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	<title>ComCausa &#124; Cultura de Direitos</title>
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		<title>Café no Ponto com Cidadania em Mesquita</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[2012n]]></category>
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		<description><![CDATA[Em parceria com o Instituto de Cidadania e Direitos Humanos e a Igreja Cat&#243;lica S&#227;o Jos&#233; Oper&#225;rio, a ComCausa realizar&#225; um &#8216;Caf&#233; no Ponto com Cidadania&#8217; em Mesquita no dia...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:14px;">Em parceria com o Instituto de Cidadania e Direitos Humanos e a Igreja Cat&oacute;lica S&atilde;o Jos&eacute; Oper&aacute;rio, a ComCausa realizar&aacute; um &lsquo;Caf&eacute; no Ponto com Cidadania&rsquo; em Mesquita no dia 03 de mar&ccedil;o.<br />
	</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o tema &lsquo;Cultura de Direitos Humanos para a Baixada&rsquo; esta edi&ccedil;&atilde;o ter&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o de Robson Leite, presidente da Comiss&atilde;o de Cultura e membro da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da ALERJ, e o Secret&aacute;rio Municipal de Mobiliza&ccedil;&atilde;o Social da Prefeitura de Mesquita, Jess&eacute; Dutra. O debate com os participantes ser&aacute; coordenado por Adriano Dias da ComCausa.</p>
<p style="text-align: justify;">O &lsquo;Caf&eacute; no Ponto com Cidadania&rsquo; acontecer&aacute; no primeiro s&aacute;bado de mar&ccedil;o, dia 03 a partir das 8h30 no Sal&atilde;o da Igreja S&atilde;o Jos&eacute; Oper&aacute;rio (Pra&ccedil;a Jo&atilde;o Luiz do Nascimento 220, conhecida como Pra&ccedil;a da Telemar, no centro de Mesquita.</p>
<p style="text-align: justify;">A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; aberta para toda a popula&ccedil;&atilde;o, mais informa&ccedil;&otilde;es com a ComCausa: 3045 6642</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Café-no-Ponto-com-Cidadania-em-Mesquita-ComCausa-Redes.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13648];player=img;" title="Café no Ponto com Cidadania em Mesquita - ComCausa - Redes"><img alt="" class="alignleft size-medium wp-image-13662" height="211" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Café-no-Ponto-com-Cidadania-em-Mesquita-ComCausa-Redes-300x211.jpg" title="Café no Ponto com Cidadania em Mesquita - ComCausa - Redes" width="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esta a&ccedil;&atilde;o faz parte da proposta da ComCausa de atua&ccedil;&atilde;o institucional para 2012, intensificar as parcerias a fim de viabilizar &lsquo;Espa&ccedil;os de Cultura de Direitos&rsquo; pela Baixada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
	</strong></p>
<p><span style="font-size:14px;"><strong>Caf&eacute; no Ponto com Cidadania</strong></span><br />
	A proposta &eacute; que o Caf&eacute; &#8211; integrado ao &lsquo;Ponto e ao Pont&atilde;o de Cultura&rsquo; da ComCausa &#8211; seja um momento de conviv&ecirc;ncia, confraterniza&ccedil;&atilde;o e troca de id&eacute;ias entre as pessoas, contribuindo para o fomento das a&ccedil;&otilde;es positivas realizadas pela sociedade, mas que contam com pouca visibilidade. </p>
<p>	Originalmente concebido como parte do &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/06/pontao-de-cultura-somos-baixada-fluminense-para-ligar-os-pontos-e-desatar-os-nos/">Pont&atilde;o de Cultura</a>&#39; da ComCausa, o &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-cafe-no-ponto/">Caf&eacute; no Ponto</a>&#39; tomou seus contornos pr&oacute;prios e hoje faz parte de a&ccedil;&otilde;es de conclus&atilde;o do &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-ponto-de-cultura-comunicando-comcausa/">Ponto de Cultura</a>&#39; da ComCausa; funciona como espa&ccedil;o de conviv&ecirc;ncia do &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-centro-de-referencia-em-direitos-humanos/">Centro de Refer&ecirc;ncia em Direitos Humanos: Diretos para Tod@s</a>&#39; e de recep&ccedil;&atilde;o dos &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2010/08/espacos-cultura-de-direitos/">Espa&ccedil;os Cultura de Direitos</a>&#39;</p>
<p>O &lsquo;Caf&eacute; no Ponto com Cidadania&rsquo; &eacute; uma vers&atilde;o aonde se priorizar&aacute; o debate sobre direitos humanos na regi&atilde;o Metropolitana do Rio de Janeiro e tamb&eacute;m est&aacute; ligado ao setor sociocultural e educa&ccedil;&atilde;o do &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-centro-de-referencia-em-direitos-humanos/">Centro de Refer&ecirc;ncia em Direitos Humanos</a>&#39;.</p>
<div></p>
<p><span style="font-size: 10px;"><strong>| A&ccedil;&atilde;o Caf&eacute; no Ponto &#8211; Projetos Parceiros: </strong></span><span style="font-size:10px;"><strong>&#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-centro-de-referencia-em-direitos-humanos/">Centro de Refer&ecirc;ncia em Direitos Humanos: Diretos para Tod@s</a>&#39;, </strong></span><span style="font-size:10px;"><strong> &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/06/pontao-de-cultura-somos-baixada-fluminense-para-ligar-os-pontos-e-desatar-os-nos/">Pont&atilde;o de Cultura</a>&#39;, &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2011/05/projetos-ponto-de-cultura-comunicando-comcausa/">Ponto de Cultura</a>&#39; e &#39;<a href="http://www.comcausa.org.br/2010/08/espacos-cultura-de-direitos/">Espa&ccedil;os Cultura de Direitos</a>&#39;:</strong></span></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/ponto-de-cultura/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Ponto de Cultura"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6990" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Ponto-de-Cultura.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Ponto de Cultura" width="91" /></a><span style="font-weight: bold;">&nbsp;</span> <a href="http://mais.cultura.gov.br/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Mais Cultura"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6971" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Mais-Cultura.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Mais Cultura" width="89" /></a><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Cultura Viva"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6969" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Cultura-Viva.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Cultura Viva" width="91" /></a>&nbsp; <a href="http://www.cultura.gov.br/site/o-ministerio/secretarias/secretaria-de-programas-e-projetos-culturais/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Secretaria de Cidadania Cultural"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6973" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Secretaria-de-Cidadania-Cultural.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Secretaria de Cidadania Cultural" width="100" /></a> <a href="http://www.cultura.gov.br/site/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Ministério da Cultura"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-11897" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/06/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Ministério-da-Cultura.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Ministério da Cultura" width="66" /></a>&nbsp; <a href="http://www.brasil.gov.br/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Governo Federal"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6970" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Governo-Federal.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Governo Federal" width="133" /></a></p>
<p><span style="font-size:14px;"><a href="http://www.cultura.rj.gov.br/" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Secretaria de Cultura do Rio"><img alt="" class="alignnone size-full wp-image-6974" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Ponto-de-Cultura-ComCausa-Parceiros-Secretaria-de-Cultura-do-Rio.jpg" title="Ponto de Cultura ComCausa - Parceiros - Secretaria de Cultura do Rio" width="154" /></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.disque100.gov.br/" title="Disque_Direitos_Humanos_ComCausa"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-9276" height="124" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Disque_Direitos_Humanos_ComCausa.png" title="Disque_Direitos_Humanos_ComCausa" width="206" /></a>O Centro de Refer&ecirc;ncia em Direitos Humanos &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o transversal a todo o trabalho da ComCausa e funciona articulado com outros projetos e Institui&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><span style="color: rgb(255, 0, 0);"><strong>Disque Direitos Humanos</strong></span><br />
		As a&ccedil;&otilde;es do CRDH da ComCausa s&atilde;o articuladas com a Ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (SDH) atrav&eacute;s do Disque Denuncia 100.</p>
<p><a href="http://www.sedh.gov.br/" title="Secretaria-dos-Direitos-Humanos-da-Presidencia-da-Republica-Sem-Fundo-ComCausa"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-10803" height="50" src="http://www.comcausa.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Secretaria-dos-Direitos-Humanos-da-Presidencia-da-Republica-Sem-Fundo-ComCausa1.jpg" title="Secretaria-dos-Direitos-Humanos-da-Presidencia-da-Republica-Sem-Fundo-ComCausa" width="264" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="font-size:10px;"><strong>| Comunicando ComCausa</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 10px;"><strong>- Not&iacute;cia publicada em 22 de fevereiro de 2012</strong></span></p>
</div>
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		<title>Nota de falecimento de Claudio Lemos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 17:13:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Grupo Cabo Free]]></category>

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		<description><![CDATA[A ComCausa foi informada que o ativista pelos direitos de LGBT, presidente do Grupo Cabo Free e membro do Conselho dos Direitos da Popula&#231;&#227;o LGBT do Estado do Rio de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>A ComCausa foi informada que o ativista pelos direitos de LGBT, presidente do Grupo Cabo Free e membro do Conselho dos Direitos da Popula&ccedil;&atilde;o LGBT do Estado do Rio de Janeiro, Cl&aacute;udio Lemos, faleceu na manh&atilde; de hoje.<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Cl&aacute;udio Lemos iniciou a sua atua&ccedil;&atilde;o em Cabo Frio, fundando com outros ativistas o Grupo Cabo Free, que atuava inicialmente no munic&iacute;pio e depois passou a participar de v&aacute;rios espa&ccedil;os de articula&ccedil;&atilde;o, com enfoque sempre para o contexto da Regi&atilde;o dos Lagos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cl&aacute;udio Lemos, que foi um dos fundadores do CELGBT/RJ, era membro da Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o, Turismo, Esporte e Lazer, tendo uma ass&iacute;dua participa&ccedil;&atilde;o entre 2009-2011, contribuindo para o di&aacute;logo e a constru&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e metas para enfrentar a homofobia nas Escolas.</p>
<p style="text-align: justify;">O ativista contribuiu de maneira integral na constru&ccedil;&atilde;o do Programa Estadual Rio Sem Homofobia- RSH. Integrou a C&acirc;mara T&eacute;cnica para elabora&ccedil;&atilde;o do programa, criada pelo Governado S&eacute;rgio Cabral, entre 2007 e 2008. Teve importante atua&ccedil;&atilde;o, junto com outros ativistas, na constru&ccedil;&atilde;o das duas confer&ecirc;ncias estaduais de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para LGBT do Rio de Janeiro, realizadas em 2008 e 2011. Participou da Comiss&atilde;o de Acompanhamento da Campanha Publicit&aacute;ria Rio Sem Homofobia, lan&ccedil;ada no dia 16 de maio de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Cl&aacute;udio tinha 42 anos e iniciou o ativismo na causa LGBT h&aacute; 08, com a realiza&ccedil;&atilde;o do I Cabo Free &#8211; Encontro de Cultura LGBT na regi&atilde;o dos Lagos. Contribuiu ativamente para aprova&ccedil;&atilde;o de leis de prote&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o LGBT e divulga&ccedil;&atilde;o de Cabo Frio como destino tur&iacute;stico LGBT, al&eacute;m de capacita&ccedil;&otilde;es e projetos de conscientiza&ccedil;&atilde;o, sem contar com a maior festa LGBT da regi&atilde;o: a Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio.</p>
<p style="text-align: justify;">A pedido da fam&iacute;lia, Claudio, ser&aacute; enterrado no Cemit&eacute;rio de Iraj&aacute;. Hoje, &agrave;s 18h, chegar&aacute; o corpo para ser velado. O enterro ser&aacute; amanh&atilde; &agrave;s 11 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">A informa&ccedil;&atilde;o foi chegou at&eacute; a ComCausa por Cl&aacute;udio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assist&ecirc;ncia Social e Direitos Humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo Grupo Divercidade Niter&oacute;i</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, num momento que era para ser de alegria acordamos com a not&iacute;cia de um Adeus&#8230; Claudio Lemos, grande amigo, parte deixando saudades em todos os amigos, parentes e militantes. Seu trabalho de certo foi mais do que fundamental para o nosso movimento, e ainda que esteja &agrave; caminho de um lugar melhor, estar&aacute; sempre vivo dentro de cada um de n&oacute;s.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso querido Claudio estava internado com pneumonia mas infelizmente n&atilde;o resistiu. O corpo chegar&aacute; na capela &agrave;s 18h e o enterro ser&aacute; amanh&atilde; &agrave;s 11 da manh&atilde; no cemit&eacute;rio de Iraj&aacute;.</p>
<p style="text-align: justify;">Esteja onde estiver&#8230; que seu arco-&iacute;ris brilhe para todo o sempre!</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor executivo da ComCausa, Adriano Dias, tamb&eacute;m lamentou a perda atrav&eacute;s de rede social de Internet.</p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>| Comunicando ComCausa<br />
	</strong></span></p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>- Not&iacute;cia publicada em 19 de fevereiro de 2012<br />
	</strong></span></p>
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		<title>O novo fetiche</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 18:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura de Direitos]]></category>
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		<category><![CDATA[O novo fetiche]]></category>

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		<description><![CDATA[A modernidade, per&#237;odo que se estendeu pelos &#250;ltimos cinco s&#233;culos, est&#225; em crise. Vivemos, hoje, n&#227;o uma &#233;poca de mudan&#231;as, mas uma mudan&#231;a de &#233;poca. No mil&#234;nio que come&#231;a emerge...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>A modernidade, per&iacute;odo que se estendeu pelos &uacute;ltimos cinco s&eacute;culos, est&aacute; em crise. Vivemos, hoje, n&atilde;o uma &eacute;poca de mudan&ccedil;as, mas uma mudan&ccedil;a de &eacute;poca. No mil&ecirc;nio que come&ccedil;a emerge algo imprecisamente chamado de p&oacute;s-modernidade, que se insinua bem diferente de tudo o que nos antecedeu, imprimindo novo paradigma. Na Idade M&eacute;dia, a cultura girava em torno da figura divina, na ideia de Deus.<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na modernidade, centra-se no ser humano, na raz&atilde;o e em suas duas filhas diletas: a ci&ecirc;ncia e a tecnologia. Um dos s&iacute;mbolos que melhor expressa esta passagem &eacute; a pintura de Michelangelo &mdash; &ldquo;A cria&ccedil;&atilde;o de Ad&atilde;o&rdquo; &mdash; no teto da Capela Sistina: Deus Pai, de barba longa, todo encoberto de mantos, representa o teocentrismo da &eacute;poca perante o homem desnudo, fortemente atra&iacute;do para a Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem estende o dedo para n&atilde;o perder o contato com o transcendente, com o divino. A desnudez de Ad&atilde;o traduz o advento do antropocentrismo e a revolu&ccedil;&atilde;o que a modernidade representou em nossa cultura. Epis&oacute;dio caracter&iacute;stico da modernidade ocorreu em 1682, quando mister Halley, baseado exclusivamente em c&aacute;lculos matem&aacute;ticos &mdash; pois n&atilde;o dispunha de instrumentos &oacute;ticos &mdash;, previu que um cometa voltaria a aparecer nos c&eacute;us de Londres dentro de 76 anos. Na ocasi&atilde;o, muitos o consideraram louco. Como, fechado em seu escrit&oacute;rio, baseado em c&aacute;lculos feitos no papel, poderia prever o movimento dos astros no c&eacute;u? Quem, sen&atilde;o Deus, domina a ab&oacute;bada celestial?&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mister Halley morreu em 1742, antes de se completarem os 76 anos previstos. Em 1758, o cometa, que hoje leva o seu nome, voltou a iluminar os c&eacute;us de Londres. Era a gl&oacute;ria da raz&atilde;o! &ldquo;Se &eacute; assim,&rdquo; disseram, &ldquo;se a raz&atilde;o &eacute; capaz de prever os movimentos dos astros como demonstraram Cop&eacute;rnico e Galileu &mdash; e depois Newton, um dos pilares da nossa cultura &mdash;, ent&atilde;o ela haver&aacute; de resolver todos os dramas humanos! Por&aacute; fim ao sofrimento, &agrave; dor, &agrave; fome, &agrave; peste. Criar&aacute; um mundo de luzes, progresso e felicidade!&rdquo;</p>
<p style="text-align: justify;">Cinco s&eacute;culos depois, o saldo n&atilde;o &eacute; dos mais positivos. Muito pelo contr&aacute;rio. Os dados s&atilde;o da FAO: somos 7 bilh&otilde;es de pessoas no planeta, das quais metade vive abaixo da faixa da pobreza, e 852 milh&otilde;es sobrevivem com fome cr&ocirc;nica. H&aacute; quem afirme que o problema da fome &eacute; causado pelo excesso de bocas. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, prop&otilde;e o controle da natalidade. Oponho-me ao controle, e sou favor&aacute;vel ao planejamento familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro &eacute; compuls&oacute;rio, o segundo respeita a liberdade do casal. E n&atilde;o aceito o argumento de que h&aacute; bocas em demasia. Nem falta de alimentos. Segundo a FAO, o mundo produz o suficiente para alimentar 11 bilh&otilde;es de bocas. O que h&aacute; &eacute; falta de justi&ccedil;a, de partilha, e excessiva concentra&ccedil;&atilde;o da riqueza. Por atravessarmos um per&iacute;odo de muita inseguran&ccedil;a, as pessoas buscam respostas fora do razo&aacute;vel. Observe- se, por exemplo, o fen&ocirc;meno do esoterismo: nunca Deus esteve t&atilde;o em voga como agora. Suscita paix&otilde;es e fundamentalismos, a favor ou contra. A crise da modernidade culmina no momento em que o sistema capitalista alcan&ccedil;a a sua suprema hegemonia com o fim do socialismo, e adquire um novo car&aacute;ter, chamado de neoliberal.</p>
<p style="text-align: justify;">Quais as chaves de leitura dessa mudan&ccedil;a do liberalismo para o neoliberalismo? Sob o liberalismo, falava- se muito em desenvolvimento. Na d&eacute;cada de 1960, surgiu a teoria do desenvolvimento, que inclu&iacute;a tamb&eacute;m a no&ccedil;&atilde;o de subdesenvolvimento; criou-se a Alian&ccedil;a para o Progresso, destinada a &ldquo;desenvolver&rdquo; a Am&eacute;rica Latina. A palavra &ldquo;desenvolvimento&rdquo; tem certo componente &eacute;tico, porque ao menos se imagina que todos devem ser beneficiados. Hoje, o termo &eacute; &ldquo;moderniza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que n&atilde;o tem conte&uacute;do humano, mas sim forte conota&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Modernizar &eacute; equipar-se tecnologicamente, competir, lograr que a minha empresa, a minha cidade, o meu pa&iacute;s, aproximem- se do paradigma primeiromundista, ainda que isso signifique sacrif&iacute;cio para milh&otilde;es de pessoas. O Mercado &eacute; o novo fetiche religioso da sociedade em que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outrora, pela manh&atilde; nossos av&oacute;s consultavam a B&iacute;blia. Nossos pais, o servi&ccedil;o de meteorologia. Hoje, consultam- se os &iacute;ndices do Mercado&#8230; Diante de uma cat&aacute;strofe, de um acontecimento inesperado, dizem os comentaristas econ&ocirc;micos: &ldquo;Vamos ver como o Mercado reage.&quot; Fico imaginando um senhor, Mr. Mercado, trancado em seu castelo e gritando pelo celular: &ldquo;N&atilde;o gostei da fala do ministro, estou irado.&rdquo; E na mesma hora os telejornais destacam: &ldquo;O Mercado n&atilde;o reagiu bem frente ao discurso ministerial.&rdquo; O mercado &eacute;, agora, internacional, globalizado, move-se segundo suas pr&oacute;prias regras, e n&atilde;o de acordo com as necessidades humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, predomina a globocoloniza&ccedil;&atilde;o, a imposi&ccedil;&atilde;o ao planeta do modelo anglo-sax&ocirc;nico de sociedade. Centrado no consumismo, na especula&ccedil;&atilde;o, na transforma&ccedil;&atilde;o do mundo em cassino global. Diante da crise financeira que afeta o capitalismo e, em especial, direitos sociais conquistados nos &uacute;ltimos dois s&eacute;culos, &eacute; hora de se perguntar: qual ser&aacute; o paradigma da p&oacute;s-modernidade? Mercado ou a &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da solidariedade&rdquo;, na express&atilde;o do Papa Jo&atilde;o Paulo II?</p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>| Frei Betto</strong></span></p>
<p><strong><span style="font-size:10px;">- Artigo ublicado em 16 de fevereiro de 2012<br />
	</span></strong></p>
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		<title>Para onde irão os indignados e os “occupiers”?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 04:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Para onde irão os indignados e os “occupiers"]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das mesas de debates importante no Forum Social Tem&#225;tico em Porto Alegre, da qual me coube participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>Uma das mesas de debates importante no Forum Social Tem&aacute;tico em Porto Alegre, da qual me coube participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do Egito e dos USA. O que me deixou muito impressionado foi a seriedade dos discursos, longe do vi&eacute;s an&aacute;rquico dos anos 60 do s&eacute;culo passado com suas muitas &ldquo;parolle&rdquo;. O tema central era &ldquo;democracia j&aacute;&rdquo;. Revindicava-se uma outra democracia, bem diferente desta a que estamos acostumados, que &eacute; mais farsa do que realidade. Querem uma democracia que se constr&oacute;i a partir da rua e das pra&ccedil;as, o lugar do poder origin&aacute;rio. Uma democracia que vem de baixo, articulada organicamente com o povo, transparente em seus procedimentos e n&atilde;o mais corro&iacute;da pela corrup&ccedil;&atilde;o. Esta democracia, de saida, se caracteriza por vincular justi&ccedil;a social com justi&ccedil;a ecol&oacute;gica.<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, os indignados, os &ldquo;occupiers&rdquo; e os da Primavera &Aacute;rabe n&atilde;o se remeteram ao cl&aacute;ssico discurso das esquerdas, nem sequer aos sonhos das v&aacute;rias edi&ccedil;&otilde;es do Forum Social Mundial. Encontramo-nos num outro tempo e surgiu uma nova sensibilidade. Postula-se outro modo de ser cidad&atilde;o, incluindo poderosamente as mulheres antes feitas invis&iacute;veis, cidad&atilde;os com direitos, com participa&ccedil;&atilde;o, com rela&ccedil;&otilde;es horizontais e transversais facilitadas pelas redes sociais, pelo celular, pelo twitter e pelos facebooks. Temos a ver com uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o. Antes as rela&ccedil;&otilde;es se organizavam de forma vertical, de cima para baixo. Agora &eacute; de forma horizontal, para os lados, na imediatez da comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; velocidade da luz. Este modo representa o tempo novo que estamos vivendo, da informa&ccedil;&atilde;o, da descoberta do valor da subjetividade, n&atilde;o aquela da modernidade, encapsulada em si mesma, mas da subjetividade relacional, da emerg&ecirc;ncia de uma consci&ecirc;ncia de esp&eacute;cie que se descobre dentro da mesma e &uacute;nica Casa Comum, Casa, em chamas ou ruindo pela excessiva pilhagem praticada pelo nosso sistema de produ&ccedil;&atilde;o e consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa sensibilidade n&atilde;o tolera mais os m&eacute;todos do sistema de superar a crise econ&ocirc;mica e derivadas, sanando os bancos com o dinheiro dos cidad&atilde;os, impondo severa austeridade fiscal, a desmontagem da seguridade social, o achatamento dos sal&aacute;rios, o corte dos&nbsp; investimentos no pressuposto ilus&oacute;rio de que desta forma se reconquista a confian&ccedil;a dos mercados e se reanima a economia. Tal concep&ccedil;&atilde;o &eacute; feita dogma e ai se ouve o est&uacute;pido bord&atilde;o:&ldquo;TINA: there is no alternative&rdquo;, n&atilde;o h&aacute; alternativa. Os sacr&iacute;legos sumos sacerdotes da trindade nada santa do FMI, da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e do Banco Central Europeu deram um golpe financeiro na Gr&eacute;cia e na It&aacute;lia e puseram l&aacute; seus ac&oacute;litos como gestores da crise, sem passar pelo rito democr&aacute;tico. Tudo &eacute; visto e decidido pela &oacute;tica exclusiva do econ&ocirc;mico, rebaixando o social e o sofrimento coletivo desnecess&aacute;rio, o desespero das fam&iacute;lias e a indigna&ccedil;&atilde;o dos jovens por n&atilde;o conseguirem trabalho. Tudo pode desembocar numa crise com consequ&ecirc;ncias dram&aacute;ticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Paul Krugmann, pr&ecirc;mio Nobel de economia, passou uns dias na Isl&acirc;ndia para estudar a forma como esse pequeno pais &aacute;rtico saiu de sua crise avassaladora. Seguiram o caminho correto que outros deveriam tamb&eacute;m ter seguido: deixaram os bancos quebrar, puseram na cadeia os banqueiros e especuladores que praticaram falcatruas, reescreveram a constitui&ccedil;&atilde;o, garantiram a seguridade social para evitar uma derrocada generalizada e conseguiram criar empregos. Consequ&ecirc;ncia: o pais saiu do atoleiro e &eacute; um dos que mais cresce nos paises n&oacute;rticos. O caminho island&ecirc;s foi silenciado pela midia mundial de temor de que servisse de exemplo para os demais pa&iacute;ses. E a assim a carruagem, com medidas equivocadas mas coerentes com o sistema, corre c&eacute;lere rumo a um precip&iacute;cio.</p>
<p style="text-align: justify;">Contra esse curso previs&iacute;vel se op&otilde;em os indignados. Querem um outro mundo mais amigo da vida e respeitoso da natureza. Talvez a Isl&acirc;ndia servir&aacute; de inspira&ccedil;&atilde;o. Para onde ir&atilde;o? Quem sabe? Seguramente n&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o dos modelos do passado, j&aacute; exauridos. Ir&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o daquilo que falava Paulo Freire &ldquo;do in&eacute;dito vi&aacute;vel&rdquo; que nascer&aacute; desse novo imagin&aacute;rio. Ele se expressa, sem viol&ecirc;ncia, dentro de um esp&iacute;rito democr&aacute;tico-participativo, com muito di&aacute;logo e trocas enriquecedoras. De todas as formas o mundo nunca ser&aacute; como antes, muito menos como os capitalistas gostariam que ficasse.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>| Leonardo Boff </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>- Artigo publicado em 16 de fevereiro de 2012<br />
	</strong></span></p>
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		<title>Nova Cultura Viva</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 23:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A secret&#225;ria de Cidadania Cultural do Minist&#233;rio da Cultura, M&#225;rcia Rollemberg, reuniu-se no dia 14 de fevereiro com cerca de cinq&#252;enta representantes dos Pontos de Cultura do Estado do Rio...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:14px;">A secret&aacute;ria de Cidadania Cultural do Minist&eacute;rio da Cultura, M&aacute;rcia Rollemberg, reuniu-se no dia 14 de fevereiro com cerca de cinq&uuml;enta representantes dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro para discutir a reformula&ccedil;&atilde;o do Programa Cultura Viva e ouvir as reivindica&ccedil;&otilde;es dos ponteiros.<br />
	</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">No encontro, a secretaria de Cidadania Cultural afirmou que vem mantendo diversos encontros com gestores p&uacute;blicos, parlamentares e representantes dos pontos de cultura, colhendo informa&ccedil;&otilde;es e sugest&otilde;es para o redesenho do marco legal do Cultura Viva. Destacou, em especial, a reuni&atilde;o realizada no m&ecirc;s passado em Porto Alegre, com as redes de Pontos de Cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">M&aacute;rcia Rollemberg debate reformula&ccedil;&atilde;o do programa com Pontos de Cultura do Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo M&aacute;rcia Rollemberg, entre os problemas que devem ser analisados est&aacute; a defini&ccedil;&atilde;o de uma chancela para os Pontos de Cultura. Ela explicou que a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de um selo facilitaria a amplia&ccedil;&atilde;o das fontes de financiamento dos pontos, hoje restritas a recursos diretos dos governos. M&aacute;rcia Rollemberg questionou tamb&eacute;m se apenas os pontos que precisam de financiamento devem ser considerados formalmente como Pontos de Cultura. Hoje existem no pa&iacute;s 3.567 pontos e pont&otilde;es, dos quais 808 n&atilde;o recebem recursos por n&atilde;o terem conv&ecirc;nios vigentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A secret&aacute;ria destacou a import&acirc;ncia da gest&atilde;o compartilhada e defendeu maior integra&ccedil;&atilde;o entre a rede de pontos do MinC e as redes estaduais e municipais de pontos de cultura. Ela prop&ocirc;s ainda a integra&ccedil;&atilde;o com programas de outros minist&eacute;rios, que disponham de mais recursos, para ampliar a capacidade de investimento do Cultura Viva. Segundo ela, um dos pr&oacute;ximos passos ser&aacute; o levantamento de toda produ&ccedil;&atilde;o cultural dos pontos, criando-se uma cole&ccedil;&atilde;o Cultura Viva, que tenha maior visibilidade na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos problemas enfrentados nos primeiros meses &agrave; frente da secretaria, ela disse que est&aacute; colocando a casa em ordem.V&aacute;rias parcelas atrasadas de conv&ecirc;nios e pr&ecirc;mios j&aacute; foram pagas. M&aacute;rcia Rollemberg admitiu, no entanto, que a secretaria tem limita&ccedil;&atilde;o de recursos, pois boa parte do or&ccedil;amento previsto para a SCC este ano j&aacute; est&aacute; comprometida com os conv&ecirc;nios existentes.</p>
<p>Rede estadual</p>
<p>A representante da Secretaria de Cultura do estado, Juliana Lopes, disse que o &oacute;rg&atilde;o est&aacute; montando um sistema de informa&ccedil;&atilde;o sobre a rede estadual de Pontos de Cultura, integrado ao portal da secretaria na internet. Equipes da SEC est&atilde;o visitando as diversas regi&otilde;es fluminenses para fazer um mapa da gest&atilde;o e da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do dos pontos. As informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em fase de digitaliza&ccedil;&atilde;o. Ela acredita que a partir de abril o sistema j&aacute; estar&aacute; em funcionamento.</p>
<p>Juliana Lopes afirmou, ainda, que a secretaria de Cultura do estado vai lan&ccedil;ar este ano um edital sobre Pr&aacute;ticas e Metodologias Sociais, com foco no p&uacute;blico jovem. E se comprometeu a ajudar na realiza&ccedil;&atilde;o da Teia Estadual , marcada para maio, em Paraty.</p>
<p>Os representantes dos Pontos de Cultura se queixaram de dificuldades na presta&ccedil;&atilde;o de contas e das exig&ecirc;ncias burocr&aacute;ticas para a assinatura de conv&ecirc;nios. Reclamaram tamb&eacute;m da aus&ecirc;ncia dos secret&aacute;rios de cultura dos munic&iacute;pios na discuss&atilde;o e reivindicaram a formula&ccedil;&atilde;o de um protocolo da cultura para as situa&ccedil;&otilde;es de cat&aacute;strofes clim&aacute;ticas.</p>
<p>Al&eacute;m da secret&aacute;ria, tamb&eacute;m participaram do encontro, no Pal&aacute;cio Capanema, o chefe da Representa&ccedil;&atilde;o Regional do MinC no Rio de Janeiro e no Esp&iacute;rito Santo, Marcelo Velloso, e a coordenadora de Diversidade Cultural da secretaria de Cultura do estado, Juliana Lopes.</p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>| Comunicando ComCausa<br />
	</strong></span></p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>- Not&iacute;cia publicada em 15 de fevereiro de 2012</p>
<p>
	</strong></span></p>
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		<title>Pinheirinho, Cracolândia e USP: em vez de política, polícia!</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h da manh&#227;, S&#227;o Jos&#233; dos Campos (SP). Milhares de homens, mulheres, crian&#231;as e idosos moradores da ocupa&#231;&#227;o Pinheirinho s&#227;o surpreendidos por um cerco...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h da manh&atilde;, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (SP). Milhares de homens, mulheres, crian&ccedil;as e idosos moradores da ocupa&ccedil;&atilde;o Pinheirinho s&atilde;o surpreendidos por um cerco formado por helic&oacute;pteros, carros blindados e mais de 1.800 homens armados da Pol&iacute;cia Militar. Al&eacute;m de terem sido interditadas as sa&iacute;das da ocupa&ccedil;&atilde;o, foram cortados &aacute;gua, luz e telefone, e a ordem era que fam&iacute;lias se recolhessem para dar in&iacute;cio ao processo de retirada. Determinados a resistir &mdash; j&aacute; que a reintegra&ccedil;&atilde;o de posse havia sido suspensa na sexta feira &ndash; os moradores n&atilde;o aceitaram o comando, dando in&iacute;cio a uma situa&ccedil;&atilde;o&nbsp; dramaticamente violenta&nbsp; que se prolongou durante todo o dia e que teve como resultado fam&iacute;lias desabrigadas, pessoas feridas, deten&ccedil;&otilde;es e rumores, inclusive, sobre a exist&ecirc;ncia de mortos.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nos &uacute;ltimos 8 anos, os moradores da ocupa&ccedil;&atilde;o lutam pela sua perman&ecirc;ncia na &aacute;rea. Ao longo desse tempo, eles buscaram firmar acordos com inst&acirc;ncias governamentais para que fosse promovida a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria da comunidade, contando para isto com o fato de que o terreno tem uma d&iacute;vida milion&aacute;ria de IPTU com a prefeitura. O terreno pertence &agrave; massa falida da empresa Selecta, cujo propriet&aacute;rio &eacute; o especulador financeiro Naji Nahas, j&aacute; investigado e temporariamente preso pela Pol&iacute;cia Federal na opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha. No fim da semana, v&aacute;rias foram as idas e vindas judiciais favor&aacute;veis e contr&aacute;rias &agrave; reintegra&ccedil;&atilde;o, assim como as tratativas entre governo federal, prefeitura, governo de Estado e parlamentares para encontrar uma sa&iacute;da pac&iacute;fica para o conflito.Com o processo de negocia&ccedil;&atilde;o em curso e com posicionamentos contradit&oacute;rios da Justi&ccedil;a, o governo do Estado decide armar uma opera&ccedil;&atilde;o de guerra para encerrar o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>03 de janeiro de 2012, regi&atilde;o da Luz,&nbsp; centro de S&atilde;o Paulo.<br />
	</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pol&iacute;cia da Militar inicia uma a&ccedil;&atilde;o de &ldquo;limpeza&rdquo; na regi&atilde;o denominada pela prefeitura como Cracol&acirc;ndia. Em 14 dias de a&ccedil;&atilde;o, mais de 103 usu&aacute;rios de drogas e frequentadores da regi&atilde;o foram presos pela pol&iacute;cia&nbsp; com uso da cavalaria, spray de pimenta e muita trucul&ecirc;ncia. Em seguida, mais de trinta pr&eacute;dios foram lacrados e alguns demolidos. Esta regi&atilde;o &eacute; objeto de um projeto de &ldquo;revitaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; por parte da prefeitura de S&atilde;o Paulo, que pretende conced&ecirc;-la &ldquo;limpinha&rdquo; para a iniciativa privada construir torres de escrit&oacute;rio e moradia e um teatro de &oacute;pera e dan&ccedil;a no local. Moradores dos im&oacute;veis lacrados foram intimados a deixar a &aacute;rea mesmo sem ter para onde ir. Comerciantes que atuam no maior polo de eletroeletr&ocirc;nicos da Am&eacute;rica Latina, a Santa Efig&ecirc;nia , assim como os moradores que h&aacute; d&eacute;cadas vivem ali, v&ecirc;m tentando, desde 2010, bloquear a implanta&ccedil;&atilde;o deste projeto, j&aacute; que este desconsidera absolutamente suas demandas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 de novembro de 2011, 05h10 da manh&atilde;, Cidade Universit&aacute;ria, S&atilde;o Paulo.<br />
	</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um policial aponta a arma para uma estudante de bra&ccedil;os levantados, a tropa de choque entra no pr&eacute;dio e arromba portas (mesmo depois de a pol&iacute;cia j&aacute; estar l&aacute; dentro), sem deixar ningu&eacute;m mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita trucul&ecirc;ncia. Este foi o in&iacute;cio do processo de desocupa&ccedil;&atilde;o da Reitoria da Universidade de S&atilde;o Paulo, ocupada por estudantes em protesto &agrave; presen&ccedil;a da PM no Campus. Os estudantes s&atilde;o surpreendidos por um cerco formado pela tropa de choque e cavalaria, totalizando mais de 300 integrantes da Pol&iacute;cia Militar. Depois de horas de a&ccedil;&atilde;o violenta, s&atilde;o retirados do pr&eacute;dio e levados presos mais de 73 estudantes. Cambur&atilde;o e helic&oacute;pteros acompanham a a&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que estes tr&ecirc;s epis&oacute;dios recentes e lament&aacute;veis t&ecirc;m em comum?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os tr&ecirc;s eventos envolvem conflitos na gest&atilde;o e ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio. Os tr&ecirc;s s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es complexas, que demandariam um conjunto de pol&iacute;ticas de curto, m&eacute;dio e longo prazo para serem enfrentados. Os tr&ecirc;s requerem um esfor&ccedil;o enorme de media&ccedil;&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o.? Entretanto, qual &eacute; a resposta para esta complexidade conflituosa? A viol&ecirc;ncia, a supress&atilde;o do di&aacute;logo, o acirramento do conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Algu&eacute;m poderia dizer &mdash; mas por qu&ecirc; os ocupantes do Pinheirinho resistiram? Por que n&atilde;o sa&iacute;ram imediatamente, evitando os feridos e as feridas da confronta&ccedil;&atilde;o?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque sabem que, para quem foi &ldquo;desocupado&rdquo; ou&rdquo; lacrado&rdquo; nestas e outras reintegra&ccedil;&otilde;es e &ldquo;limpezas&rdquo;, sobra a condi&ccedil;&atilde;o de sem-teto. Ou seja, para quem promoveu a reintegra&ccedil;&atilde;o ou a limpeza, o fundamental &eacute; ter o local vazio, e n&atilde;o o destino de quem estava l&aacute;, muitos menos as raz&otilde;es que levaram aquelas pessoas a estar l&aacute; naquela condi&ccedil;&atilde;o e seu enfrentamento e resolu&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Resolver&rdquo; a quest&atilde;o &eacute; simplesmente fazer desaparecer o &ldquo;problema&rdquo; da paisagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais grave ainda, nestas situa&ccedil;&otilde;es a suposta &ldquo;ilegalidade&rdquo; (ocupa&ccedil;&atilde;o de terra / uso de drogas) &eacute; motivo suficiente para promover todo e qualquer&nbsp; tipo de viola&ccedil;&atilde;o de leis e direitos em nome da ordem, em um retrocesso vergonhoso dos avan&ccedil;os da democracia no pa&iacute;s.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size:10px;">| Raquel Rolnik <br />
	Urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&atilde;o Paulo <br />
	e relatora especial da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o direito &agrave; moradia adequada.</p>
<p>	- Artigo publicado em 20 de fevereiro de 2012</span></strong></p>
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		<title>Seis anos da Chacinada Rio Sampa</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 17:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 11 de fevereiro de 2012 completou seis anos da chacina da Rio Sampa quam foram assassinados Renato Jacques de Freitas Filho e Fabr&#237;cio Rangel Kengen. No dia 11...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>No dia 11 de fevereiro de 2012 completou seis anos da chacina da Rio Sampa quam foram assassinados Renato Jacques de Freitas Filho e Fabr&iacute;cio Rangel Kengen.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 11 de fevereiro de 2006, por volta das 5 horas da manh&atilde; o estudante de Direito Renato Jacques de Freitas Filho &#8211; de 23 anos &ndash; e seu amigo de inf&acirc;ncia, o banc&aacute;rio e estudante Fabr&iacute;cio Rangel Kengen &#8211; de 26 anos &#8211; vinham de uma festa quando, na descida do viaduto de Mesquita, sofreram uma tentativa de assalto. Seguiram para a Via Dutra e entraram na rua ao lado da casa de show Rio Sampa &#8211; em Nova Igua&ccedil;u &#8211; no intuito de pedir auxilio no D.P.O. de Andrade Ara&uacute;jo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o assaltante que os perseguia, Fabiano Rebello Viana, seguiu para o mesmo D.P.O e l&aacute; encontrou com o cabo Ant&ocirc;nio C&eacute;sar da Silva Herguet Ferreira e o sargento Nelson Gomes de Souza Segundo &#8211; que seriam pessoas de sua rela&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;">Os policiais teriam n&atilde;o somente ignorado o pedido de socorro dos dois amigos, mas negaram-se a registrar a ocorr&ecirc;ncia, agrediram os jovens e os expulsaram do D.P.O. Logo depois, Fabr&iacute;cio e Renato foram assassinados dentro do carro, a 700 metros do local, diante de dezenas de testemunhas.</p>
<p style="text-align: justify;">O caso provocou grande repercuss&atilde;o e o inqu&eacute;rito foi r&aacute;pido. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico ofereceu den&uacute;ncia contra os tr&ecirc;s acusados, acatada pela ju&iacute;za da 4&ordf; Vara Criminal do F&oacute;rum de Nova Igua&ccedil;u.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 06 de setembro de 2006 foi emitido mandado de pris&atilde;o preventiva contra o assaltante Fabiano, o cabo C&eacute;sar, e o sargento Segundo. A pris&atilde;o durou pouco, meses depois &#8211; por meio de habeas-corpus &#8211; os tr&ecirc;s acusados foram soltos e hoje respondem ao processo em liberdade.</p>
<p><span style="font-size:10px;"><strong>| Adriano Dias &#8211; Comunicando ComCausa<br />
	</strong></span></p>
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		<title>Ras Bernardo tem alta e ComCausa elogia Delegado</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 17:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Informamos que Ras Bernardo teve alta do Hospital da Posse hoje, dia 10 de setembro de 2010. Amigos e a fam&#237;lia informaram que Ras n&#227;o pretende voltar para casa onde...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>Informamos que Ras Bernardo teve alta do Hospital da Posse hoje, dia 10 de setembro de 2010. Amigos e a fam&iacute;lia informaram que Ras n&atilde;o pretende voltar para casa onde morava no bairro Cer&acirc;mica, em Nova Igua&ccedil;u, e n&atilde;o divulgou local de recupera&ccedil;&atilde;o de Sebasti&atilde;o Bernardo.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Relembre o caso<br />
	A ComCausa foi informada na manh&atilde; do dia 03, quinta-feira, que Ras Bernardo foi baleado na noite anterior a 300 metros de sua casa, no bairro Cer&acirc;mica, em Nova Igua&ccedil;u.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor executivo da ComCausa, Adriano Dias, assim que soube do atentado a vida do amigo e parceiro de ComCausa, foi at&eacute; o Hospital da Posse e soube de sua melhora pelo policial de plant&atilde;o e por amigos do Ras.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dirigiu at&eacute; a 58&ordf; DP (Posse) a procura do delegado Marcos. Na Distrital foi informado que o delegado tinha h&aacute; ido com uma equipe e a esposa do Ras ao local do atentado.</p>
<p><strong>&ldquo;Encontrei com os policiais saindo do local e voltei com o delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves para o Hospital da Posse, onde pude conversar com mais calma com ele e a esposa do Ras que informou que esteve ele e disse havia sido operado e j&aacute; estava em um quarto&rdquo;, relatou Adriano atrav&eacute;s de rede social.<br />
	</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No in&iacute;cio da noite chegou a informa&ccedil;&atilde;o que um homem havia sido detido e confessou a participa&ccedil;&atilde;o no crime. Na segunda edi&ccedil;&atilde;o do RJTV foi divulgada a mesma informa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;">O suspeito seria apresentado na sexta-feira, dia 03 de fevereiro, &agrave;s 10h, na Chefia de Pol&iacute;cia Civil no centro do Rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manh&atilde; de sexta, Adriano Dias esteve na Chefia da Pol&iacute;cia Civil e teve mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o acontecido.</p>
<p><strong>&ldquo;A motiva&ccedil;&atilde;o do atentado a vida de Ras Bernardo teria sido a morte de um cavalo!!! Fiquei perplexo com o motivo&rdquo;, afirmou Adriano em contato telef&ocirc;nico com a ComCausa.<br />
	</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O autor dos disparos contra o m&uacute;sico Sebasti&atilde;o Francisco Bernardo, conhecido como Ras Bernardo, ex-integrante do Cidade Negra, Sergio Menezes, afirmou que o crime foi cometido por vingan&ccedil;a.</p>
<p style="text-align: justify;">Sergio, vizinho do Ras Bernardo, disse que entre as duas casas havia uma cerca el&eacute;trica. Seu cavalo encostou-se &agrave; cerca que divide sai casa e morreu eletrocutado.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sergio pediu indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 8 mil pelo cavalo, mas o Ras se recusou a pagar. Assim, segundo depoimento &agrave; pol&iacute;cia, resolveu executar o Ras para se vingar da morte do animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Sergio Menezes deve ser indiciado por tentativa de homic&iacute;dio qualificada mediante emboscada.</p>
<p>	<span style="font-size:14px;"><strong>ComCausa elogia atua&ccedil;&atilde;o do Delegado</strong></span><br />
	A ComCausa divulgou no dia 06 de fevereiro de 2012 of&iacute;cio que tinha como destinat&aacute;rios a Secretaria de Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, para a Chefe de Pol&iacute;cia, Dra Martha Rocha, fazendo uma referencia positiva da atua&ccedil;&atilde;o do delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves, titular da 58&ordf; DP, e sua equipe.</p>
<p><strong>No documento a ComCausa destaca:<br />
	</strong></p>
<p><span style="font-size:14px;"><strong>&ldquo;Vimos por meio deste destacar de forma positiva a atua&ccedil;&atilde;o do Dr. Marcos Henrique de Oliveira &#8211; e da equipe da 58&ordf; DP &#8211; Posse &#8211; Nova Igua&ccedil;u -&nbsp; no caso do atentado &agrave; vida do m&uacute;sico Sebasti&atilde;o Bernardo. Acompanhamos o caso e o sucesso da atua&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia que resultou na pris&atilde;o do suspeito de perpetrar a viol&ecirc;ncia.<br />
	</strong></span></p>
<p><span style="font-size:14px;"><strong>Reafirmamos aqui que a atua&ccedil;&atilde;o do Estado neste epis&oacute;dio nos refor&ccedil;a a convic&ccedil;&atilde;o de que nosso pa&iacute;s tenha uma pol&iacute;cia cidad&atilde;, com respeito aos direitos humanos, norteada pelos princ&iacute;pios republicanos e constitucionais.<br />
	</strong></span></p>
<p><span style="font-size:14px;"><strong>Agradecemos e reafirmarmos aqui nossos la&ccedil;os e compromissos a fim de contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de uma agenda positiva de direitos humanos para a Baixada Fluminense.&quot;<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>| Comunicando ComCausa<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>- Not&iacute;cia publicada em 10 fevereiro de 2012<br />
	</strong></span></p>
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		<title>Por um novo Marco Regulatório das Comunicações</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:45:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Associa&#231;&#227;o Brasileira de Organiza&#231;&#245;es N&#227;o Governamentais (ABONG) divulgou texto fruto de debates acumulados ao longo das &#250;ltimas d&#233;cadas, em especial da I Confer&#234;ncia Nacional de Comunica&#231;&#227;o (CONFECOM), sistematizados no...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:14px;">A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais (ABONG) divulgou texto fruto de debates acumulados ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em especial da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (CONFECOM), sistematizados no semin&aacute;rio Marco Regulat&oacute;rio &ndash; Propostas para uma Comunica&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica, realizado pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), com a participa&ccedil;&atilde;o de outras entidades nacionais e regionais, em 20 e 21 de maio de 2011, no Rio de Janeiro.<br />
	</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira vers&atilde;o foi colocada em consulta p&uacute;blica aberta, e recebeu mais de 200 contribui&ccedil;&otilde;es, que foram analisadas e parcialmente incorporadas neste documento. A Plataforma tem foco nas 20 propostas consideradas priorit&aacute;rias na defini&ccedil;&atilde;o de um marco legal para as comunica&ccedil;&otilde;es em nosso pa&iacute;s. Ao mesmo tempo em que apresenta essas prioridades, este texto tem a pretens&atilde;o de popularizar o debate sobre as bandeiras e temas da comunica&ccedil;&atilde;o, normalmente restrito a especialistas e profissionais do setor. Essa &eacute; a refer&ecirc;ncia que este setor da sociedade civil, que atuou decisivamente na constru&ccedil;&atilde;o da I CONFECOM, prop&otilde;e para o conte&uacute;do program&aacute;tico deste debate que marcar&aacute; a agenda pol&iacute;tica do pa&iacute;s no pr&oacute;ximo per&iacute;odo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>Por que precisamos de um novo Marco Regulat&oacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es?</strong></span><br />
	H&aacute; pelo menos quatro raz&otilde;es que justificam um novo marco regulat&oacute;rio para as comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. Uma delas &eacute; a aus&ecirc;ncia de pluralidade e diversidade na m&iacute;dia atual, que esvazia a dimens&atilde;o p&uacute;blica dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e exige medidas afirmativas para ser contraposta. Outra &eacute; que a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira no setor das comunica&ccedil;&otilde;es &eacute; arcaica e defasada, n&atilde;o est&aacute; adequada aos padr&otilde;es internacionais de liberdade de express&atilde;o e n&atilde;o contempla quest&otilde;es atuais, como as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e a converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias. Al&eacute;m disso, a legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; fragmentada, multifacetada, composta por v&aacute;rias leis que n&atilde;o dialogam umas com as outras e n&atilde;o guardam coer&ecirc;ncia entre elas. Por fim, a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 continua carecendo da regulamenta&ccedil;&atilde;o da maioria dos artigos dedicados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o (220, 221 e 223), deixando temas importantes como a restri&ccedil;&atilde;o aos monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios e a regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o sem nenhuma refer&ecirc;ncia legal, mesmo ap&oacute;s 23 anos de aprova&ccedil;&atilde;o. Impera, portanto, um cen&aacute;rio de aus&ecirc;ncia de regula&ccedil;&atilde;o, o que s&oacute; dificulta o exerc&iacute;cio de liberdade de express&atilde;o do conjunto da popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;">A aus&ecirc;ncia deste marco legal beneficia as poucas empresas que hoje se favorecem da grave concentra&ccedil;&atilde;o no setor. Esses grupos muitas vezes impedem a circula&ccedil;&atilde;o das ideias e pontos de vista com os quais n&atilde;o concordam e impedem o pleno exerc&iacute;cio do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e da liberdade de express&atilde;o pelos cidad&atilde;os e cidad&atilde;s, afetando a democracia brasileira. &Eacute; preciso deixar claro que todos os principais pa&iacute;ses democr&aacute;ticos do mundo t&ecirc;m seus marcos regulat&oacute;rios para a &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es. Em pa&iacute;ses como Reino Unido, Fran&ccedil;a, Estados Unidos, Portugal e Alemanha, a exist&ecirc;ncia dessas refer&ecirc;ncias n&atilde;o tem configurado censura; ao contr&aacute;rio, tem significado a garantia de maior liberdade de express&atilde;o para amplos setores sociais. Em todos estes pa&iacute;ses, inclusive, existem n&atilde;o apenas leis que regulam o setor, como &oacute;rg&atilde;os voltados para a tarefa de regula&ccedil;&atilde;o. A pr&oacute;pria Relatoria Especial para a Liberdade de Express&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos destaca, em sua agenda de trabalho, o papel do Estado para a promo&ccedil;&atilde;o da diversidade e pluralidade na radiodifus&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size:14px;">Princ&iacute;pios e objetivos</span></strong><br />
	O novo marco regulat&oacute;rio deve garantir o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e a liberdade de express&atilde;o de todos os cidad&atilde;os e cidad&atilde;s, de forma que as diferentes ideias, opini&otilde;es e pontos de vista, e os diferentes grupos sociais, culturais, &eacute;tnico-raciais e pol&iacute;ticos possam se manifestar em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o p&uacute;blico midi&aacute;tico. Nesse sentido, ele deve reconhecer e afirmar o car&aacute;ter p&uacute;blico de toda a comunica&ccedil;&atilde;o social e basear todos os processos regulat&oacute;rios no interesse p&uacute;blico.</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso, o Estado brasileiro deve adotar medidas de regula&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica sobre a estrutura do sistema de comunica&ccedil;&otilde;es, a propriedade dos meios e os conte&uacute;dos veiculados, de forma a:</p>
<p>- assegurar a pluralidade de ideias e opini&otilde;es nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o;<br />
	- promover e fomentar a cultura nacional em sua diversidade e pluralidade;<br />
	- garantir a estrita observa&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios constitucionais da igualdade; preval&ecirc;ncia dos direitos humanos; livre manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento e express&atilde;o da atividade intelectual, art&iacute;stica e de comunica&ccedil;&atilde;o, sendo proibida a censura pr&eacute;via, estatal (inclusive judicial) ou privada; inviolabilidade da intimidade, privacidade, honra e imagem das pessoas; e laicidade do Estado;<br />
	- promover a diversidade regional, &eacute;tnico-racial, de g&ecirc;nero, classe social, et&aacute;ria e de orienta&ccedil;&atilde;o sexual nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o;<br />
	- garantir a complementaridade dos sistemas p&uacute;blico, privado e estatal de comunica&ccedil;&atilde;o;<br />
	- proteger as crian&ccedil;as e adolescentes de toda forma de explora&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, neglig&ecirc;ncia e viol&ecirc;ncia e da sexualiza&ccedil;&atilde;o precoce;<br />
	- garantir a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os essenciais de comunica&ccedil;&atilde;o;<br />
	- promover a transpar&ecirc;ncia e o amplo acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas;<br />
	- proteger a privacidade das comunica&ccedil;&otilde;es nos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es e na internet;<br />
	- garantir a acessibilidade plena aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia;<br />
	- promover a participa&ccedil;&atilde;o popular na tomada de decis&otilde;es acerca do sistema de comunica&ccedil;&otilde;es brasileiro, no &acirc;mbito dos poderes Executivo e Legislativo;<br />
	- promover instrumentos eletr&ocirc;nicos de democracia participativa nas decis&otilde;es do poder p&uacute;blico.</p>
<p style="text-align: justify;">O marco regulat&oacute;rio deve abordar as quest&otilde;es centrais que estruturam o sistema de comunica&ccedil;&otilde;es e promover sua adequa&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio de digitaliza&ccedil;&atilde;o e converg&ecirc;ncia midi&aacute;tica, contemplando a reorganiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o a partir da defini&ccedil;&atilde;o de deveres e direitos de cada prestador de servi&ccedil;o. Sua estrutura deve responder a diretrizes que estejam fundadas nos princ&iacute;pios constitucionais relativos ao tema e garantam car&aacute;ter democr&aacute;tico para o setor das comunica&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#f00;"><strong><span style="font-size: 16px;">Diretrizes fundamentais &ndash; 20 pontos para democratizar as comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>1. Arquitetura institucional democr&aacute;tica</strong></span><br />
	A organiza&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de comunica&ccedil;&otilde;es deve contar com: um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com composi&ccedil;&atilde;o representativa dos poderes p&uacute;blicos e dos diferentes setores da sociedade civil (que devem ser majorit&aacute;rios em sua composi&ccedil;&atilde;o e apontados por seus pares), com papel de estabelecer diretrizes normativas para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e regula&ccedil;&atilde;o do setor; &oacute;rg&atilde;o(s) regulador(es) que contemple(m) as &aacute;reas de conte&uacute;do e de distribui&ccedil;&atilde;o e infraestrutura, subordinados ao Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com poder de estabelecimento de normas infralegais, regula&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e san&ccedil;&atilde;o; e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es como institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Estados e munic&iacute;pios poder&atilde;o constituir Conselhos locais, que ter&atilde;o car&aacute;ter auxiliar em rela&ccedil;&atilde;o ao Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com atribui&ccedil;&otilde;es de discutir, acompanhar e opinar sobre temas espec&iacute;ficos, devendo seguir regras &uacute;nicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; composi&ccedil;&atilde;o e forma de escolha de seus membros. Esses Conselhos nos estados e munic&iacute;pios podem tamb&eacute;m assumir fun&ccedil;&otilde;es deliberativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es de &acirc;mbito local. Deve tamb&eacute;m ser garantida a realiza&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, precedida de etapas estaduais e locais, com o objetivo de definir diretrizes para o sistema de comunica&ccedil;&atilde;o. Este sistema deve promover interc&acirc;mbio com os &oacute;rg&atilde;os afins do Congresso Nacional &ndash; comiss&otilde;es tem&aacute;ticas, frentes parlamentares e o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (&oacute;rg&atilde;o auxiliar ao Congresso Nacional previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>2. Participa&ccedil;&atilde;o social</strong></span><br />
	A participa&ccedil;&atilde;o social deve ser garantida em todas as inst&acirc;ncias e processos de formula&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o, sendo assegurada a representa&ccedil;&atilde;o ampla em inst&acirc;ncias de consulta dos &oacute;rg&atilde;os reguladores ou com papeis afins e a realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncias e consultas p&uacute;blicas para a tomada de decis&otilde;es. Devem ser estabelecidos outros canais efetivos e acess&iacute;veis (em termos de tempo, custo e condi&ccedil;&otilde;es de acesso), com ampla utiliza&ccedil;&atilde;o de mecanismos interativos via internet. Em conson&acirc;ncia com o artigo 220 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, a sociedade deve ter meios legais para se defender de programa&ccedil;&atilde;o que contrarie os princ&iacute;pios constitucionais, seja por meio de defensorias p&uacute;blicas ou de ouvidorias, procuradorias ou promotorias especiais criadas para este fim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size:14px;">3. Separa&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e conte&uacute;do</span></strong><br />
	A opera&ccedil;&atilde;o da infraestrutura necess&aacute;ria ao transporte do sinal, qualquer que seja o meio, plataforma ou tecnologia, deve ser independente das atividades de programa&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do audiovisual eletr&ocirc;nico, com licen&ccedil;as diferenciadas e servi&ccedil;os tratados de forma separada. Isso contribui para um tratamento ison&ocirc;mico e n&atilde;o discriminat&oacute;rio dos diferentes conte&uacute;dos, fomenta a diversifica&ccedil;&atilde;o da oferta, e assim amplia as op&ccedil;&otilde;es do usu&aacute;rio. As atividades que forem de comunica&ccedil;&atilde;o social dever&atilde;o estar submetidas aos mesmos princ&iacute;pios, independentemente da plataforma, considerando as especificidades de cada uma dessas plataformas na aplica&ccedil;&atilde;o desses princ&iacute;pios.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>4. Garantia de redes abertas e neutras</strong></span><br />
	A infraestrutura de redes deve estar sujeita a regras de desagrega&ccedil;&atilde;o e interconex&atilde;o, com imposi&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&otilde;es proporcionais &agrave; capacidade t&eacute;cnica e financeira de cada agente econ&ocirc;mico. Os operadores de redes, inclusive os que deem suporte &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social audiovisual eletr&ocirc;nica, devem tratar os dados de forma neutra e ison&ocirc;mica em rela&ccedil;&atilde;o aos distintos servi&ccedil;os, aos programadores e a outros usu&aacute;rios, sem nenhum tipo de modifica&ccedil;&atilde;o ou interfer&ecirc;ncia discriminat&oacute;ria no conte&uacute;do ou na velocidade de transmiss&atilde;o, garantindo a neutralidade de rede. O uso da infraestrutura deve ser racionalizado por meio de um operador nacional do sistema digital, que funcionar&aacute; como um ente de gerenciamento e arbitragem das demandas e obriga&ccedil;&otilde;es dos diferentes prestadores de servi&ccedil;o, e dever&aacute; garantir o car&aacute;ter p&uacute;blico das redes operadas pelos agentes privados e p&uacute;blicos, sejam elas fixas ou sem fio. Al&eacute;m disso, deve ser garantido aos cidad&atilde;os o direito de conex&atilde;o e roteamento entre seu equipamento e qualquer outro, de forma a facilitar as redes cooperativas e permitir a redistribui&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>5. Universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os essenciais</strong></span><br />
	Os servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o considerados essenciais, relacionados &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o dos direitos dos cidad&atilde;os, devem ser tratados como servi&ccedil;os p&uacute;blicos, sendo prestados em regime p&uacute;blico. No atual cen&aacute;rio, devem ser entendidos como essenciais a radiodifus&atilde;o, os servi&ccedil;os de voz e especialmente a infraestrutura de rede em alta velocidade (banda larga). Enquadrados dessa forma, eles estar&atilde;o sujeitos a obriga&ccedil;&atilde;o de universaliza&ccedil;&atilde;o, chegando a todos os cidad&atilde;os independentemente de localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica ou condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e dever&atilde;o atender a obriga&ccedil;&otilde;es tanto de infraestrutura quanto de conte&uacute;do, tais como: presta&ccedil;&atilde;o sem interrup&ccedil;&atilde;o (continuidade), tarifas acess&iacute;veis (no caso dos servi&ccedil;os pagos), neutralidade de rede, pluralidade e diversidade de conte&uacute;do, e retorno &agrave; Uni&atilde;o, ap&oacute;s o fim do contrato de concess&atilde;o, dos bens essenciais &agrave; presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Devem ser consideradas obriga&ccedil;&otilde;es proporcionais &agrave; capacidade t&eacute;cnica e financeira de cada agente econ&ocirc;mico, de forma a estimular os pequenos provedores. Esse &eacute; o melhor formato, por exemplo, para garantir banda larga barata, de qualidade e para todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size:14px;">6. Ado&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es abertos e interoper&aacute;veis e apoio &agrave; tecnologia nacional</span></strong><br />
	Os servi&ccedil;os e tecnologias das redes e terminais de comunica&ccedil;&otilde;es devem estar baseados em padr&otilde;es abertos e interoper&aacute;veis, a fim de garantir o uso democr&aacute;tico das tecnologias e favorecer a inova&ccedil;&atilde;o. Padr&otilde;es abertos s&atilde;o aqueles que t&ecirc;m especifica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, permitem novos desenvolvimentos sem favorecimento ou discrimina&ccedil;&atilde;o dos agentes desenvolvedores e n&atilde;o cobram royalties para implementa&ccedil;&atilde;o ou uso. Interoper&aacute;veis s&atilde;o aqueles que permitem a comunica&ccedil;&atilde;o entre sistemas de forma transparente, sem criar restri&ccedil;&otilde;es que condicionem o uso de conte&uacute;dos produzidos &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de padr&atilde;o espec&iacute;fico. Essas defini&ccedil;&otilde;es devem estar aliadas a pol&iacute;tica de apoio &agrave; tecnologia nacional por meio de pesquisa e desenvolvimento, fomento, indu&ccedil;&atilde;o e compra de componentes, produtos e aplicativos sustentados nesse tipo de tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size:14px;">7. Regulamenta&ccedil;&atilde;o da complementaridade dos sistemas e fortalecimento do sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o</span></strong><br />
	Nas outorgas para programa&ccedil;&atilde;o, o novo marco regulat&oacute;rio deve garantir a complementaridade dos sistemas p&uacute;blico, privado e estatal de comunica&ccedil;&atilde;o, regulamentando o artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Por sistema p&uacute;blico, devem ser entendidas as programadoras de car&aacute;ter p&uacute;blico ou associativo, geridas de maneira participativa, a partir da possibilidade de acesso dos cidad&atilde;os a suas estruturas dirigentes e submetidas a regras democr&aacute;ticas de gest&atilde;o. O sistema privado deve abranger os meios de propriedade de entidades privadas em que a natureza institucional e o formato de gest&atilde;o sejam restritos, sejam estas entidades de finalidade lucrativa ou n&atilde;o. O sistema estatal deve compreender todos os servi&ccedil;os e meios controlados por institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas vinculadas aos poderes do Estado nas tr&ecirc;s esferas da Federa&ccedil;&atilde;o. Para cada um dos sistemas, devem ser estabelecidos direitos e deveres no tocante &agrave; gest&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o social, financiamento e &agrave; programa&ccedil;&atilde;o. A cada um deles tamb&eacute;m ser&atilde;o asseguradas cotas nas infraestruturas de redes dedicadas ao transporte de sinal dos servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o social audiovisual eletr&ocirc;nica, de forma a atingir a complementaridade prevista na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve estar previsto especialmente o fortalecimento do sistema p&uacute;blico, com reserva de ao menos 33% dos canais para esta categoria em todos os servi&ccedil;os, pol&iacute;ticas de fomento &ndash; em especial pelo incremento da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Fomento da Radiodifus&atilde;o P&uacute;blica e cria&ccedil;&atilde;o de fundos p&uacute;blicos com crit&eacute;rios transparentes e gest&atilde;o democr&aacute;tica &ndash; e o fortalecimento da rede p&uacute;blica, em articula&ccedil;&atilde;o com todas as emissoras do campo p&uacute;blico e com suas entidades associativas, com a constitui&ccedil;&atilde;o de um operador de rede que servir&aacute; tamb&eacute;m de modelo para a futura evolu&ccedil;&atilde;o de toda a comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica brasileira. Deve ainda ser refor&ccedil;ado o car&aacute;ter p&uacute;blico da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), por meio da amplia&ccedil;&atilde;o de sua abrang&ecirc;ncia no territ&oacute;rio nacional, democratiza&ccedil;&atilde;o de sua gest&atilde;o, garantia de participa&ccedil;&atilde;o popular nos seus processos decis&oacute;rios, amplia&ccedil;&atilde;o das fontes fixas de financiamento e da autonomia pol&iacute;tica e editorial em rela&ccedil;&atilde;o ao governo. A produ&ccedil;&atilde;o colaborativa e em redes no &acirc;mbito de emissoras p&uacute;blicas e estatais deve ser promovida por meio de parcerias com entidades e grupos da sociedade civil.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>8. Fortalecimento das r&aacute;dios e TVs comunit&aacute;rias</strong></span><br />
	A nova legisla&ccedil;&atilde;o deve garantir a estrutura&ccedil;&atilde;o de um sistema comunit&aacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o, de forma a reconhecer efetivamente e fortalecer os meios comunit&aacute;rios, entendidos como r&aacute;dios e TVs de finalidade sociocultural geridos pela pr&oacute;pria comunidade, sem fins lucrativos, abrangendo comunidades territoriais, etnolingu&iacute;sticas, tradicionais, culturais ou de interesse. Por ter um papel fundamental na democratiza&ccedil;&atilde;o do setor, eles devem estar dispon&iacute;veis por sinais abertos para toda a popula&ccedil;&atilde;o. Os meios comunit&aacute;rios devem ser priorizados nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o, pondo fim &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es arbitr&aacute;rias de sua cobertura, pot&ecirc;ncia e n&uacute;mero de esta&ccedil;&otilde;es por localidade, garantido o respeito a planos de outorgas e distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias que levem em conta as necessidades e possibilidades das emissoras de cada localidade. Devem ser garantidas condi&ccedil;&otilde;es de sustentabilidade suficientes para uma produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do independente e aut&ocirc;noma, por meio de an&uacute;ncios, publicidade institucional e de financiamento por fundos p&uacute;blicos. A lei deve prever mecanismos efetivos para impedir o aparelhamento dos meios comunit&aacute;rias por grupos pol&iacute;ticos ou religiosos. &Eacute; tamb&eacute;m fundamental o fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, garantindo a anistia aos milhares de comunicadores perseguidos e condenados pelo exerc&iacute;cio da liberdade de express&atilde;o e do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>9. Democracia, transpar&ecirc;ncia e pluralidade nas outorgas</strong></span><br />
	As outorgas de programa&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio e servi&ccedil;os audiovisuais, em qualquer plataforma, devem garantir em seus crit&eacute;rios para concess&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o a pluralidade e diversidade informativa e cultural, sem privilegiar o crit&eacute;rio econ&ocirc;mico nas licita&ccedil;&otilde;es, e visar &agrave; complementaridade entre os sistemas p&uacute;blico, privado e estatal. Os crit&eacute;rios de outorga e renova&ccedil;&atilde;o devem ser adequados aos diferentes sistemas e estar claramente definidos em lei, com qualquer recusa sendo expressamente justificada. N&atilde;o deve haver brechas para transformar as outorgas em moedas de troca de favores pol&iacute;ticos. A responsabilidade pelas outorgas e por seu processo de renova&ccedil;&atilde;o deve ser do(s) &oacute;rg&atilde;o(s) regulador(es) e do Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, garantida a transpar&ecirc;ncia, a participa&ccedil;&atilde;o social e a agilidade no processo. Os processos de renova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o devem ser realizados de forma autom&aacute;tica, cabendo acompanhamento permanente e an&aacute;lise do cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; programa&ccedil;&atilde;o &ndash; especialmente com a regulamenta&ccedil;&atilde;o daquelas previstas no artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &ndash; e da regularidade trabalhista e fiscal do prestador de servi&ccedil;o. Deve-se assegurar a proibi&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncias diretas ou indiretas dos canais, bem como impedir o arrendamento total ou parcial ou qualquer tipo de especula&ccedil;&atilde;o sobre as frequ&ecirc;ncias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>10. Limite &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o nas comunica&ccedil;&otilde;es</strong></span><br />
	A concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o impede a diversidade informativa e cultural e afeta a democracia. &Eacute; preciso estabelecer regras que inibam qualquer forma de concentra&ccedil;&atilde;o vertical (entre diferentes atividades no mesmo servi&ccedil;o), horizontal (entre empresas que oferecem o mesmo servi&ccedil;o) e cruzada (entre diferentes meios de comunica&ccedil;&atilde;o), de forma a regulamentar o artigo 220 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que pro&iacute;be monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios diretos e indiretos. Devem ser contemplados crit&eacute;rios como participa&ccedil;&atilde;o no mercado (audi&ecirc;ncia e faturamento), quantidade de ve&iacute;culos e cobertura das emissoras, al&eacute;m de limites &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de redes e regras para negocia&ccedil;&atilde;o de direitos de eventos de interesse p&uacute;blico, especialmente culturais e esportivos. Associa&ccedil;&otilde;es diretas ou indiretas entre programadores de canais e operadores de rede devem ser impedidas. O setor deve ser monitorado de forma din&acirc;mica para que se impe&ccedil;am quaisquer tipos de pr&aacute;ticas anticompetitivas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>11. Proibi&ccedil;&atilde;o de outorgas para pol&iacute;ticos</strong></span><br />
	O marco regulat&oacute;rio deve reiterar a proibi&ccedil;&atilde;o constitucional de que pol&iacute;ticos em exerc&iacute;cio de mandato possam ser donos de meios de comunica&ccedil;&atilde;o objeto de concess&atilde;o p&uacute;blica, e deve estender essa proibi&ccedil;&atilde;o a c&ocirc;njuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, at&eacute; o terceiro grau, inclusive. Medidas complementares devem ser adotadas para evitar o controle indireto das emissoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>12. Garantia da produ&ccedil;&atilde;o e veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional e regional e est&iacute;mulo &agrave; programa&ccedil;&atilde;o independente</strong></span><br />
	&Eacute; preciso regulamentar o artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, com a garantia de cotas de veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional e regional onde essa diversidade n&atilde;o se imp&otilde;e naturalmente. Esses mecanismos se justificam pela necessidade de garantir a diversidade cultural, pelo est&iacute;mulo ao mercado audiovisual local e pela garantia de espa&ccedil;o &agrave; cultura e &agrave; l&iacute;ngua nacional, respeitando as varia&ccedil;&otilde;es etnolingu&iacute;sticas do pa&iacute;s. O novo marco deve contemplar tamb&eacute;m pol&iacute;ticas de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e acesso a conte&uacute;do nacional independente, com a democratiza&ccedil;&atilde;o regional dos recursos, desconcentra&ccedil;&atilde;o dos benefici&aacute;rios e garantia de acesso das mulheres e da popula&ccedil;&atilde;o negra &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. Essa medida deve estar articulada com iniciativas j&aacute; existentes no &acirc;mbito da cultura, j&aacute; que, ao mesmo tempo, combate a concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e promove a diversidade de conte&uacute;do.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>13. Promo&ccedil;&atilde;o da diversidade &eacute;tnico-racial, de g&ecirc;nero, de orienta&ccedil;&atilde;o sexual, de classes sociais e de cren&ccedil;a</strong></span><br />
	Devem ser institu&iacute;dos mecanismos para assegurar que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o: a) garantam espa&ccedil;o aos diferentes g&ecirc;neros, ra&ccedil;as e etnias (inclusive comunidades tradicionais), orienta&ccedil;&otilde;es sexuais, classes sociais e cren&ccedil;as que comp&otilde;em o contingente populacional brasileiro espa&ccedil;o coerente com a sua representa&ccedil;&atilde;o na sociedade, promovendo a visibilidade de grupos historicamente exclu&iacute;dos; b) promovam espa&ccedil;os para manifesta&ccedil;&atilde;o de diversas organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil em sua programa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o novo marco regulat&oacute;rio deve estimular o acesso &agrave; produ&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica a quaisquer segmentos sociais que queiram dar visibilidade &agrave;s suas quest&otilde;es no espa&ccedil;o p&uacute;blico, bem como articular espa&ccedil;os de visibilidade para tais produ&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>14. Cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos de responsabiliza&ccedil;&atilde;o das m&iacute;dias por viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos</strong></span><br />
	Conforme previsto na Conven&ccedil;&atilde;o Americana de Direitos Humanos, a lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao &oacute;dio nacional, racial ou religioso que constitua incitamento &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o, &agrave; hostilidade, ao crime ou &agrave; viol&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m est&aacute; previsto que a liberdade de express&atilde;o esteja sujeita a responsabilidades posteriores a fim de assegurar o respeito dos direitos e da reputa&ccedil;&atilde;o das demais pessoas. Assim, o novo marco deve garantir mecanismos de defesa contra programa&ccedil;&atilde;o que represente a viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos ou preconceito contra quaisquer grupos, em especial os oprimidos e marginalizados &ndash; como mulheres, negros, segmento LGBT e pessoas com defici&ecirc;ncia &ndash;, o est&iacute;mulo &agrave; viol&ecirc;ncia, a ofensa e danos pessoais, a invas&atilde;o de privacidade e o princ&iacute;pio da presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia, de acordo com a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Nas concess&otilde;es p&uacute;blicas, deve ser restringido o proselitismo pol&iacute;tico e religioso ou de qualquer op&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica que se imponha como discurso &uacute;nico e sufoque a diversidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>15. Aprimoramento de mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as e aos adolescentes</strong></span><br />
	O Brasil j&aacute; conta com alguns mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as e aos adolescentes no que se refere &agrave; m&iacute;dia, que se justificam pela vulnerabilidade deste segmento. Estes mecanismos devem contar com os seguintes aprimoramentos: a) extens&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa existente para a TV aberta, definida por portaria, para outras m&iacute;dias, especialmente a TV por assinatura; seu cumprimento deve ser garantido em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, com a amplia&ccedil;&atilde;o da estrutura de fiscaliza&ccedil;&atilde;o; b) institui&ccedil;&atilde;o de mecanismos para assegurar que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o realizem programa&ccedil;&atilde;o de qualidade voltada para o p&uacute;blico infantil e infanto-juvenil, em &acirc;mbito nacional e local; c) aprova&ccedil;&atilde;o de regras espec&iacute;ficas sobre o trabalho de crian&ccedil;as e adolescentes em produ&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas; d) proibi&ccedil;&atilde;o da publicidade dirigida a crian&ccedil;as de at&eacute; 12 anos. Todas essas medidas devem ter como refer&ecirc;ncia o previsto no Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, no C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e em conven&ccedil;&otilde;es internacionais relativas ao tema.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>16. Estabelecimento de normas e c&oacute;digos que objetivem a diversidade <br />
	de pontos de vista e o tratamento equilibrado do conte&uacute;do jornal&iacute;stico</strong></span><br />
	O conte&uacute;do informativo de car&aacute;ter jornal&iacute;stico nos meios sob concess&atilde;o p&uacute;blica deve estar sujeito a princ&iacute;pios que garantam o equil&iacute;brio no tratamento das not&iacute;cias e a diversidade de ideias e pontos de vista, de forma a promover a liberdade de express&atilde;o e ampliar as fontes de informa&ccedil;&atilde;o. Esses princ&iacute;pios s&atilde;o fundamentais para garantir a democracia na comunica&ccedil;&atilde;o, mas precisam ser detalhadamente estabelecidos em lei para n&atilde;o se tornar um manto de censura ou inger&ecirc;ncia, nem restringir o essencial papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do poder.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>17. Regulamenta&ccedil;&atilde;o da publicidade</strong></span><br />
	Deve ser mantido o atual limite de 25% do tempo di&aacute;rio dedicado &agrave; publicidade e proibidos os programas de televendas ou infomerciais nos canais abertos. Como previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, a publicidade de tabaco, bebidas alco&oacute;licas (incluindo a cerveja), agrot&oacute;xicos, medicamentos e terapias dever&aacute; estar sujeita a normas especiais e restri&ccedil;&otilde;es legais, principalmente nos hor&aacute;rios de programa&ccedil;&atilde;o livre. Deve-se tamb&eacute;m restringir a publicidade de alimentos n&atilde;o-saud&aacute;veis, com a defini&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios inadequados &agrave; veicula&ccedil;&atilde;o e a divulga&ccedil;&atilde;o dos danos desses produtos &agrave; sa&uacute;de. Promo&ccedil;&otilde;es, competi&ccedil;&otilde;es e vota&ccedil;&otilde;es devem ser regulamentadas de forma a garantir total transpar&ecirc;ncia e garantia dos direitos dos consumidores.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>18. Defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios legais e de mecanismos de transpar&ecirc;ncia para a publicidade oficial</strong></span><br />
	Devem ser definidos crit&eacute;rios ison&ocirc;micos que evitem uma rela&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o dos governos sobre os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o ou destes sobre os governos. Os crit&eacute;rios para a distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos devem ter como princ&iacute;pio a transpar&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es governamentais e a presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es ao cidad&atilde;o e levar em conta a efic&aacute;cia do investimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; visibilidade, &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da diversidade informativa e &agrave; indu&ccedil;&atilde;o da desconcentra&ccedil;&atilde;o dos mercados de comunica&ccedil;&atilde;o. A distribui&ccedil;&atilde;o das verbas governamentais deve ser transparente, com mecanismos de acompanhamento por parte da sociedade do volume de recursos aplicados e dos destinat&aacute;rios destes recursos, e deve levar em conta os tr&ecirc;s sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; p&uacute;blico, privado e estatal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>19. Leitura e pr&aacute;tica cr&iacute;ticas para a m&iacute;dia</strong></span><br />
	A leitura e a pr&aacute;tica cr&iacute;ticas da m&iacute;dia devem ser estimuladas por meio das seguintes medidas: a) inclus&atilde;o do tema nos par&acirc;metros curriculares do ensino fundamental e m&eacute;dio; b) incentivo a espa&ccedil;os p&uacute;blicos e institui&ccedil;&otilde;es que discutam, produzam e sistematizem conte&uacute;do sobre a educa&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia; c) est&iacute;mulo &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&otilde;es audiovisuais brasileiras para as escolas e emissoras p&uacute;blicas; d) incentivo a que os pr&oacute;prios meios de comunica&ccedil;&atilde;o tenham observat&oacute;rios e espa&ccedil;os de discuss&atilde;o e cr&iacute;tica da m&iacute;dia, como ouvidorias/ombudsmen e programas tem&aacute;ticos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:14px;"><strong>20. Acessibilidade comunicacional</strong></span><br />
	O novo marco regulat&oacute;rio deve aprimorar mecanismos legais j&aacute; existentes com o objetivo de garantir a acessibilidade ampla e garantir, na programa&ccedil;&atilde;o audiovisual, os recursos de audiodescri&ccedil;&atilde;o, legenda oculta (closed caption), interpreta&ccedil;&atilde;o em LIBRAS e &aacute;udio navega&ccedil;&atilde;o. Esses recursos devem ser garantidos tamb&eacute;m no guia de programa&ccedil;&atilde;o (EPG), aplicativos interativos, e receptores m&oacute;veis e port&aacute;teis. Documentos e materiais de consultas p&uacute;blicas e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas devem ser disponibilizados em formatos acess&iacute;veis para garantir igualdade de acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es e igualdade de oportunidade de participa&ccedil;&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia sensorial e intelectual. Deve-se ainda garantir a acessibilidade em portais, s&iacute;tios, redes sociais e conte&uacute;dos dispon&iacute;veis na internet, com especial aten&ccedil;&atilde;o aos portais e s&iacute;tios governamentais e publica&ccedil;&otilde;es oficiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Observa&ccedil;&otilde;es: Essas diretrizes contemplam os temas cuja nova regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; premente. H&aacute; ainda outros temas ligados ao setor das comunica&ccedil;&otilde;es ou com incid&ecirc;ncia sobre ele que devem ser tratados por mecanismos espec&iacute;ficos, como a reforma da Lei de Direitos Autorais, o Marco Civil da Internet e a defini&ccedil;&atilde;o de uma Lei de Imprensa democr&aacute;tica, que contemple temas como o direito de resposta e a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos il&iacute;citos de opini&atilde;o (inj&uacute;ria, cal&uacute;nia e difama&ccedil;&atilde;o), sempre com base nos princ&iacute;pios e objetivos citados neste documento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>| Comunica&ccedil;&atilde;o ABONG &#8211; Comunicando ComCausa<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>- Not&iacute;cia publicada em 10 de fevereiro de 2012</p>
<p>	</strong></span></p>
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		<title>Página infeliz da nossa história</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 02:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao que indica a pauta pol&#237;tica de 2012, teremos um ano de sucessivas pol&#234;micas. Uma delas &#233; a Comiss&#227;o da Verdade, aprovada no final do ano passado pelo Congresso Nacional,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;"><strong>Ao que indica a pauta pol&iacute;tica de 2012, teremos um ano de sucessivas pol&ecirc;micas. Uma delas &eacute; a Comiss&atilde;o da Verdade, aprovada no final do ano passado pelo Congresso Nacional, cuja composi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; anunciada, em breve, pela presidente Dilma Housseff.<br />
	</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em qualquer sociedade, toda lei &eacute;, tamb&eacute;m, resultado de circunst&acirc;ncias conjunturais. Por isso, nenhuma lei &eacute; p&eacute;trea, intoc&aacute;vel, perene. Com a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Verdade, ningu&eacute;m quer rasgar a Lei da Anistia, aprovada em 1979. O que se quer &eacute; reinterpret&aacute;-la de acordo com as necessidades do Brasil do s&eacute;culo XXI. At&eacute; a Corte Interamericana dos Direitos Humanos entende assim. Trata-se de um avan&ccedil;o civilizat&oacute;rio, e n&atilde;o anacronismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os crimes da tortura e do desaparecimento de presos pol&iacute;ticos, cometidos com fartura pela ditadura civil-militar (1964-1985), s&atilde;o hediondos e imprescrit&iacute;veis. Ningu&eacute;m pode ser conivente com eles. Muitos dos que ascenderam hierarquicamente no servi&ccedil;o p&uacute;blico, sobretudo militar, e na vida pol&iacute;tica, foram praticantes ou c&uacute;mplices &ndash; at&eacute; por omiss&atilde;o &ndash; desses atos abomin&aacute;veis. Quando se alega que tamb&eacute;m houve pr&aacute;tica &ldquo;terrorista&rdquo; por parte daqueles que se insurgiram contra a ditadura, igualando-os aos torturadores, omite-se um importante detalhe. Enquanto o governo militar agia, sem legitimidade para tanto, em nome do estado, sobre pessoas j&aacute; imobilizadas, os rebeldes pagaram seus atos com pris&atilde;o, sev&iacute;cias cru&eacute;is, banimento e morte. Ou seja, j&aacute; foram punidos, e muito, sem limites, e at&eacute; de forma letal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ningu&eacute;m quer torturar torturadores, realizar pris&otilde;es arbitr&aacute;rias, negar direito de defesa nem praticar qualquer revanchismo, mas sim fazer valer o direito ao conhecimento da Hist&oacute;ria, &agrave; mem&oacute;ria coletiva e &agrave; justi&ccedil;a. Passado n&atilde;o &eacute; apenas o que passou, mas o que, sendo devidamente lido e relido, nos constitui. A m&aacute;quina de terror montada pela ditadura oriunda do golpe de 1964, com o uso do aparelho de estado e recursos p&uacute;blicos, n&atilde;o pode ser &ldquo;p&aacute;gina infeliz da nossa Hist&oacute;ria&rdquo; virada, pulada, arrancada ou lida &agrave;s pressas, nem &ldquo;passagem desbotada na mem&oacute;ria das nossas novas gera&ccedil;&otilde;es&rdquo;, como cantaram Chico Buarque e Francis Hime.</p>
<p style="text-align: justify;">O que n&oacute;s queremos &eacute; conhecer quem torturou, quem ordenou a tortura, quem montou a estrat&eacute;gia da viol&ecirc;ncia oficial contra opositores, quem a financiou, quem praticou atos t&atilde;o covardes que nem mesmo o regime, embora os tenha organizado &ldquo;cientificamente&rdquo; e exportado seu know how para governos obscurantistas vizinhos, os assumiu. A mentira oficial era a t&ocirc;nica.</p>
<p style="text-align: justify;">O que queremos &eacute; que as novas gera&ccedil;&otilde;es da hierarquia militar n&atilde;o se solidarizem com processos esp&uacute;rios que s&oacute; desonraram seus estamentos. Que corporativismo &eacute; esse que assume, como seu &ldquo;patrim&ocirc;nio&rdquo;, pr&aacute;ticas que atentam contra os mais elementares direitos dos homens e dos animais?</p>
<p style="text-align: justify;">O que defendemos &eacute; que as fam&iacute;lias que n&atilde;o tiveram sequer o direito de sepultar seus entes queridos, ou que viveram o drama indiz&iacute;vel de sab&ecirc;-los nas masmorras sofrendo todo tipo de viol&ecirc;ncia, conhe&ccedil;am seus algozes para usar, se desejarem, o direito de acion&aacute;-los judicialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que a na&ccedil;&atilde;o precisa saber &eacute; onde est&atilde;o essas pessoas, e se ao menos, como na &Aacute;frica do Sul, os que ainda est&atilde;o vivos e conscientes t&ecirc;m a hombridade de reconhecer que praticaram atrocidades, caminhando assim para o que em direito se chama de &ldquo;arrependimento eficaz&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;">O que nossa gente precisa reverenciar &eacute; a luta daqueles que nos trouxeram a democracia, mesmo com suas limita&ccedil;&otilde;es atuais, inclusive os jovens que pegaram em armas contra o fascismo brasileiro, em ingl&oacute;ria batalha. Quase todos os que resistiram ao arb&iacute;trio pela via exclusivamente institucional reconhecem a coragem hist&oacute;rica dessa gera&ccedil;&atilde;o e seu papel na redemocratiza&ccedil;&atilde;o &ndash; a come&ccedil;ar por Ulysses Guimar&atilde;es. A chamada &ldquo;transi&ccedil;&atilde;o pelo alto&rdquo;, pactuada e negociada, s&oacute; aconteceu tamb&eacute;m porque alguns colocaram suas pr&oacute;prias vidas em risco para romper o c&iacute;rculo de ferro do regime militar. No pante&atilde;o da grandeza, ao longo da caminhada humana, morreu-se bem mais resistindo &agrave; opress&atilde;o e por um ideal de igualdade social do que por um mandato parlamentar.</p>
<p style="text-align: justify;">A Comiss&atilde;o Parlamentar da Verdade e da Justi&ccedil;a, subcomiss&atilde;o da de Direitos Humanos, presidida pela deputada Luiza Erundina (PSB/SP), que j&aacute; est&aacute; formada &ndash; e da qual tenho a honra de fazer parte &ndash; formular&aacute;, desde j&aacute;, seu cronograma de trabalho. E atuar&aacute; dentro deste vi&eacute;s humanista radical aqui descrito. Com firmeza, serenidade e vis&atilde;o de processo hist&oacute;rico.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:10px;"><strong>| Chico Alencar</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10px;"><strong>- Artigo publicado em 02 de fevereiro de 2012</strong></span></p>
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