Jornal ComCausa 22

 

 

- ComCausa - Jornal 22

Abril de 2007

 

 

> Dia da Baixada Fluminense 2007

> 10 anos de jornal Alternativo

> Dois anos do Fórum Reage Baixada

 

 

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Editorial Notas & Reflexões MovimentAção Fazendo Arte Estante

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Dia da Baixada Fluminense

> Por Paulo Christiano Mainhard (Fórum Cultural da Baixada Fluminense)

Em dezembro do ano 2000, sob a coordenação do Programa Integrado de Pesquisas e Cooperação Técnica na Baixada Fluminense (PINBA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisas e Análises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada Fluminense (IPAHB), reuniu-se, no campus regional da UERJ em Duque de Caxias, a comunidade cultural da Baixada Fluminense, naquele ato representada por setenta e oito agentes, representando os mais diversos setores do universo cultural da região, tais como teatro, música, literatura, folclore, artesanato, imprensa, pesquisa social, ecologia, artes plásticas, etc., com a finalidade de debater as múltiplas questões relacionadas à cultura na Baixada e propor possíveis soluções e políticas públicas que pudessem vir a contribuir para o seu encaminhamento. Após mais de dez horas de estudos, discussões e decisões democráticas, concluiu o grupo por aprovar um documento que temos como histórico, intitulado CARTA CULTURAL DA BAIXADA FLUMINENSE.
A CARTA teve onze considerações e terminou por listar vinte e uma propostas, medidas que àquela época considerava o grupo relevantes para o alavancamento da cultura na região. Dentre essas medidas, algumas hoje já ultrapassadas, constavam, por exemplo, a idéia de se incluir o conteúdo da história, da cultura e da geografia da Baixada como conteúdos obrigatórios da quarta até assextas séries nas Escolas de Ensino Fundamental de todos os municípios da região. Além disso:
Implantar-se em cada município o Conselho Municipal de Cultura, com caráter deliberativo; criar uma biblioteca pública de porte em cada município; criar uma comissão com o objetivo de fazer o levantamento, tombamento e preservação do patrimônio histórico e cultural, incentivando a iniciativa privada a participar deste processo, visando a desenvolver o turismo histórico na região. Entre outras. Contudo, a última proposta dizia, textualmente: “Que a data de 30 de abril de cada ano seja comemorada como o DIA DA BAIXADA FLUMINENSE”.
É de se destacar dois importantes aspectos das decisões tomadas naquele memorável encontro de dezembro do ano 2000:

1) foram decisões tomadas por legítimos representantes da cultura da região, sem qualquer discriminação ou privilegiamento;

2) foram decisões absolutamente democráticas, sendo que no caso da criação do DIA DA BAIXADA FLUMINENSE foi decisão tomada por unanimidade dos presentes;

3) foram decisões tomadas acima de qualquer injunção político-partidária. O Fórum Cultural da Baixada Fluminense, criado a partir daquele encontro, é organização inteiramente apartidária, que tem por finalidade agregar todas as forças em torno do desenvolvimento cultural da sociedade da região.

Por que dia 30 de abril
A escolha deveu-se a relevante razão histórica: foi no dia 30 de abril de 1854, há 153 anos, que foi inaugurada a primeira ferrovia brasileira, a Estrada de Ferro Mauá, que num percurso de menos de 20 quilômetros ligava a Estação Guia de Pacobaíba, na hoje praia de Mauá, município de Magé, à região de Fragoso, na Raiz da Serra, de onde partiam carruagens subindo a serra de Petrópolis, em direção àquela importante cidade que era refúgio da família real brasileira.
Talvez o fato em si de se escolher uma data que marca a inauguração da primeira ferrovia brasileira para assinalar o DIA DA BAIXADA FLUMINENSE possa parecer estranho a alguns. É preciso, contudo, registrar que após a Estrada de Ferro Mauá outras ferrovias foram construídas na região nas décadas subseqüentes e a Estrada de Ferro tornou-se um marco histórico da ocupação urbana da Baixada, dando novo perfil à ocupação do solo. Foi o começo do fim dos portos fluviais de navegação pelos rios – que ainda não se encontravam poluídos e eram perfeitamente navegáveis -, também dos caminhos de tropeiros e o início do processo de surgimento e fortalecimento das vilas e povoados que se organizaram em torno das estações ferroviárias, origem das atuais cidades da Baixada Fluminense. Transformada a região em celeiro da mão-de-obra necessária ao desenvolvimento econômico da cidade do Rio de Janeiro, o trem converteu-se no elo que diariamente levava milhares de trabalhadores para a então Capital da República e hoje pode-se afirmar que a riqueza material, social e também CULTURAL da metrópole se deveu e ainda hoje se deve às pessoas da Baixada.

A instituição, no fim do ano 2000, do DIA DA BAIXADA e sua comemoração a partir de 2001, se deram por iniciativa da Comunidade Cultural, formalizada no FÓRUM CULTURAL DA BAIXADA FLUMINENSE, organização que hoje congrega diferentes segmentos da cultura na região e atua na direção de estimular todos os movimentos culturais.
Em 2002 - através da Lei Estadual número 3822, do dia 02 de maio - o DIA passou a fazer parte do calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro, nada obstante, assinale-se, não ter contado até o presente com o efetivo apoio das autoridades públicas, que na nossa modesta visão, ainda não se sensibilizaram para a grande importância social, humana, econômica e cultural da região. Para não sermos injustos, não podemos deixar de registrar o apoio quase apenas espiritual que recebemos desde 2002 da Secretaria de Desenvolvimento da Baixada Fluminense, posteriormente Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Baixada e da Região Metropolitana (SEDEBREM), extinta no atual Governo Estadual. A este apoio juntou-se a partir de 2004 o apoio, também espiritual, da Secretaria de Estado da Cultura.

O objetivo maior do DIA DA BAIXADA FLUMINENSE tem sido o de celebrar os inúmeros valores da região e discutir os problemas atuais, com a participação ativa e consciente de toda a sociedade. Em última instância o DIA visa a estimular o crescimento da auto-estima da população, de modo a levá-la a assumir efetivamente os seus destinos e a trabalhar no sentido de melhorar as suas condições de vida.
A BAIXADA é hoje a segunda mais importante região do Estado e uma das mais importantes microrregiões do País. Com uma população de mais de 3 milhões e meio de habitantes possui vasto patrimônio histórico e cultural , além de ser uma região privilegiada pelos seus recursos naturais. Impossível nos referirmos à história do Brasil sem citarmos a importância dos caminhos que cruzavam a região em direção às Minas Gerais e a São Paulo.
Culturalmente, a BAIXADA converteu-se ao longo da história numa região que, pelo encontro e mistura de diferentes grupos étnicos, exibe grande potencialidade artística, de criação dos mais importantes valores estéticos, sociais, humanos e espirituais. Se de um lado a população da Baixada reflete, ainda hoje, o drama de uma sociedade vilipendiada, desassistida, sem desfrutar dos serviços públicos mais elementares de saneamento, saúde, educação e segurança, é essa mesma população que na luta por melhores condições de vida revela enorme capacidade de criação em todos os setores das letras, das artes e de todas as expressões culturais. Hoje a Baixada tem inúmeros e importantes grupos cênicos, inúmeros e apreciados escritores e poetas, muitos dos mais importantes compositores, músicos, grupos musicais; grupos das mais autênticas manifestações populares, tais como de reisado, de candomblé, e grupos folclóricos. Embora as limitações das redes públicas de educação infantil, de ensino fundamental, de ensino médio, de ensino técnico e de educação superior, tem a região importantes grupos de pesquisa e várias organizações que se dedicam à investigação histórica e social.
A Baixada, ao contrário do que se propalou no passado, não é uma região violenta. É uma região que também tem violência, a exemplo de todas as grandes concentrações populacionais. A violência presente na Baixada Fluminense é a violência perpetrada pelo Poder Público que sistematicamente nega à população da região os mais básicos e elementares direitos. Trágicos acontecimentos, como a chacina de 29 de março de 2005, não refletem o caráter e o espírito da sua população, que é constituída de um povo ordeiro, trabalhador, estudioso e de imenso valor humano e social.
O povo da Baixada repele indignado, pedindo justiça, clamando por paz e anunciando ao Brasil e ao Mundo que os valores que aqui deseja proclamar são os valores voltados para a vida plena. Por estas razões, entendemos que o dia 30 de abril deve ser um dia de afirmação, um dia em que a esperança deve substituir o desespero e que o sentimento de justiça, alimentado pelos inúmeros valores heroicamente construídos ao longo de sua história, torne-se meta permanente do seu povo.

II Armazém Cultural da Baixada
Para festejar o Dia da Baixada, o Fórum Cultural da Baixada Fluminense e o Shopping Grande Rio, em parceria com o SEBRAE-RJ, UERJ, IPAHB e SEGOV - Sub-Secretaria da Baixada, oferece uma intensa programação cultural.
A intenção do evento II Armazém Cultural da Baixada é comemorar os valores da região e estimular a auto-estima da população local. Entre os dias 10 e 30 de abril, os visitantes que comparecerem no II Armazém Cultural terão a oportunidade de entrar em contato com o universo cultural e de se aprofundar ainda mais sobre assuntos pertinentes à Baixada. Isso será oferecido através de atividades que apresentarão quatorze diferentes vertentes culturais.
O Fórum Cultural da Baixada, em parceria com as entidades associadas, traz os principais nomes da cena cultural da região com exposições, oficinas, shows e diversas apresentações gratuitas, com temas sempre relacionados à Baixada Fluminense.
Essa é uma data de extrema importância para a Baixada Fluminense. O intuito do Fórum Cultural da Baixada e do Shopping Grande Rio é fomentar o interesse de todos, resgatar o orgulho e elevar auto-estima da população da Baixada Fluminense.
Nesta segunda edição do evento - que recebe apoio de órgãos como IPAHB (Instituto de Pesquisas e Analises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada Fluminense), SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Fórum Cultural da Baixada - a história da Baixada e do desenvolvimento de sua economia e sociedade será contado através da história das ferrovias, marco histórico da ocupação urbana.

II Armazém Cultural da Baixada de 10 a 30 de abril - Coordenação: Claudina Oliveira – Shopping Grande Rio -Rodovia Presidente Dutra, 4.200 – São João de Meriti Mais informações: (21) 2662-7222 LOCAL: Na Praça de Eventos do Shopping Grande Rio

Manifestações culturais e temas presentes no evento: Artesanato, Artes Plásticas, Cinema, Teatro, História da Ferrovia, Carnaval, Imprensa, Literatura, Música, Esporte, Turismo / Meio Ambiente.

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Editorial

“Odeia a mídia ... Torne-se a mídia!” - Jello Biafra, Dead Kenned´s

> Por Adriano Dias

A ditadura militar dava seus últimos passos tortos. Em São Paulo “estouravam” greves. No Rio eu vi no jornal que botaram uma bomba dentro de um Puma que explodiu em uma festa. Na televisão, Ney Matogrosso falou “merda”, não no sentido de besteira, falou a palavra, ou melhor o palavrão. Na sala, em frente à TV, meus pais se indignaram - apesar de eles falarem quase todos os dias a tal palavra. Eu tinha então 12 anos, e ainda não entendia bem o que acontecia em minha volta.

Por essa época, um amigo de longa data, o professor Wagner Moura, vizinho de parentes que morava em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, me apresentou uns discos esquisitos, de rock “pesado”, com uns monstrinhos na capa e letras complexas que ele fez questão de traduzir e explicar. A partir daí, naqueles tempos em que a Blitz estava martelando nas rádios e o rock no Brasil dava os primeiros passos, comecei a me interessar cada vez mais por aquele tipo de música que não era vendida nas lojas de discos – somente a partir de 1987 os discos de “rock alternativo” foram “prensados” no Brasil. No decorrer do tempo vim a descobrir outras vertentes musicais alternativas que aglutinavam jovens em torno de diversos movimentos. Mas, em especial, uma destas mais me chamou a atenção: fora do país ela tinha sido criada em idos de 1976/77, mas já em 1982 há muito tinha seu tom contestador sido assimilada pelo “sistema”. Praticamente tinha desaparecido - salvo os movimentos que radicalizaram, por um lado o hardcore, pelo o outro os skinheads. Mas no Brasil o chamado movimento Punk mal tinha iniciado.

Em São Paulo, bastante ligado aos movimentos pós anistia, os jovens operários, office-boys, desempregados, começavam a se organizar em torno daquela música de três acordes e letras subversivas. Assim, entre o trem, a fábrica e o desemprego várias bandas pipocaram nos subúrbios paulistas, assim como as passeatas e greves.
No Subúrbio do Rio, em 1984, passei a ficar sabendo o significado de palavras como DOI-COD, AI-5, golpe militar, repressão, censura, tortura... que pouco apareciam na imprensa ou eram faladas nos colégios daquele tempo. Mas eram temas de músicas e capas de fanzines rodados em mimeógrafos desde 1980 por este movimento.
A gente se comunicava bastante, eu um adolescente do subúrbio do Rio - muito longe dos tempos de internet e tradutores automáticos – conseguia me comunicar com outros jovens na Alemanha, Finlândia e Japão. Como desconhecia os idiomas de meus companheiros, o ritual de comunicação era sempre o mesmo: escrevia uma carta em português, pegava um dicionário de inglês e passava literalmente para a outra língua. O pessoal da Finlândia parecia ter o mesmo conhecimento de inglês que eu. E parecia usar o mesmo método. Mas a gente ia se falando. Ah! Não tinha dinheiro para os selos, assim esfregava-os com sabonete para tirar o carimbo e os reutilizava várias vezes...

Nem tudo eram flores, ou arrebites, em 1985 em São Paulo os movimentos alternativos quase acabam a machadada, facada e correntada entre Punks, Carecas e “Metaleiros”. No final a polícia vinha atirando em todo mundo.

No Rio em parte era diferente, todo mundo se dava, éramos um pouco mais politizados: entre estes jovens havia anarquistas, comunistas e até budistas. Salvo alguns incidentes, todos se relacionavam tranquilamente, ao contrário de São Paulo onde viviam se matando - e agitávamos junto ao som das bandas que gritavam hinos de protesto. A única similaridade com os companheiros paulistas é que boa parte dos shows também terminavam com a polícia espancando um monte de gente no final.

Bom! Era para contar a história do jornal Alternativo, do conceito, ou melhor, do fanzine que deu origem a este jornal. Mas eu tinha que pegar um fio de meada.

Era 1985, Tancredo eleito durante o Rock in Rio. Eu, com 15 anos, cada vez mais me interessava por todo aquele universo que não era falado na escola, muito menos nas ruas sem asfalto da Baixada, onde fui morar na época.
Em 1986 passei a participar de uma “união de juventude” de um tal partido comunista. Na verdade éramos massa de manobra, ou melhor, “bucha” dos líderes destes grupos jovens. Nas passeatas nós é que íamos para cima das tropas de choque para que os outros pudessem recuar. Principalmente os “líderes do movimento”, filhos da classe média bons de discurso, mas ruins de porrada. Por sorte - nossa - estes conflitos já eram raros por esta época.

Em 1987 veio a idéia de fazer um fanzine que não falasse só de música. O discurso era:

“Precisamos conscientizar a nossa geração e mudar o sistema!”.

Então, conforme o lema Punk - “Faça você mesmo” - juntamos papel, cola, tesoura, máquina de escrever Remington 25 e tempo para ir aos arquivos e bibliotecas para fazer pesquisas. Em abril de 1997 é rodada, ou melhor, xerocada a primeira edição do “Consciência Nacional”.

Zine CN – 20 anos
O “zine CN” se diferenciava dos outros por ter 20 páginas, tamanho A4 – a maioria dos fanzines eram duas folhas dobradas no meio - e por ter matérias com bandas alternativas, mas discutir questões como os planos econômicos (muito em “moda” naquela época), os casuísmos políticos da “Nova República” e até - por pouco não publicamos primeiro - episódios históricos como “O Caso Para-Sar” (plano dos militares de explodir o gasômetro do Rio e colocar a culpa nos comunistas). Tudo isso feito por uma turma de em média 17 anos.
Foram três edições – uma nunca terminada – em três anos, mas renderam participação em um monte de outros informativos.
Foi assim até 1989. Veio então a participação na campanha do Lula, a vitória do Collor. E ai virei “traidor do movimento”, abri uma micro-empresa e fui cuidar da vida...

O Alternativo Informativo
Em 1996 voltou a idéia de resgatar o antigo conceito do “CN” e começamos a idealizar um jornal. A tecnologia ajudava, agora era fácil em casa se montar um jornal assim, misturando bandas, teatro, poesia, ecologia, cidadania. Novamente, como o ano começa em março, o Alternativo
Informativo foi rodado em abril de 1997.
Ainda com a “forma” do antigo fanzine, sem maiores estudos metodológicos, foi muito bom ver uma garotada pegar o jornal por causa da Cássia Eller, Dorsal Atlântica, Amina, Plebe Rude, Celso Blues Boy, entre outros. E se interessar sobre poesia, teatro e cidadania que se misturava em nossas páginas. Assim, meio sem querer, criamos vários “monstrinhos”...

 

Café Filosofico "Mídia Independente" em Mesquita:

Andreas Bern (Agencia Pulsar), Cacau Amaral (Cineclube Mate com Angú) e Adriano Dias (ComCausa).

 

 

Foto: SobreTudo

 

Jornal Alternativo - 10 Anos

> por Giordana Moreira

O mundo dos fanzines, das bandas de garagem, dos skatistas e qualquer outra forma de subversão de padrões comportamentais era para mim, em 1997, uma forma de expressar um descontentamento com uma realidade típica de Rosa dos Ventos, Nova Iguaçu. Todas as minhas amigas estavam se casando, tendo filhos e ninguém mencionava a palavra vestibular no último ano do ensino médio, onde minha classe tiraria um diploma para ocupar algum posto no mercado de trabalho. Então eu, que passava os dias entre a pista de skate e os encontros de rock, não sabia até onde poderia ir ouvindo Kurt Cobain e Rage Against The Machine.

Gostava de escrever sobre meu descontentamento e na intenção de ter uma avaliação literária entreguei ao Adriano Dias um texto escrito a mão - sobre o novo feminismo – o qual, quando vi, estava publicado.
O Jornal Alternativo me mostrou que ali mesmo havia algo deste universo que antes parecia estar em Seatlle. Nada mais existia que pudesse considerar minhas aspirações no limite da região em que vivia. Naquelas edições podiam-se reunir todas as manifestações de cultura contestadora que aconteciam e estavam tão perto. Na época, como adolescente, eu podia “desperdiçar” meu tempo em fazer festas e escrever sobre o que penso - afinal todos diziam que isso não dava futuro ou emprego – e hoje quando se completa 10 anos de Alternativo eu já não tenho tempo para mais nada, além disso, enquanto integro institucionalmente a sociedade civil organizada.
O Alternativo reunia naquela época o monte de jovens que se movimentavam com a música, o RPG, a poesia ou o teatro, onde muitos passaram a se comunicar e a produzir. No decorrer dos anos seguintes continuei minha busca por este universo independente, questionador e original, tive que sair e voltar várias vezes da minha cidade para prosseguir o que há dez anos afirmamos: uma juventude que se esforça para construir suas alternativas, mas que hoje não se encontra mais na pista de skate, que está perigosa e abandonada; que ainda ouve as músicas de Seatlle na Passarela do Rock, tirada da Praça de Mesquita e remanejada para um local fechado; e que continua contando com o Alternativo, agora também na versão eletrônica, e ainda propondo o fomento daquilo que é, há tempos, a produção cultural independente e a versão positiva da Baixada Fluminense e, ainda, uma das raras “alternativas” para muitos além de mim mesma.

Alternativo ComCausa
Em janeiro de 2007 a ComCausa resgatou o conceito do “Jornal Alternativo”. Agora, como veículo institucional desta entidade, o informativo tem como principal foco a discussão dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. No entanto, preserva sua identificação com o público juvenil e com a diversidade de manifestações culturais da Baixada Fluminense.
Neste processo de assimilação do “Alternativo” como informativo da ComCausa, foi considerado que em geral os jornais institucionais das ONG´s, mesmo que tenham a função de formação, na maioria dos casos acabam não atingindo diretamente a sociedade, ficando muitas vezes somente dentro dos círculos dos movimentos sociais e instituições públicas.
Por outro lado, os informativos e jornais locais dão entendimento de uma profunda ligação com o meio político partidário em exercício do poder. Somada a visão unilateral da grande maioria dos meios de comunicação que desconsidera e não divulga as ações positivas que ocorrem na Baixada, principalmente as resistências culturais e sociais promovidas pelos movimentos populares, levam ao entendimento da população que não há mudança - “que nada de bom acontece aqui”. Assim, perdem a credibilidade diante da população.
Além disso, no decorrer dos anos, o “Jornal Alternativo” se tornou veículo de informação direta com a juventude pela linguagem, conteúdo, distribuição direcionada e gratuita. E, participou da divulgação de várias questões relevantes da região, tendo credibilidade e aceitação pelos mais jovens.

Assim, mesmo sem muita festa, mesmo com muitas dificuldades, lá se vão dez anos - vinte anos - entre erros e acertos. Mas continuamos, pois “Precisamos conscientizar a nossa geração e mudar o sistema!”.

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Notas e Reflexões

Café Filosófico
O projeto consiste debates que ocorrem em várias cidades da Baixada Fluminense – com temas acerca de cultura, arte, tecnologia, gênero e outros. O objetivo é estimular a reflexão crítica e a liberdade de expressão.
No encontro ocorrem performances artísticas, antes dos debates, em ambientes informais como bares e tem atraído o público jovem, envolvidos ou não com organização civil, que tem afinidade com as temáticas propostas. Todas as edições do projeto contaram com um grande número de participantes.
Inicialmente promovido pela FASE - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educação - e apoio do Instituto Rosa Luxemburgo, a partir de 2006 a agenda foi construída pela REDE - Grupos Artísticos e Culturais da Baixada Fluminense, ao qual a ComCausa faz parte, passando a estes a responsabilidade de organizar os encontros.
Em Nova Iguaçu a ComCausa é a entidade organizadora do evento - que neste ano terá três encontros com os temas: Gênero e sexualidade; Mídia e Comunicação Alternativa e Juventude e Direitos Humanos – E é exatamente este ultimo é o tema do Café Filosófico que vai acontecer no dia 9 de maio, quarta-feira, a partir das 19hs no Bar Raízes (Rua Cel. Carlos de Matos, 188 Centro - ao lado da Prefeitura de Nova Iguaçu). Como debatedores teremos Maria Elena Rodrigues que é a coordenadora do Projeto dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da FASE. Além das tradicionais apresentações culturais. Mais informações em nossa página – www.comcausa.org.br ou no www.sobretudo.org.br (Adriano Dias)

Grupo Tortura Nunca Mais - Pela Liberdade de Expressão
O Grupo Tortura Nunca Mais / RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos, conforme a sentença prolatada, em 03 de agosto de 2005, pela Juíza da 42ª Vara Civil do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Maria Helena Pinto Machado Martins.
A condenação totaliza mais de R$55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais) e decorre de denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia de que foi preso e agredido, em 20 de agosto de 1996, por estes policiais na Superintendência da Polícia Federal do Rio. O processo contra o Grupo Tortura Nunca Mais se deu por este ter exposto em seu site os fatos narrados por Carlos Abel. O Judiciário entendeu que o GTNM/RJ teria extrapolado no relato dos fatos, injustamente, acusando os policiais federais.
O Grupo Tortura Nunca Mais nada mais fez do que divulgar a denúncia feita por Carlos Abel, visto que os fatos foram divulgados na imprensa à época, motivando a atuação do Ministério Público Federal que processou os policiais envolvidos. Tais fatos constam nos Relatórios sobre Tortura da Anistia Internacional e da Comissão Contra a Tortura da ONU.
A ação penal encaminhada pelo Ministério Público Federal contra os policiais envolvidos no referido episódio, não chegou a receber uma decisão de mérito, sendo suspensa por questão técnica jurídica.
No momento, não há mais espaço para recorrer judicialmente e o GTNM/RJ não possui recursos financeiros para saldar a condenação. Além da questão financeira, tal decisão abre um sério precedente político para todos os defensores de direitos humanos em nosso país.
Diante disso, o Grupo Tortura Nunca Mais está solicitando qualquer colaboração financeira para que, coletivamente, possa pagar a quantia estipulada pela Justiça brasileira: Banco Itau - Conta: Tortura Nunca Mais - agência: 0389 C/C 77791-3. (Grupo Tortura Nunca Mais / RJ)

Há uma nítida tentativa de se criminalizar a pobreza
Quando jovens antes dos 18 anos cometem crimes, alguns pedem a redução da idade penal. Quando aparecem Juízes, desembargadores e delegados presos ao lado de bicheiros, há um silêncio sobre qualquer possibilidade de radicalização de medidas punitivas a essa gente. Ta tudo errado! (Ewerson Cláudio)

Reuniões do Movimento Pró Lona Multicultural em Mesquita em Novo Endereço
As reuniões da Lona Mesquita agora serão realizadas no anexo da Secretaria de Cultura - Av. União - Centro de Mesquita. As reuniões continuam as quartas-feiras, a partir das 18hs. Estamos aproveitando para discutir a viabilidade de criarmos o Conselho Municipal de Cultura de Mesquita.
Quer mais essa oportunidade de entrar pra história? Então chegue junto! (Adriano Dias)

Máquinas de Caça-níquel vão virar computadores para escolas
A liberação das máquinas – que seriam destruídas - depende de decisão do desembargador Murta Ribeiro, presidente do Tribunal de Justiça, porem a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia solicitou a liberação das máquinas caça-níqueis apreendidas nas operações da Polícia para transformá-las em computadores para as escolas. A conversão custaria 20% do custo de um computador novo, entre R$ 100 e R$ 350 por máquina. Os equipamentos seriam utilizados em projetos de inclusão digital nas escolas da rede estadual.
Se aprovada, a Faetec de Quintino criará na um laboratório para a conversão dos caça-níqueis. (Adriano Dias)

II mostra de cinema de animação da Baixada
Organizado pela Benguela produções, a Baicada terá a sua II Mostra de Cinema de animação que ocorrerá de 16 a 20 de abril, em várias cidades da Região: Duque de Caxias (no auditório da Biblioteca Municipal Leonel de Moura Brizola - Praça do Pacificador, no centro); em Nilópolis (no Teatro Municipal Jornalista Tim Lopes (Av. Getúlio de Moura, 1.175, centro); em Mesquita (na A Sala de Cinema Zelito Viana – Praça elizabeth Paixão, no Centro). A semana de encerramento do evento será em Nova Iguaçu, entre os dias 24 e 28 deste mês, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (Rua Getúlio Vargas, 51, centro).
São 66 curtas de animação de todo o Brasil que são mostrados durante cinco dias seguidos. Os locais,horários e a programação pode ser vista na pa´gina da Benguela produções: www.benguela.com.br (Adriano Dias)

 

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MovimentAção

Mary Jane – Escrevendo o Skate na Baixada
A Baixada Fluminense tem muito que contar no skate Brasileiro, e uma dessas histórias é da Mary Jane, a skatista de São João de Meriti que desde 1997 constrói a trajetória do skate na região. Sendo um esporte/cultura com a predominância totalmente masculina, a presença das mulheres no skate é bem mais breve e cheia de obstáculos - além dos corrimões e rampas de concreto. Mary Jane persistiu para vencer cinco vezes consecutivas o Campeonato Estadual e ser Vice no Mundial de 2000 em São Paulo, no Ibirapuera. Continua competindo e é representante da ABESF – Associação Brasileira de Skate Feminino - no Rio de Janeiro enquanto organiza campeonatos pela BF.
Ganhadora do Prêmio Baixada na categoria “Destaque nos Esportes Radicais” no ano passado, a trajetória de Mary lhe confere hoje um reconhecimento na sociedade com o qual ela nunca contou, e utiliza para transpor as barreiras que ainda existem para as meninas no esporte: “Ainda não existem linhas femininas no skate, o que impede o patrocínio para atletas da categoria”. A partir do dia 06 de Maio, Mary expõe seus troféus e fotografias em uma retrospectiva dos seus 10 anos de vitórias, como parte das comemorações do Dia da Baixada. Mary ainda coordena debates sobre skate e esportes na região com governantes e atletas durante o evento Armazém Cultural da Baixada.
Além da conhecida skatista, que se destaca também por seu style nos pódios, é solista no Coro Arte Cânora e se dedica há três anos ao piano e ao canto lírico na Escola Municipal de Música de São João de Meriti. Mais do que uma atleta, é um personagem feminino que escreveu sua versão da participação da mulher e da Baixada no skate brasileiro. (Giordana Moreira) Contato: www.flogao.com.br/skatemary

Setor BF – Mil Horas no Ar
O Setor BF é um coletivo que se formou naturalmente na efervescência cultural da cidade de Mesquita. Assim como o samba, os malabaristas, o Hip Hop sempre foi presente, e agregou muitos jovens para a prática de seus elementos artísticos até a sua organização enquanto coletivo. O nome surgiu há cinco anos, e dentre diversas atividades culturais e oficinas com os quatro elementos, o grupo criou e produziu o programa de mesmo nome na Rádio Juventude FM em 2003, e completou 1000 horas no ar como um importante canal para o rap nacional na região.
O programa começou quando todos só conheciam os Racionais MCs e hoje o ouvinte é quem dita a programação demonstrando o interesse e a procura pelos mais variados grupos, e o alcance da mídia comunitária para as comunidades. Mas o Setor BF se destaca por sua participação política ativa na Cidade, faze parte da Rede de Grupos Artísticos e Culturais da Baixada Fluminense, do Fórum Reage Baixada, está na campanha pela reabertura da Casa da Juventude, no bairro da Chatuba, participou, junto a outros grupos, do movimento, pela implementação da Coordenadoria Municipal de Juventude de Mesquita, onde um de seus fundadores, Vladmir, mais conhecido como Mad - também vocalista do grupo Vozes do Gueto - está como atual Coordenador. Mesmo na tradição da região estar implícita a cultura alternativa, o Setor BF faz parte de poucos grupos que surgem de uma necessidade de organização para hoje representar movimentos, os raps e as ações que ocupam espaços de decisões na cidade, fazem arte, política, e devem ser levados a sério assim como as formas tradicionais de organização. Contato: madvozes@gmail.com (Giordana Moreira)

25 anos da Comunidade Rural Casa do Caminho
A Comunidade Rural Casa do Caminho foi criada em 1982 a partir da idéia de um dos membros fundadores, Carlos Alberto Nogueira, de reunir cinco amigos trabalhadores fraternais, os quais distribuíam alimentos e agasalhados à população de rua. A idéia inicial era criar um espaço físico comum a todos e principalmente abrigar a população de rua. Assim, dividiram a compra do terreno de 6,8 hectares entre si, onde parte do grupo foi morar nas terras adquiridas, vivendo aproximadamente cinco anos com a população de rua, homens e mulheres alcoólatras, viciados, famílias, jovens e crianças, formando uma comunidade e residindo em edificações precárias e sem iluminação.
A partir da década de 90, a Casa do Caminho passa a focar suas atividades em crianças e jovens. Hoje a entidade abriga quarenta crianças, adolescentes e mais duas famílias. Com o amadurecimento do trabalho, desenvolveu-se um processo sócio-educativo, implantando-se medidas que influíssem na mudança de comportamento dos desabrigados, possibilitando-lhes mais educação social. No processo de assistência social, iniciaram então atividades nas quais os abrigados trabalhassem numa expectativa de crescimento, buscando sua promoção social.
Criou-se então uma rotina diária, a qual leva o abrigado a participar do ensino formal, cuidados com o meio ambiente, cultivo da terra para aprendizagem e consumo, reforço e apoio escolar, além de atividades culturais e de lazer. Tudo isso com o acompanhamento de educadores.
No mês de maio a Comunidade Rural Casa do Caminho estará completando 25 anos de fundação. Para comemorar, estará realizando uma festa na Academia Keka´s (Rua Wilson Araújo, S/n – Xerém – Duque de Caxias). A entrada será 1 Kilo de alimento não perecível.(Comunidade Rural Casa do Caminho)

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Fazendo Arte

A BossaRap de Vinicius Terra
A tendência da valorização da música brasileira pelo rap carioca se mostra inédita com o pioneirismo de Vinicius Terra e sua BossaRap, que relembra e intertextualiza a Bossa Nova, sua harmonia e poesia, com o ritmo e a contestação do rap, através dos samples, incidentais, citações e releituras, e, não só pela sua natureza intrínseca musicalmente falando, mas pelas realidades sociais e econômicas, a que cada um dos estilos remete.
Como porta-voz e criador, Vinícius Terra, professor de língua portuguesa, rapper e poeta, está entre a Zona Norte e a Baixada: do bairro da Pavuna é que saiu uma das propostas que mais oxigenaram o rap fluminense nesta geração. O Cd demo “Ensaiando BossaRap” e o show “A BossaRap de Vinicius Terra” traz a extraordinária Banda Gente Fina – formada por Mônica Ávila (flauta transversa); Pedro Portella (violão); Marcos Maia (contrabaixo); Daniel Tot (bateria); Fábio Paiol (backing vocal) e Dj Boneco (toca-discos), em uma performance interativa e íntima, acústica e eletrônica, acrescentando perspectivas ampliadas ao rap e enriquecendo a nova safra da produção musical fluminense. Mais uma vez o Rio dá a cara do rap genuinamente brasileiro utilizando, de forma literal, o resgate da memória musical e a criatividade dos rappers/poetas da cultura de rua.
Contato: 21 9399-7191 / 3452-0426 (Giordana Moreira)

Coyote Valvulado
Tendo em sua bagagem várias apresentações na Lapa, Saloon 79, Festival de Angra dos Reis, Hit Polifônico, Demo hits (Claro que é rock), Festival POCKET ROCK (Farup), Espírito das Artes, dentre tantos mais, o grupo carioca vem mostrando um som simples, dançante e eficiente, que mistura a força do Rock’n Roll com o groove do Blues.
As ferramentas que usam são guitarra, baixo, bateria, gaita, voz e idéias. Juntaram tudo isso e materializaram seu primeiro álbum independente que contém a viajandona “Dentro da Cabeça do Homem” e a debochada certeira “Anjo de vidro”.
Contato: rockoswald@msn.com, carlous@bol.com.br (Carlitos – Novos Uivos)

 

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Estante

Pimenta do Reino – Estação Pimenta - CD (Independente)
O interessante é que mesmo aqueles que não são admiradores de forró se dobram diante da autenticidade e da qualidade da Pimenta do Reino. Não esperem teclados pré-gravados, “gritinhos” e letras redundantes. O som é o mais puro “pé de serra”, como um Luiz Gonzaga do terceiro milênio, revisado, atualizado, porém com todas as características sonoras. Como uma respeitosa continuidade do mais puro ritmo brasileiro, que não se sabe exatamente quando, onde ou como ele apareceu. (O que se sabe é que o forró chegou em São Paulo e aos demais estados do Sul através de Luiz Gonzaga por volta dos anos 40 e através de migrantes nordestinos que, procurando trabalho na capital e para se divertir, ensinavam suas músicas ao povo paulista).
As letras do Pimenta do Reino mantêm a mesma qualidade e originalidade do som. Apontar uma ou outra música seria uma injustiça. Fica um elogio ao conjunto da obra, da qual mesmo os não forrozeiros vão se apaixonar.
- Quem quiser conferir poderá participar da gravação do primeiro DVD do Grupo na RIOSAMPA, no dia 17 de Maio, às 21hs. Mais informações: 9113 7125 – www.forropimentadoreino.com.br (Adriano Dias)

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Expediente:

Este informativo é um projeto da ComCausa

Organização Não-Governamental da Sociedade Civil - CNPJ 05.857.379 / 0001-74

Programação visual e diagramação: Adriano Dias (ComCausa) Tiragem: 10 mil

Periodicidade: Mensal - Ano X - Edição número: 22 - abril de 2007

Conselho editorial: Adriano Dias - Giordana Moreira - Lene de Oliveira - Don Negrone

Fotos: Alziro Xavier e ComCausa.

Colaboradoraram nesta edição: Leilah Landim, Ewerson Claudio e Paulo Mainhard.

A realização desta edição do projeto de nosso jornal só foi possível com o trabalho voluntário e contribuição financeira de vários colaboradores da ComCausa. Fica aqui um agradecimento especial para estes.

As opiniões emitidas são de responsabilidade de seus autores.

Todos os textos aqui contidos podem ser reproduzidos, desde que seja citado(a) o(a) autor(a) e a fonte.

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