ComCausa pelo mundo

 

 

Intercâmbio internacional

Mesmo em realidades distintas conseguimos identificar interesse e dificuldades comuns a todos estes jovens que se organizam pelo mundo. Sendo estas experiências fundamentais na formação e informação da militância da ComCausa, para, no futuro, criarmos maneiras de através destas articulações influenciarmos nosso cotidiano, em cada local, construindo construir uma rede de exigibilidade e para a consolidação dos direitos humanos.

No final de 2006, participamos do seminário “Novas formas de organização da juventude”, na cidade de Montevidéu, Uruguai. No encontro discutiu-se a arte e a cultura como instrumentos comuns para expressar as necessidades de jovens e sua incursão na sociedade.

Foi a primeira experiência do intercâmbio de jovens participantes de movimentos culturais.

Em junho de 2007 a ComCausa esteve presente em um momento mundialmente importante para a luta contra as desigualdades: jovens do Brasil, Uruguai e Alemanha participaram das discussões e atos de questionamento à postura da cúpula do G8, que estava se reunindo na cidade balneária de Heilligendamm, na Alemanha.

Já em novembro estivemos juntos com cerca de 700 jovens dos países do Mercosul no encontro do projeto “Direitos - Derechos” na cidade de Chapadmalal, na Argentina, para debater os direitos da juventude.

Janeiro de 2008.

Equipe Executiva

 

Contato 55 21 30456642 - email contato@comcausa.org.br

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“Direitos Derechos” ComCausa na Argentina Direitos da Juventude

 

Novembro 2007

 

 

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Oito grupos da Baixada Fluminense, entre eles a ComCausa, participaram do encontro do projeto “Direitos Derechos” nos dias 01 e 04 de novembro [2007] que reuniu cerca de 700 jovens de países do Mercosul para debater os Direitos da Juventude na cidade de Chapadmalal, na Argentina.

No encontro foram divididos grupos de trabalho entre direitos civis e políticos, econômicos e sociais, culturais, habitação e meio ambiente. Estes grupos elaboraram dezenove propostas a serem apresentadas aos órgãos governamentais argentinos, instituições internacionais e a União Européia.

Mesmo em realidades distintas, foram comuns várias reivindicações como o reconhecimento das organizações juvenis - apresentadas por Peruanos - que coincidem com as demandas de organizações da Baixada Fluminense.

Ao final foram tiradas propostas como a criação de conselhos de representatividade juvenil, a nível regional e nacional, assim como mesa de diálogo entre jovens, organizações e autoridades para incidir nas políticas públicas em geral, em particular de educação e cultura; a discussão sobre espaços físicos e equipamentos públicos; e o fortalecimento dos meios comunicação alternativos. Para os participantes estes são os pontos essenciais para garantir o desenvolvimento da produção cultural local e novas expressões artísticas.

Em todos os grupos temáticos a educação foi apontada como a maior solução para a garantia dos direitos do jovem, incluindo nos currículos escolares a cultura e a educação ambiental.

A comissão relatora teve uma grande representatividade das jovens mulheres como Viviane Torres (MAB), Refém (Na Mira Produções) e Giordana Moreira (ComCausa).

Fotos : Acervo ComCausa.

 

> Por Lene de Oliveira

Publicado no jornal ComCausa 27.

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ComCausa no G8 - Heilligendamm Alemanha

 

Junho 2007

 

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O Encontro dos líderes dos países mais ricos do mundo atrai os olhares para cúpula do poder capitalista, assim como dos seus opositores. O Greiat Eight - ou G8 - é composto pelos sete países ricos industrializados: Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá, mais a Rússia. Giordana Moreira (ComCausa) e Sebá (Setor BF) estiveram presentes em uma ação do projeto CBB Intercâmbio.

Greiat Eight

O G8 é composto pelos sete países mais ricos e industrializados: Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá, mais a Rússia. Neste ano, no período de 6 a 8 de junho a cidade balneária de Heilligendamm foi palco do encontro dos líderes destas potências. A ComCausa esteve presente juntamente com jovens do projeto de CBB de intercâmbio político-cultural, promovido pela Fundação Rosa Luxemburgo - Alemanha, Casa Bertold Brech – Uruguai e FASE – Brasil, em um momento mundialmente importante para a luta contra as desigualdades promovidas pelo capitalismo.

Os jovens do Brasil, Uruguai e Alemanha participaram dos atos contra o encontro da cúpula, na cidade próxima ao balneário, Rostock. Diferentes linhas de ações foram realizadas por redes e alianças entre movimentos e a esquerda, como oficinas com temas opostas à discussão do G8. No “Dia de Ação Global” foi marcada pelas manifestações - a primeira reuniu 80 mil pessoas - e tiveram as temáticas como agricultura e migração.

A maioria dos ativistas era jovens de toda a Europa, que na troca de informações nos trouxeram a realidade e os posicionamentos dentro da política, da sociedade e a formação histórica de diferentes paises, mas que sofrem os mesmos processos do sistema a que nós no Brasil estamos submetidos.

A Alemanha sofre com os efeitos do capitalismo

A Alemanha, um dos países mais ricos do globo, sofre com os efeitos do capitalismo: a taxa de desemprego é crescente, os serviços que antes eram totalmente garantidos pelo Estado - como o acesso a saúde e a Universidade - hoje são pagos pela população. Neste contexto, jovens europeus rejeitam totalmente a necessidade de um Estado e buscam formas alternativas de vida. Muitos são anarquistas e autônomos, não se associam as outras instituições ou partidos, promovendo suas ações a partir de estratégias próprias e recursos.

Há uma intensa diversidade de grupos e indivíduos autônomos, alguns como o Block Negro, que se caracterizam pelas roupas pretas e óculos escuros, que atuaram na linha de frente dos confrontos, o que acabou gerando uma grande controvérsia entre os movimentos.

Foram montados três acampamentos para as manifestações - com cerca de 4 mil pessoas cada – com estrutura ecológica, alimentação vegetariana e até parque para crianças. Os movimentos ecológicos ministravam diariamente cinco oficinas práticas para cerca de 300 pessoas. Além destes, foram feitas oficinas como táticas de bloqueio e enfrentamento da repressão policial com artifícios pacíficos, para uma das ações mais importantes, o bloqueio dos acessos à cidade de Heilligendamm, na tentativa de impedir a realização do encontro.

Neo-nazistas no G8

Não poderia deixar de comentar sobre o grupo mais polêmico, os neo-nazistas, que estiveram presentes nas manifestações pregando um Estado Nacionalista adotando bandeiras de movimentos da esquerda como a defesa da natureza e símbolos como Che Guevara.

Dezesseis mil policiais estavam em função das manifestações.

Nos momentos de manifestações das idéias contrárias aos interesses do Estado, a polícia foi a maior representante deste. A repressão e o controle se dão da forma mais intensa na afirmação do poder do Estado sobre o individuo, exatamente o contrário do posicionamento adotado pelos anarquistas no encontro.

A política do medo e do controle.

Dias antes do começo das ações respaldados pela lei anti-terror, escritórios de movimentos e centros culturais foram invadidos e tiveram seus computadores apreendidos, suspendendo até o funcionamento de um servidor utilizado pelos movimentos de esquerda.

Enquanto no Brasil a esquerda escreve sua longa e particular história

Os jovens são bombardeados pela propaganda capitalista construindo valores fundamentados na competição e no consumismo. Aqueles que, de alguma forma, detectam e rejeitam esta alienação buscam alternativas que lhes são mais próximas, a cultura, a arte ou a ação social, se organizando em movimentos alternativos ou em grupos distintos. Porém, esta história que herdamos guarda conquistas e derrotas do explorador e também dos explorados que são reescritas pelas novas gerações e podem ser novas e diferentes se superados os erros e reconhecidos os acertos.

Cada vez mais gente percebe na pele os efeitos desde modelo desigual no mundo. Mesmo o cidadão mais descomprometido com os acontecimentos de sua comunidade percebe os efeitos do capitalismo, como a dificuldade em arranjar um emprego ou o aumento descontrolado do calor, efeitos sentidos no Brasil, na Alemanha ou em qualquer metrópole.

No Brasil, os efeitos de um modelo econômico que prioriza o lucro recaem duramente sobre a juventude, e, a falta de entendimento desse processo se materializa nas utopias da propaganda. Mas, para os jovens que se expressam em seus raps, programas de rádios, grafites, zines e camisetas, o desenvolvimento e o oficial reconhecimento de suas formas de organização e das suas estratégias devem estar linkadas a história da própria luta de uma forma ampla, que necessita de novos espaços para a constituição dessas idéias e para o fortalecimento daquelas que já marcaram o contexto mundial. E assim, manifestar-se para a sociedade encarando a propaganda e os valores de competição e consumo para dar lugar ao ser humano e sua dignidade, tanto no direito de falar o que pensa e ser compreendido, até ir e vir sem violência nem discriminação, para assim formar uma nova consciência de sociedade e de seu papel nela.

Fotos : Acervo ComCausa.

 

> Por Giordana Moreira

Publicado no jornal ComCausa 24.

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Jovens organizados pelo mundo Montevidéu - Uruguai

 

 

Novembro 2006

 

 

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Após vários encontros “virtuais” os grupos que formam a Rede estiveram em novembro de 2006 no primeiro intercâmbio na cidade de Montevidéu, Uruguai. O seminário “Novas formas de organização da juventude” teve a participação de jovens de diferentes partes do mundo, que organizados de acordo com as suas realidades, encontram na arte e na cultura instrumento em comum para expressar suas necessidades e interferir na sociedade.

Promovido pela FASE, Casa Bertold Brech (Uruguai) e Instituto Rosa Luxemburgo (Alemanha) foram discutido as diferentes atuações e realidades dos jovens dos três países participantes, seja através da discussão política, seja pela expressão artística-cultual, os jovens se organizam em busca do desenvolvimento humano.

Todos também visitaram a cidade de Salto e fizeram oficinas com base na cultura local, como a Murga e o Candomblé (que no Uruguai é uma celebração sem ligação com religião). O projeto continua através de chats no site www.cbb-intercambio.net e os próximos encontros de intercâmbio estão agendados para junho de 2007 na Alemanha - durante o encontro do G8 - e no Brasil em novembro.

Fotos : Acervo ComCausa.

 

> Por Giordana Moreira

Publicado no jornal ComCausa 19.

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Página desenvolvida pela ComCausa.

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