não reconhecidos
pelo poder público da região, mas diante dessa
realidade pode-se ter à frente a possibilidade ou do
conformismo, ou da mobilização.
O que pude acompanhar nesses dois anos de pesquisa foi a tentativa
daqueles que não se conformaram, que se organizaram
frente à diversidade de problemas, desde jovens com
suas idéias de contestação até
familiares de vítimas, com suas trágicas histórias,
passando por religiosos e tantos outros atores sociais. Todo
esse processo de diálogo entre os diferentes, culminou
numa grande movimentação. No “vai e vem”
das mobilizações, as pessoas foram se conhecendo,
estabelecendo relações e juntas pensaram em
alternativas viáveis. Em alguns momentos deu certo,
em outros não; às vezes havia muita gente, às
vezes não; mas dentro desse grande movimento, no sentido
mais amplo da palavra, mobilizaram-se idéias, sonhos,
perspectivas, mesmo que nem tudo tenha acontecido como planejado
ou desejado. Dificuldades financeiras, de divulgação,
de mobilização de novas pessoas, entre tantas
outras, e mesmo assim ainda há quem queira prosseguir.
Nós, enquanto Universidade, temos a obrigação
de publicizar e disseminar todo esse processo.
Assim, frente às dificuldades de organização
e mobilização, continua o desafio de pensar
em alternativas criativas de contestação, que
supere o mero denuncismo e possibilite o real diálogo
com o poder público, mais que isso... Que a sociedade
civil da Baixada Fluminense tenha papel ativo na construção
de uma Baixada menos violenta, mais justa e igualitária.
- Suellen Guariento é Graduanda
em Serviço Social UFRJ - Integrante do NASP.
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Por Edinho
Propalam que a Baixada Fluminense é uma região
tomada pela violência. Será? Se analisarmos,
vamos concluir que aqui a violência é muito menor,
por parte da população, do que a violência
de cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória,
Recife e outras menos votadas.
Contudo, o maioir volume de violência que existe na
Baixada não provém da população,
mas do Poder Público.
É a violência perpetrada contra a população
nas áreas da saúde, da educação,
da segurança pública, do saneamento, da precariedade
dos transportes, da pequena oferta de bens e recursos culturais,
das vias públicas esburacadas e da falta de ordenamento
urbano.
A população da Baixada sofre a violência
do descaso das autoridades públicas em práticamente
todas as esferas.
-
Edinho é do Movimento Pedalar é Preciso.
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Heleno Oliveira
É muito triste o que estamos vendo na mídia.
Um verdadeiro horror. Crianças sendo usadas como mercadoria
para o mundo, fico muito feliz, porque ainda temos pessoas
que lutam por um Brasil sem lixo na mídia. Parabéns!
Vai enfrente, o Brasil limpo esta com vocês.
Sou cristão, assim como o senhor, temos que levar estas
crianças a um paraíso. Chega de tanta podridão.
A paz do senhor.
-
Heleno Oliveira é do Ministério Madureira, de
Volta Redonda.
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BOB Shaw
Cadê a bicharada? É muito comum hoje em dia observarmos
o aumento dos condomínios ou loteamentos sem se preocupar
com as “áreas de absorção”.
Em alguns países, como os EUA, a legislação
obriga o mercado imobiliário a conservar 20% de sua
área verde, para que nas estações de
chuva haja uma absorção natural, evitando enchentes.
Ou seja, você não tem o direito de calçar
ou concretar tudo.
Nos meses de março as chuvas são iminentes,
mas este ano São Pedro foi generoso até de mais,
evidenciando o que está acontecendo, no Rio há
dengue por todo lado.
Quando eu era criança eu caçava rã, via
grilos, vaga-lumes, aranhas e borboletas, que são predadores
naturais, e hoje sem eles só se fala no ”mosquito”
da dengue e caracóis, que em tempo de chuva invadem
sua casa. Hoje a maioria das crianças não tem
contado com o meio natural de defesa do organismo e crescem
sem anticorpos eficientes. Aqui vai meu abraço a todos
os leitores ComCausa.
-
BOB Shaw é tatuador e ecologista.
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| Publicado
no jornal
ComCausa 32. |
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Por Maicon Carlos
Todos nós sofremos os descasos das autoridades e a
negligência de diversas formas. Um exemplo é
a dengue no Rio. Nós que pagamos impostos - que por
sinal são muitos - muitas vezes nos deparamos com situações
piores e mais desumanas que as nossas. Devemos nos unir, lutar,
brigar, e agarrar com toda força as lutas de toda a
população, daqueles que não têm
mais forças para lutar. Devemos estar presentes nas
associações cobrando das autoridades, nas entidades
estudantis, nos sindicatos, na rua, no trabalho, na escola,
ou em entidades como a ComCausa, que faz um trabalho coletivo
que muitas outras movimentos deveriam fazer, mas infelizmente
muitas delas são pelegas, ou vivem um espírito
oportunista de seus membros. Enquanto houver pessoas que lutam
pelos seus direitos, e pelo bem coletivo o mundo se tornará
cada vez "menos pior", e avançaremos a cada
dia se mais pessoas abraçarem as nossas causas.
- Maicon Carlos é estudante
e
morador de Queimados.
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Por Paulo Mainhard
Propalam que a Baixada Fluminense é uma região
tomada pela violência. Será? Se analisarmos, vamos
concluir que aqui a violência é muito menor, por
parte da população, do que a violência de
cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória,
Recife e outras menos votadas.
Contudo, o maioir volume de violência que existe na Baixada
não provém da população, mas do
Poder Público.
É a violência perpetrada contra a população
nas áreas da saúde, da educação,
da segurança pública, do saneamento, da precariedade
dos transportes, da pequena oferta de bens e recursos culturais,
das vias públicas esburacadas e da falta de ordenamento
urbano.
A população da Baixada sofre a violência
do descaso das autoridades públicas em práticamente
todas as esferas.
- Paulo Mainhard é professor da
UERJ Caxias.
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Luciana Barcelar
Um espectro ronda o Estado do Rio de Janeiro: é o fantasma
devorador de verba pública para a educação.
Por quê a verba para as escolas públicas diminui
consideravelmente, em várias escolas, afetando o fornecimento
de merenda, material de consumo e coisas do gênero?
Ao mesmo tempo, verifica-se um movimento contrário:
laptops são entregues aos docentes. “Os laptops
estão chegando, estão chegando os laptops...”
- euforia total na rede estadual: tecnologia dividindo espaço
com máquinas de copiar sem tonner, com cozinhas mantendo-se
a menos de R$0,50 per capita. É... srealmente alguma
coisa está fora do prumo!!! Fantasmas, tecnologia,
falta de papel, merenda. Aparentemente, nada combina. Mas,
tudo não passa de uma realidade nada virtual, mas muito
concreta: é a ordem neoliberal, abocanhando paixões,
sonhos, ideais, desejo de estar na escola.
- Luciana Barcelar é professora
do Estadual, e moradora de Nova Iguaçu.
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| Publicado
no jornal
ComCausa 31. |
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Por Sueli Rutis
Para que a estratégia de saúde da família
- que pretende cobrir todos os municípios do país
- seja eficaz, é necessário também, que
se pense em política salarial. Sabe-se que em 99,99%
dos municípios os profissionais trabalham sob o regime
de cooperativa - o que gera insatisfação e não
vincula os profissionais que atuam neste setor.
Devido a esta insatisfação, mesmo estando capacitados,
adaptados e conhecendo as famílias das comunidades
que assistem, optam por vínculos mais estáveis.
Quando se pretende fortalecer um modelo preventivo de atenção
básica, é fundamental o envolvimento dos profissionais
de saúde com vínculos dignos e estáveis.
- Sueli Rutis é médica
e trabalha em Nova Iguaçu.
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Por Sandra Regina
É extremamente incoerente a política instituída
pelo Governo do Estado para a Educação... Enquanto
um funcionário administrativo da rede estadual de ensino
tem como vencimento mensal R$241,00 e o professor de nível
superior R$ 540,00, o excelentíssimo senhor governador
faz festa e recebe homenagens nas distribuições
dos afamados lap-tops para os professores. Precisamos de lap-tops
sim, mas não como um cala-boca, e sim como resultado
de nosso trabalho. É simplesmente vergonhoso o mal uso
do dinheiro público nesses governos... que fazem da educação
pública material de marketing e propaganda pessoal.
- Sandra Regina é professora da
rede estadual
e moradora de Nova Iguaçu.
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Antônio Felipe Vieira
Reconheço um visceral desejo pelo consumo de cultura
nas cidades da Baixada Fluminense, assim como uma considerável
quantidade de artistas de linguagens e expressões distintas
querendo um espaço para transmitir sua mensagem através
da arte. Entretanto, vejo pouco acontecer por essas bandas.
Além do escasso número de espaços próprios
para a prática do consumo cultural, percebo uma postura
extremamente paternalista da maioria das pessoas envolvidas
com o fomento à cultura por aqui. É a postura
paternalista de quem espera algo acontecer, de quem espera
que as autoridades públicas, seja o prefeito ou secretário
de cultura, façam algo pelo povo. Dessa maneira, sempre
seremos povo, oprimidos, recolhidos à nossa “insignificância”,
às condições precárias de vida,
à nos calar diante de regras e preceitos impostos por
aqueles que “mandam”. Devemos respirar. Tomar
consciência do nosso lugar na sociedade, no estado,
no país, no continente e no mundo. E a melhor maneira
de fazê-lo, de aprender, e praticar a crítica,
a conscientização, é através da
prática e do consumo da arte.
Acredito que o que dá certo são as iniciativas.
Todos têm vontade de ver algo acontecendo. Por que não
nos articulamos, então, para fazermos nós mesmos
o que queremos ver acontecer. Se acharmos que as autoridades
ocupam o lugar de gerir uma porcentagem das nossas vidas,
segundo as idéias da teoria do contrato social, então
devemos nos organizamos para cobrar deles, já que os
pusemos no poder. Se quisermos mais teatro, mais literatura,
música, dança, exposições, mais
projetos culturais, espaços para realizar e consumirmos
a cultura, acho muito mais produtivo nos organizarmos para
fazer e cobrarmos ao invés de esperarmos por quem não
tem interesse de fazer.
- Antonio Felipe é estudante
de produção cultural
do CEFET de Nilópolis.
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Por Marizete Siqueira
Todo dia é dia da mulher... lutadoras, mães,
trabalhadoras, que batalham dia após dia para alcançarem
seu lugar ao sol, que formam a sociedade, mas que muitas vezes
acabam sendo suas vítimas.
Em pleno século XXI foi necessário criar uma
lei para protegê-las da violência. Maria da Penha
se tornou o símbolo do respeito e proteção
das mulheres.
Num país machista, ser mulher não é fácil.
Há mulheres que ainda sofrem com a violência
doméstica e com a violência praticada com seus
filhos, que são suas verdadeiras riquezas. Em minha
opinião, é o pior momento na vida de uma mulher...
Entretanto, somos fortes, guerreiras e não desistimos
facilmente da luta, nossas armas são a justiça
e a verdade.
Nós já mudamos muitos conceitos e iremos continuar
buscando nosso verdadeiro lugar na sociedade. Entretanto,
muitas ainda serão mártires até conseguirmos
que sejamos respeitadas e entendidas.
Dizem que somos o sexo frágil, no entanto, geramos,
criamos e damos ao mundo a continuidade da espécie.
Tentaram por séculos nos fazer submissas, mas hoje
rompemos barreiras, preconceitos e provamos que somos fortes
e não fugimos aos nossos ideais.
Nós merecemos um dia especial, para ser lembrado o
papel da mulher na evolução da sociedade, mas
esse deve ser estendido por todo o ano, por toda a vida, afinal,
todo dia é dia de lembrar a importância da mulher.
Parabéns Anas, Giordanas, Lenes, Lucienes, Marizetes,
Graças, Amélias, Jaciras, Joanas, Marias da
Penha... e viva a mulher.
- Marizete Rangel é militante
dos direitos humanos e moradora de Queimados.
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Por Luan Alves
Quero propor à prefeitura de Nova Iguaçu que,
quando fizer alguma intervenção no trânsito,
escolha a parte da manhã para fazê-la, para que
o trânsito não fique caótico. Será
que é difícil fazer essas intervenções
durante a madrugada quando o trânsito está mais
calmo?
- Luan Alves é estudante
e moradora de Nova Iguaçu.
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| Publicado
no jornal
ComCausa 30. |
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Entre Aspas Fevereiro
2008
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Por Marizete Siqueira
A toda comunidade que faz parte e os que ainda não
fazem, vamos mobilizar junto a ComCausa. Não podemos
nem devemos parar, e, não vamos nos intimidar.
É o meio que temos para falarmos das injustiças,
discriminações e descasos das autoridades com
a violência na Baixada Fluminense.
Não vamos permitir que calem nossa voz. A Baixada precisa
de pessoas de coragem, para divulgar as mazelas que aqui acontecem
e ficam por isso mesmo, pois o medo da população,
permite que ela continue.
Povo da Baixada, povo sofrido, que só é lembrado
na hora do voto, nós somos a maioria, e a maioria não
pode abaixar a cabeça para impunidade. Vamos mostrar
que juntos somos fortes.
Aproveite o espaço e faça sua manifestação.
Acorda Baixada!
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Por Claudina Oliveira
Imagine a situação da classe teatral na Baixada
Fluminense: não temos escolas de formação
artística e apenas seis teatros numa região com
aproximadamente 4 milhões de habitantes... E um de nossos
sonhos era o de montar um espetáculo que falasse da nossa
cidade, Nova Iguaçu. O historiador e Geógrafo
Ney Alberto de Barros nos presenteou com o texto: "De Iguassú
Velha à Nova Iguaçu", com 58 maravilhosos
versos que narram a formação de Nova Iguaçu,
desde a época dos Tupinambás. Convidamos o talentoso
Ribamar Ribeiro para nos dirigir e vamos, eu, Tiago Costa e
Márcio Guedes, nos dividindo na produção
do espetáculo, que estreou em 12 de janeiro último.
Na estréia, não cobramos ingresso, e superlotou.
A divulgação foi boa, mas a maior dificuldade
é conscientizar as pessoas de comprarem ingressos. Faço
um trabalho - já a algum tempo - de formação
de platéia aqui na Baixada Fluminense e comprovamos que
a população gosta de teatro, mas está acostumada
apenas à entrada franca... Até mesmo os nossos
amigos, mesmo sabendo que não temos patrocínio,
que bancamos o espetáculo do nosso próprio bolso,
pedem insistentemente cortesias...
Gostaria de sugerir uma campanha de valorização
aos artistas da nossa região através do reconhecimento
dos valores das bilheterias. As pessoas precisam saber que vivemos
num mundo capitalista e que não há chance de sobrevivência
sem dinheiro. Porque nossos amigos preferem gastar com chops
e drinks a colaborar com a bilheteria de um show musical ou
teatral?
Há de se fazer algo para mudar esse quadro, já
que ainda não existem políticas públicas
nesse sentido. ^_________________________________________________________________________________________________________ |
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Vagner de Almeida
Crimes são iguais em qualquer lugar. Não há
diferença entre um crime de ódio ocorrido em
áreas socialmente privilegiadas ou nos cinturões
de pobrezas. A diferença está na impunidade...
(...) Na zona sul do Rio esses crimes são solucionados
rapidamente. Os homofóbicos de Ipanema conseguem mobilizar
o poder público, grupos GLBT, a sociedade e a mídia.
Na Baixada, esses mesmos crimes ficam sem solução.
Há um descaso das autoridades e até mesmo de
grupos que lutam pelos direitos humanos.
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Por Luciene Silva
Nossa luta é pela valorização da vida
para todos e todas, para que tragédias como as nossas
não se repitam e que nossa perda não seja em
vão. Estamos unidos na afirmação dos
diretos humanos não só para aqueles que partiram,
mas, para a construção de uma sociedade com
mais cultura, educação, saúde, emprego,
segurança. Precisamos de políticas públicas
de qualidade, que valorizem o ser humano, pois esta é
a forma mais eficaz de combate à violência.
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Por Claudia Maria
Fui assistir a um espetáculo no Sylvio Monteiro que
conta a história de Nova Iguaçu. Um texto impecável
do professor e meu ídolo Ney Alberto e a interpretação
também impecável do grupo Fios da Roca. A gente
sai do teatro com um orgulho danado de ser iguaçuano.
Mas, a nota triste a respeito disso fica por conta de um dado
que não está no texto primoroso do professor
Ney. O grupo não conseguiu patrocínio para colocar
a peça em cartaz no ano em que Nova Iguaçu comemora
175 anos de vida. Pelo jeito, só teve do governo o
espaço para apresentar a peça, que cobra R$
10 e R$ 5 de ingresso. Ao mesmo tempo, recebo um convite de
alguém do governo para assistir ao show de Zezé
di Camargo e Luciano em homenagem ao aniversário de
Nova Iguaçu, tudo de graça, bancado pelos cofres
públicos. Nada contra a dupla de irmãos, mas
um show como esse deve estar custando em torno de R$ 100 mil.
Tenho certeza de que se o governo de Nova Iguaçu tivesse
liberado pelo menos R$ 10 mil para a peça no Sylvio
Monteiro, a montagem teria sido muito mais fácil e
menos penosa para esses heróis da cultura iguaçuana
e a população de Nova Iguaçu e da Baixada
teria acesso gratuito. Que pena!
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>
Por Paulo Christiano Mainhard
A violência presente na Baixada Fluminense é
a violência perpetrada pelo Poder Público que
sistematicamente nega à população da
região os mais básicos e elementares direitos.
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| Publicado
no jornal
ComCausa 29. |
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Página
desenvolvida pela ComCausa.
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