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Esta seção registra citações, experiências, reflexões e opiniões das pessoas.

O olhar do indivíduo inserido na dinâmica da coletividade.

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Entre Aspas

Junho

2008


 

 

 

   

> Por Suellen Guariento
O desafio continua! Após completar três anos a Chacina da Baixada, a maior chacina do Rio de Janeiro, deixa suas marcas e lembranças. Tendo participado por mais de dois anos de tantos encontros, manifestações, até a recente caminhada do dia 30 de Março, fica a reflexão de que a violência continua e o desafio também. Desafio de pensar em alternativas possíveis, de não aceitar calados a realidade de violência e impunidade. Não falo em relação apenas à violência letal, essa tão recorrente e em grande parte praticada por agentes estatais, mas às inúmeras violências cotidianas que moradores da Baixada tem de enfrentar. Não sou moradora da região, mas após incursão de dois anos nesse campo tão diverso, através do interesse acadêmico que me proporcionou ouvir histórias de quem sofre a dor da perda por arma de fogo, após ver lágrimas, desabafos e atos de indignação, sinto-me à vontade para falar. Uma realidade que não é tão diferente da minha, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dominada também por agentes estatais organizados nas tão conclamadas e organizadas milícias.
Tive a oportunidade de acompanhar a tentativa de pessoas que pretendem ver não o tão abstrato “mundo melhor”, mas tão somente terem reconhecidos seus direitos de cidadania. O direito de ir e vir, tão impedido pelo medo, o direito da liberdade de expressão, que muitas vezes é tolhido por ameaças das mais variadas, o direito do acesso à justiça, o direito às condições mínimas de saneamento, o direito de acesso à cultura, a arte, ao lazer... eu poderia falar de inúmeros direitos não reconhecidos pelo poder público da região, mas diante dessa realidade pode-se ter à frente a possibilidade ou do conformismo, ou da mobilização.
O que pude acompanhar nesses dois anos de pesquisa foi a tentativa daqueles que não se conformaram, que se organizaram frente à diversidade de problemas, desde jovens com suas idéias de contestação até familiares de vítimas, com suas trágicas histórias, passando por religiosos e tantos outros atores sociais. Todo esse processo de diálogo entre os diferentes, culminou numa grande movimentação. No “vai e vem” das mobilizações, as pessoas foram se conhecendo, estabelecendo relações e juntas pensaram em alternativas viáveis. Em alguns momentos deu certo, em outros não; às vezes havia muita gente, às vezes não; mas dentro desse grande movimento, no sentido mais amplo da palavra, mobilizaram-se idéias, sonhos, perspectivas, mesmo que nem tudo tenha acontecido como planejado ou desejado. Dificuldades financeiras, de divulgação, de mobilização de novas pessoas, entre tantas outras, e mesmo assim ainda há quem queira prosseguir. Nós, enquanto Universidade, temos a obrigação de publicizar e disseminar todo esse processo.
Assim, frente às dificuldades de organização e mobilização, continua o desafio de pensar em alternativas criativas de contestação, que supere o mero denuncismo e possibilite o real diálogo com o poder público, mais que isso... Que a sociedade civil da Baixada Fluminense tenha papel ativo na construção de uma Baixada menos violenta, mais justa e igualitária.

- Suellen Guariento é Graduanda em Serviço Social UFRJ - Integrante do NASP.

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> Por Edinho
Propalam que a Baixada Fluminense é uma região tomada pela violência. Será? Se analisarmos, vamos concluir que aqui a violência é muito menor, por parte da população, do que a violência de cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife e outras menos votadas.
Contudo, o maioir volume de violência que existe na Baixada não provém da população, mas do Poder Público.
É a violência perpetrada contra a população nas áreas da saúde, da educação, da segurança pública, do saneamento, da precariedade dos transportes, da pequena oferta de bens e recursos culturais, das vias públicas esburacadas e da falta de ordenamento urbano.
A população da Baixada sofre a violência do descaso das autoridades públicas em práticamente todas as esferas.

- Edinho é do Movimento Pedalar é Preciso.

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> Heleno Oliveira
É muito triste o que estamos vendo na mídia. Um verdadeiro horror. Crianças sendo usadas como mercadoria para o mundo, fico muito feliz, porque ainda temos pessoas que lutam por um Brasil sem lixo na mídia. Parabéns! Vai enfrente, o Brasil limpo esta com vocês.
Sou cristão, assim como o senhor, temos que levar estas crianças a um paraíso. Chega de tanta podridão. A paz do senhor.

- Heleno Oliveira é do Ministério Madureira, de Volta Redonda.

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> BOB Shaw
Cadê a bicharada? É muito comum hoje em dia observarmos o aumento dos condomínios ou loteamentos sem se preocupar com as “áreas de absorção”. Em alguns países, como os EUA, a legislação obriga o mercado imobiliário a conservar 20% de sua área verde, para que nas estações de chuva haja uma absorção natural, evitando enchentes. Ou seja, você não tem o direito de calçar ou concretar tudo.
Nos meses de março as chuvas são iminentes, mas este ano São Pedro foi generoso até de mais, evidenciando o que está acontecendo, no Rio há dengue por todo lado.
Quando eu era criança eu caçava rã, via grilos, vaga-lumes, aranhas e borboletas, que são predadores naturais, e hoje sem eles só se fala no ”mosquito” da dengue e caracóis, que em tempo de chuva invadem sua casa. Hoje a maioria das crianças não tem contado com o meio natural de defesa do organismo e crescem sem anticorpos eficientes. Aqui vai meu abraço a todos os leitores ComCausa.

- BOB Shaw é tatuador e ecologista.

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Publicado no jornal ComCausa 32.
 

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Entre Aspas

Abril

2008


 

 

 

   

> Por Maicon Carlos
Todos nós sofremos os descasos das autoridades e a negligência de diversas formas. Um exemplo é a dengue no Rio. Nós que pagamos impostos - que por sinal são muitos - muitas vezes nos deparamos com situações piores e mais desumanas que as nossas. Devemos nos unir, lutar, brigar, e agarrar com toda força as lutas de toda a população, daqueles que não têm mais forças para lutar. Devemos estar presentes nas associações cobrando das autoridades, nas entidades estudantis, nos sindicatos, na rua, no trabalho, na escola, ou em entidades como a ComCausa, que faz um trabalho coletivo que muitas outras movimentos deveriam fazer, mas infelizmente muitas delas são pelegas, ou vivem um espírito oportunista de seus membros. Enquanto houver pessoas que lutam pelos seus direitos, e pelo bem coletivo o mundo se tornará cada vez "menos pior", e avançaremos a cada dia se mais pessoas abraçarem as nossas causas.
- Maicon Carlos é estudante e morador de Queimados.

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  > Por Paulo Mainhard
Propalam que a Baixada Fluminense é uma região tomada pela violência. Será? Se analisarmos, vamos concluir que aqui a violência é muito menor, por parte da população, do que a violência de cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife e outras menos votadas.
Contudo, o maioir volume de violência que existe na Baixada não provém da população, mas do Poder Público.
É a violência perpetrada contra a população nas áreas da saúde, da educação, da segurança pública, do saneamento, da precariedade dos transportes, da pequena oferta de bens e recursos culturais, das vias públicas esburacadas e da falta de ordenamento urbano.
A população da Baixada sofre a violência do descaso das autoridades públicas em práticamente todas as esferas.
- Paulo Mainhard é professor da UERJ Caxias.

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> Luciana Barcelar
Um espectro ronda o Estado do Rio de Janeiro: é o fantasma devorador de verba pública para a educação. Por quê a verba para as escolas públicas diminui consideravelmente, em várias escolas, afetando o fornecimento de merenda, material de consumo e coisas do gênero? Ao mesmo tempo, verifica-se um movimento contrário: laptops são entregues aos docentes. “Os laptops estão chegando, estão chegando os laptops...” - euforia total na rede estadual: tecnologia dividindo espaço com máquinas de copiar sem tonner, com cozinhas mantendo-se a menos de R$0,50 per capita. É... srealmente alguma coisa está fora do prumo!!! Fantasmas, tecnologia, falta de papel, merenda. Aparentemente, nada combina. Mas, tudo não passa de uma realidade nada virtual, mas muito concreta: é a ordem neoliberal, abocanhando paixões, sonhos, ideais, desejo de estar na escola.
- Luciana Barcelar é professora do Estadual, e moradora de Nova Iguaçu.

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Publicado no jornal ComCausa 31.
 

 

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Entre Aspas Março

2008

 

 

 

 

   

> Por Sueli Rutis
Para que a estratégia de saúde da família - que pretende cobrir todos os municípios do país - seja eficaz, é necessário também, que se pense em política salarial. Sabe-se que em 99,99% dos municípios os profissionais trabalham sob o regime de cooperativa - o que gera insatisfação e não vincula os profissionais que atuam neste setor.
Devido a esta insatisfação, mesmo estando capacitados, adaptados e conhecendo as famílias das comunidades que assistem, optam por vínculos mais estáveis. Quando se pretende fortalecer um modelo preventivo de atenção básica, é fundamental o envolvimento dos profissionais de saúde com vínculos dignos e estáveis.
- Sueli Rutis é médica e trabalha em Nova Iguaçu.

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> Por Sandra Regina
É extremamente incoerente a política instituída pelo Governo do Estado para a Educação... Enquanto um funcionário administrativo da rede estadual de ensino tem como vencimento mensal R$241,00 e o professor de nível superior R$ 540,00, o excelentíssimo senhor governador faz festa e recebe homenagens nas distribuições dos afamados lap-tops para os professores. Precisamos de lap-tops sim, mas não como um cala-boca, e sim como resultado de nosso trabalho. É simplesmente vergonhoso o mal uso do dinheiro público nesses governos... que fazem da educação pública material de marketing e propaganda pessoal.
- Sandra Regina é professora da rede estadual e moradora de Nova Iguaçu.

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> Antônio Felipe Vieira
Reconheço um visceral desejo pelo consumo de cultura nas cidades da Baixada Fluminense, assim como uma considerável quantidade de artistas de linguagens e expressões distintas querendo um espaço para transmitir sua mensagem através da arte. Entretanto, vejo pouco acontecer por essas bandas. Além do escasso número de espaços próprios para a prática do consumo cultural, percebo uma postura extremamente paternalista da maioria das pessoas envolvidas com o fomento à cultura por aqui. É a postura paternalista de quem espera algo acontecer, de quem espera que as autoridades públicas, seja o prefeito ou secretário de cultura, façam algo pelo povo. Dessa maneira, sempre seremos povo, oprimidos, recolhidos à nossa “insignificância”, às condições precárias de vida, à nos calar diante de regras e preceitos impostos por aqueles que “mandam”. Devemos respirar. Tomar consciência do nosso lugar na sociedade, no estado, no país, no continente e no mundo. E a melhor maneira de fazê-lo, de aprender, e praticar a crítica, a conscientização, é através da prática e do consumo da arte.
Acredito que o que dá certo são as iniciativas. Todos têm vontade de ver algo acontecendo. Por que não nos articulamos, então, para fazermos nós mesmos o que queremos ver acontecer. Se acharmos que as autoridades ocupam o lugar de gerir uma porcentagem das nossas vidas, segundo as idéias da teoria do contrato social, então devemos nos organizamos para cobrar deles, já que os pusemos no poder. Se quisermos mais teatro, mais literatura, música, dança, exposições, mais projetos culturais, espaços para realizar e consumirmos a cultura, acho muito mais produtivo nos organizarmos para fazer e cobrarmos ao invés de esperarmos por quem não tem interesse de fazer.
- Antonio Felipe é estudante de produção cultural do CEFET de Nilópolis.

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> Por Marizete Siqueira
Todo dia é dia da mulher... lutadoras, mães, trabalhadoras, que batalham dia após dia para alcançarem seu lugar ao sol, que formam a sociedade, mas que muitas vezes acabam sendo suas vítimas.
Em pleno século XXI foi necessário criar uma lei para protegê-las da violência. Maria da Penha se tornou o símbolo do respeito e proteção das mulheres.
Num país machista, ser mulher não é fácil. Há mulheres que ainda sofrem com a violência doméstica e com a violência praticada com seus filhos, que são suas verdadeiras riquezas. Em minha opinião, é o pior momento na vida de uma mulher... Entretanto, somos fortes, guerreiras e não desistimos facilmente da luta, nossas armas são a justiça e a verdade.
Nós já mudamos muitos conceitos e iremos continuar buscando nosso verdadeiro lugar na sociedade. Entretanto, muitas ainda serão mártires até conseguirmos que sejamos respeitadas e entendidas.
Dizem que somos o sexo frágil, no entanto, geramos, criamos e damos ao mundo a continuidade da espécie. Tentaram por séculos nos fazer submissas, mas hoje rompemos barreiras, preconceitos e provamos que somos fortes e não fugimos aos nossos ideais.
Nós merecemos um dia especial, para ser lembrado o papel da mulher na evolução da sociedade, mas esse deve ser estendido por todo o ano, por toda a vida, afinal, todo dia é dia de lembrar a importância da mulher.
Parabéns Anas, Giordanas, Lenes, Lucienes, Marizetes, Graças, Amélias, Jaciras, Joanas, Marias da Penha... e viva a mulher.
- Marizete Rangel é militante dos direitos humanos e moradora de Queimados.

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> Por Luan Alves
Quero propor à prefeitura de Nova Iguaçu que, quando fizer alguma intervenção no trânsito, escolha a parte da manhã para fazê-la, para que o trânsito não fique caótico. Será que é difícil fazer essas intervenções durante a madrugada quando o trânsito está mais calmo?
- Luan Alves é estudante e moradora de Nova Iguaçu.

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Publicado no jornal ComCausa 30.

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Entre Aspas Fevereiro

2008

 

 

 

 

   

> Por Marizete Siqueira
A toda comunidade que faz parte e os que ainda não fazem, vamos mobilizar junto a ComCausa. Não podemos nem devemos parar, e, não vamos nos intimidar.
É o meio que temos para falarmos das injustiças, discriminações e descasos das autoridades com a violência na Baixada Fluminense.
Não vamos permitir que calem nossa voz. A Baixada precisa de pessoas de coragem, para divulgar as mazelas que aqui acontecem e ficam por isso mesmo, pois o medo da população, permite que ela continue.
Povo da Baixada, povo sofrido, que só é lembrado na hora do voto, nós somos a maioria, e a maioria não pode abaixar a cabeça para impunidade. Vamos mostrar que juntos somos fortes.
Aproveite o espaço e faça sua manifestação. Acorda Baixada!

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> Por Claudina Oliveira
Imagine a situação da classe teatral na Baixada Fluminense: não temos escolas de formação artística e apenas seis teatros numa região com aproximadamente 4 milhões de habitantes... E um de nossos sonhos era o de montar um espetáculo que falasse da nossa cidade, Nova Iguaçu. O historiador e Geógrafo Ney Alberto de Barros nos presenteou com o texto: "De Iguassú Velha à Nova Iguaçu", com 58 maravilhosos versos que narram a formação de Nova Iguaçu, desde a época dos Tupinambás. Convidamos o talentoso Ribamar Ribeiro para nos dirigir e vamos, eu, Tiago Costa e Márcio Guedes, nos dividindo na produção do espetáculo, que estreou em 12 de janeiro último. Na estréia, não cobramos ingresso, e superlotou.
A divulgação foi boa, mas a maior dificuldade é conscientizar as pessoas de comprarem ingressos. Faço um trabalho - já a algum tempo - de formação de platéia aqui na Baixada Fluminense e comprovamos que a população gosta de teatro, mas está acostumada apenas à entrada franca... Até mesmo os nossos amigos, mesmo sabendo que não temos patrocínio, que bancamos o espetáculo do nosso próprio bolso, pedem insistentemente cortesias...
Gostaria de sugerir uma campanha de valorização aos artistas da nossa região através do reconhecimento dos valores das bilheterias. As pessoas precisam saber que vivemos num mundo capitalista e que não há chance de sobrevivência sem dinheiro. Porque nossos amigos preferem gastar com chops e drinks a colaborar com a bilheteria de um show musical ou teatral?
Há de se fazer algo para mudar esse quadro, já que ainda não existem políticas públicas nesse sentido.

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> Vagner de Almeida
Crimes são iguais em qualquer lugar. Não há diferença entre um crime de ódio ocorrido em áreas socialmente privilegiadas ou nos cinturões de pobrezas. A diferença está na impunidade...
(...) Na zona sul do Rio esses crimes são solucionados rapidamente. Os homofóbicos de Ipanema conseguem mobilizar o poder público, grupos GLBT, a sociedade e a mídia. Na Baixada, esses mesmos crimes ficam sem solução. Há um descaso das autoridades e até mesmo de grupos que lutam pelos direitos humanos.

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> Por Luciene Silva
Nossa luta é pela valorização da vida para todos e todas, para que tragédias como as nossas não se repitam e que nossa perda não seja em vão. Estamos unidos na afirmação dos diretos humanos não só para aqueles que partiram, mas, para a construção de uma sociedade com mais cultura, educação, saúde, emprego, segurança. Precisamos de políticas públicas de qualidade, que valorizem o ser humano, pois esta é a forma mais eficaz de combate à violência.

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> Por Claudia Maria
Fui assistir a um espetáculo no Sylvio Monteiro que conta a história de Nova Iguaçu. Um texto impecável do professor e meu ídolo Ney Alberto e a interpretação também impecável do grupo Fios da Roca. A gente sai do teatro com um orgulho danado de ser iguaçuano. Mas, a nota triste a respeito disso fica por conta de um dado que não está no texto primoroso do professor Ney. O grupo não conseguiu patrocínio para colocar a peça em cartaz no ano em que Nova Iguaçu comemora 175 anos de vida. Pelo jeito, só teve do governo o espaço para apresentar a peça, que cobra R$ 10 e R$ 5 de ingresso. Ao mesmo tempo, recebo um convite de alguém do governo para assistir ao show de Zezé di Camargo e Luciano em homenagem ao aniversário de Nova Iguaçu, tudo de graça, bancado pelos cofres públicos. Nada contra a dupla de irmãos, mas um show como esse deve estar custando em torno de R$ 100 mil. Tenho certeza de que se o governo de Nova Iguaçu tivesse liberado pelo menos R$ 10 mil para a peça no Sylvio Monteiro, a montagem teria sido muito mais fácil e menos penosa para esses heróis da cultura iguaçuana e a população de Nova Iguaçu e da Baixada teria acesso gratuito. Que pena!

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> Por Paulo Christiano Mainhard
A violência presente na Baixada Fluminense é a violência perpetrada pelo Poder Público que sistematicamente nega à população da região os mais básicos e elementares direitos.

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Publicado no jornal ComCausa 29.

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