Jornal ComCausa 23

 

 

 

Maio de 2007

 

> Companhia de Jovens Griôts

> A via-crúcis da “Maria da Penha”

> Mártires da Baixada - Uma História de Sangue e Esperança

> Artigo: "Quintas e rezadeiras"

 

 

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Editorial Notas & Reflexões MovimentAção Fazendo Arte Estante

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Companhia de Jovens Griôts -“Encantadores de histórias”

> Por Adriano Dias

Segundo Ney Lopes, autor da Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, “Griôt” é um termo franco-africano criado na época colonial para designar o narrador, cantor, cronista e genealogista que conta a história de personagens e famílias importantes às quais, em geral, estava a serviço.
Eles também eram chamados de dyéli ou diali, entre os Bambaras e Mandingas; guésséré entre os Saracolês; wambabé, entre os Peúles; aoulombé, entre os Tucolores; e guéwel - do árabe qawwal - entre os Uolofes. E estiveram presente sobretudo na África ocidental, notadamente onde se desenvolveram os faustosos impérios medievais africanos – de Gana, Mali, Songai entre outros.

Griôts da Baixada Fluminense
Inspirada nestes contadores africanos de histórias foi criada em outubro de 2003, em São João de Meriti na Baixada Fluminense, a “Companhia de Jovens Griôts”. Formada por jovens entre 15 a 23 anos de idade, esta iniciativa surgiu em decorrência de um curso de formação - promovido pelas ONGs Se Essa Rua Fosse Minha e a Casa da Cultura da Baixada - que tinha como objetivo desenvolver um processo de arte, cidadania e protagonismo juvenil.
A companhia tem se destacado pela inovação de sua iniciativa na medida em que misturam em seus espetáculos referenciais culturais e artísticos africanos e brasileiros, com técnicas circenses, teatrais e musicais com a prática dos Griôts africanos. Segundo os coordenadores do projeto: “Esta antropofagia nas oficinas e no palco desperta, por parte dos jovens, um processo de descoberta de “outros” mundos culturais, distantes e familiares, possibilitando um horizonte de transformação de suas experiências pessoais”.
Os Jovens Griôts produzem rodas de histórias, saraus e espetáculos concebidos esteticamente para adultos, jovens e crianças pautados no legado da cultura afro-brasileira. Além de oficinas educativas sobre o sentido de identidades e diversidades com crianças - negras e não negras - promovendo integração entre a escola e a comunidade, envolvendo jovens, lideranças comunitárias e religiosas.
Estas ações se tornam instrumentos de jovens para o desenvolvimento de ações de combate ao racismo e preservação da cultura, das tradições afro-descendente e na formação de multiplicadores de cultura e cidadania atuando como mediadores de leitura e contadores de histórias.
O grupo também desenvolve pesquisas sobre autores referenciais como Pierre Verger, Gilberto Freire, Ney Lopes, entre outros - referentes aos contos da mitologia e do deslocamento forçado de grandes massas populacionais de várias áreas da África para o Brasil - e também com anciões das comunidades interligando histórias individuais e coletivas na construção dos espaços de convivência social.
Por esta forma até então inédita - para grande parte da população do Estado do Rio de Janeiro e, certamente, de muitos outros da federação - de fazer e transmitir cultura a Companhia de jovens Griôts tem sido convidada para apresentações nos mais diferentes espaços no Rio de Janeiro.

Desde seu surgimento, sua história tem sido a de afirmar um espaço de resistência e criatividade, e, ao mesmo tempo, uma afirmação política do potencial de produção cultural da Baixada Fluminense. Sendo uma reação à falta de equipamentos e políticas culturais na região. Assim, ao invés do imobilismo, têm se reapropriado dos espaços públicos (ruas, praças, etc..) re-inventado espaços de encontro, criação e compartilhamento da experiência estética dos espetáculos. Um exemplo de espaço readaptado foi a abertura de terreiros de candomblés para a realização de espetáculos e rodas de histórias.

A Cia. define sua atuação em quatro eixos:
1º Movimento: TERRA (Formação) - Os jovens recebem formação de história (Brasil-África) técnicas circenses, contação de histórias, música, danças e folguedos de origens afro-brasileira.
2º Movimento: AR (Pesquisa) - Aprendem a ouvir, valorizar e recolher histórias com os anciões de suas comunidades.
3º Movimento: ÁGUA (Multiplicação) - Partilham as histórias e atuam como mediadores de leitura implementando oficinas de artes e literatura com crianças e adolescentes nas escolas e comunidades.
4º Movimento: FOGO (Articulação de redes) - Produzem espetáculos e participam de fóruns, conselhos e movimentos ligados e garantia de direitos humanos econômicos sociais e culturais.

Repertório de espetáculos
Trilogia Negra (A Carne, o Verbo e a Paixão) - Primeiro trabalho de pesquisa da companhia, o espetáculo tem como base a ascensão, queda e ressurreição de um cristo negro, divinizado, escravizado e crucificado no pelourinho.
Roupa suja se lava em casa - Roupa suja conta a história de uma mulher vítima de violência doméstica que consegue romper o medo e estender seu lençol de mágoas e revoltas em praça pública, levando outras mulheres à romper o silêncio e expôr um varal de poesias indignadas contra a violência masculina.
Igbadu: A cabeça da Existência - Um olhar sobre a criação do mundo na visão nagô. O caos e a criação depois da separação entre céu e terra, feminino e masculino , Orum e Ayê. O espetáculo mostra as paixões, os duelos e os encantamentos dos orixás diante da criação do mundo.
Contos Africanos - Um velho Griôts mostra como as histórias (e a humanidade) saíram da África e se espalharam pelo mundo.

Jovens Griôts: Alan Maia - Carol Areias - Cris Rosas - Cristiele Rosas - Fagner Santos - Gil Mello - João Carlos - Lidiane Carvalhes - Lisiane Bastos - Rita Iglesias e Wanderson Ramos. Corpo técnico: Ivan Machado e Bruno Rego – Músicos; Jô Ventura – Coreógrafo; Marcos Paulo – Artista plástico; Gustavo Dias – Designer; Rosenilda Santana - Mestre em Psicologia e praticas sociais e Antonio César Marques – Diretor teatral. Contato: 9939 7855

II Armazém Cultural da Baixada
Para festejar o Dia da Baixada, o Fórum Cultural da Baixada Fluminense e o Shopping Grande Rio, em parceria com o SEBRAE-RJ, UERJ, IPAHB e SEGOV - Sub-Secretaria da Baixada, oferece uma intensa programação cultural.
A intenção do evento II Armazém Cultural da Baixada é comemorar os valores da região e estimular a auto-estima da população local. Entre os dias 10 e 30 de abril, os visitantes que comparecerem no II Armazém Cultural terão a oportunidade de entrar em contato com o universo cultural e de se aprofundar ainda mais sobre assuntos pertinentes à Baixada. Isso será oferecido através de atividades que apresentarão quatorze diferentes vertentes culturais.
O Fórum Cultural da Baixada, em parceria com as entidades associadas, traz os principais nomes da cena cultural da região com exposições, oficinas, shows e diversas apresentações gratuitas, com temas sempre relacionados à Baixada Fluminense.
Essa é uma data de extrema importância para a Baixada Fluminense. O intuito do Fórum Cultural da Baixada e do Shopping Grande Rio é fomentar o interesse de todos, resgatar o orgulho e elevar auto-estima da população da Baixada Fluminense.
Nesta segunda edição do evento - que recebe apoio de órgãos como IPAHB (Instituto de Pesquisas e Analises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada Fluminense), SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Fórum Cultural da Baixada - a história da Baixada e do desenvolvimento de sua economia e sociedade será contado através da história das ferrovias, marco histórico da ocupação urbana.

II Armazém Cultural da Baixada de 10 a 30 de abril - Coordenação: Claudina Oliveira – Shopping Grande Rio -Rodovia Presidente Dutra, 4.200 – São João de Meriti Mais informações: (21) 2662-7222 LOCAL: Na Praça de Eventos do Shopping Grande Rio

Manifestações culturais e temas presentes no evento: Artesanato, Artes Plásticas, Cinema, Teatro, História da Ferrovia, Carnaval, Imprensa, Literatura, Música, Esporte, Turismo / Meio Ambiente.

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Editorial

> Por Adriano Dias

10 anos de Alternativo
Em 1991 estivemos diante de uma grave questão ambiental - como todas que têm a Baixada Fluminense como foco de “empreendimento”. Foram dois anos de movimentos em portas de órgãos federais, estaduais e municipais; busca de apoio na mídia e uma ação judicial que chegou ao Supremo em Brasília. Na época, a ecologia era para nós uma coisa nova, relacionávamos somente aos protestos fashion que víamos na televisão.
A partir desta ação vimos que este direito, quando violado – principalmente em nossa região - mata as pessoas, às vezes, até antes que as “plantinhas e bichinhos”. Passamos a nos envolver em várias questões, algumas que somente acompanhamos, como a tentativa de se construir uma termoelétrica a carvão em Itaguaí (graças à mobilização social o projeto foi inviabilizado). Em outras, promovemos ações diretas que devido à velocidade conseguiu-se impedir possíveis danos. Foi assim na tentativa de se implantar um incinerador de lixo químico em Paracambi - em 2002 – quando em quatro dias mobilizamos setores da sociedade, imprensa e judiciário. Também em Seropédica, quando a implantação de aterro sanitário que, em tese, escondia a criação de mais um depósito de lixo químico na Baixada. Em ambos casos, com uma mobilização rápida, conseguimos impedir.

No CENTRES, em Queimados – um sítio que pertencia à prefeitura de Nova Iguaçu - onde foram abandonados milhares de toneladas de lixo tóxico, era um risco à população. A partir de 2001 auxiliamos no estabelecimento de medidas preventivas, alertamos a população e pesquisamos os resíduos ali existentes para contribuir com o trabalho da Promotoria de convocar as empresas geradoras para que estas retirassem seus materiais, o que ocorreu no ano de 2004.

Também em 2001 diante de quase 20 mortes na Bairro da Grama, em Miguel Couto, mesmo sem ter profundos conhecimentos sobre saúde pública, conseguimos voltar os olhos das autoridades sobre o caso.
Em 1999 várias pessoas morreram por contaminações provocadas pela falta de saneamento no bairro Tri-campeão, em Queimados. Em 2002 foram iniciadas obras neste bairro, porém apresentavam irregularidades como uso de tubos de plástico cruzando ruas e desembocando em manilhas de concreto na saída dos rios. Diante deste, denunciamos o Estado e a empreiteira responsável.

As coisas foram acontecendo, uma atrás da outra, ou ao mesmo tempo. Sempre com urgência. E mesmo sem maiores discussões acabamos forçados a nos posicionar. Mais recentemente quando definimos que atuaríamos na consolidação dos direitos humanos na Baixada, volta e meia nos deparamos com questões novas para a ComCausa - como a recente questão de “violência de gênero” que nos envolvemos e expomos nesta edição. Mas, graças aos anos de militância e a rede de relações que construímos - e continuamos a construir cotidianamente - nunca mais nos vimos sozinhos nestas lutas.
“A beleza de ser um eterno aprendiz” - como Gonzaquinha disse - tem nos auxiliado a ser uma instituição que opera na amplitude dos direitos humanos, econômicos, culturais, sociais e ambientais. Do filosofo Sócrates - “Só sei que nada sei” - aos hinos punks da garotada: “eu não sei o que quero, mas eu sei que eu vou conseguir”. Tentamos participar, contribuir, respeitar e entender a dinâmica da sociedade. Para assim, juntos, construírmos algo melhor para todos.

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Notas e Reflexões

Prorrogada as inscrições do Prêmio Baixada 2007
Estarão abertas até o dia 15 de junho de 2007 as inscrições para o PRÊMIO BAIXADA 2007, que será conferido pelo Fórum Cultural da Baixada Fluminense nas categorias de: Artesanato, Artes Cênicas, Artes Plásticas, Cidadania, Ciência, Comunicação, Dança, Desporto, Educação, História, Literatura, Meio Ambiente e Música, em data a ser ainda fixada.
No ato da inscrição os interessados deverão apresentar um documento que comprove residência, efetiva militância cultural na Baixada há cinco anos ou mais e um Curriculum com a relação das suas atividades e da produção artística, cultural e referência explícita à área para a qual concorre.
As inscrições podem ser feitas nos seguintes locais: PINBA/UERJ (Rua Gal Manoel Rabelo s/n – Vila São Luiz – Duque de Caxias – Tel 2671-7202); IPAHB (Av. Automóvel Clube, 206 – Centro – São João de Meriti – Tel 2755-5603) ou Instituto Histórico da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias (Rua Paulo Lins, 41 – Centro – Duque de Caxias). www.forumculturaldabaixada.org.br (Fórum Cultural Baixada)

Plantio da Monocultura do Eucalipto no Rio
Por solicitação de diversas entidades da sociedade civil, preocupadas com o projeto de lei nº. 383/2007 do governo do Estado, que permite a expansão do plantio da monocultura do eucalipto no Rio de Janeiro foi realizada no último dia 16 de maio, audiência pública na Assembléia Legislativa (ALERJ).
O projeto de lei nº. 383/2007 do governador Sérgio Cabral altera a Lei Estadual 4063/2003, de autoria do atual secretário de meio ambiente Carlos Minc (PT), que fazia sérias restrições ao plantio predatório de monoculturas no Estado. O projeto do Governador substitui o zoneamento estadual por um zoneamento regional, modificando a contrapartida única que hoje obriga empreendimentos de monoculturas a plantar o equivalente a 30% da área cultivada com mata nativa para cerca de 15%.
As entidades do movimento social e ambiental são contra a mudança na legislação. Alertam que a alteração permitiria o plantio da monocultura de eucalipto no Estado, ameaçando o meio-ambiente e a sobrevivência de pequenos agricultores, transformando, ao longo dos anos, as áreas plantadas em desertos verdes em função das características predatórias do plantio do eucalipto em larga escala.
Tendo em vista que a proposta do governador Sérgio Cabral Filho encontra-se em tramitação na ALERJ, com pedido de votação em Regime de Urgência, solicitamos o apoio, a solidariedade e a mobilização de toda população no sentido de impedir a alteração da Lei Estadual 4063/2003. (Sérgio Ricardo)

Fórum Reage Baixada
As reuniões da Executiva do Fórum Reage Baixada continuam acontecendo às quintas-feiras, a partir das 9hs, no Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu - Rua Dom Adriano Mandarino Hipólito 8 – Moquetá (ao Lado do SESC) - Nova Iguaçu. Mais informações: 21 2768 3822 ou 9779 7447 - reagebaixada@comcusa.org.br (Adriano Dias)

Paradas GLBT no Estado
A parada GLBT em Copacabana foi realmente adiada para setembro, mas haverá também paradas em todo estado. A 4º Parada de Nova Iguaçu esta confirmada para dia 24 de junho na Via Light, a partir das 13h, com shows de vários artistas e abertura com a Bateria da Beija-Flor. (Grupo 28 de Junho)
Demais datas confirmadas:
17/06 - III Parada de Niterói.
08/07 - II Parada de Caxias.
08/09 - III Parada de Cabo Frio.

Núcleo de Atenção à Violência em Nova Iguaçu
O projeto oferece atendimento psicoterapêutico à crianças, adolescentes e autores de agressão envolvidos em situações de violência doméstica e risco social, além de capacitação continuada para os profissionais das redes de Saúde, Educação, Justiça e Assistência no trabalho de combate à violência. O NAV funciona na Rua José de Assis Ferreira, 227 – Centro – N. Iguaçu. Contato: 3773 5835 - nav@nav.org.br (Adriano Dias)

Companhia dos Griot´s
Durante todos os fins de semana de maio, está acontecendo no Centro Cultural Sylvio Monteiro em Nova Iguaçu, dois espetáculos que discutem contos e mitologia africana, são: CONTOS AFRICANOS (infantil - 16h), que conta a história de Anânci um velhinho que faz de tudo para conseguir o baú de histórias do Deus do Céu. E IGBADÚ (Adulto - 19h) que conta a história da criação do mundo sob o ponto de vista da cultura Nagô e aborda a humanidade e divindade dos mitos africanos. Mais informações: ivanmachado@pop.com.br (Ivan Machado)

Debate sobre “Redução da Maioridade Penal”
O Sindicato dos Servidores do Judiciário Estadual do Rio de Janeiro realizará debate sobre ”Redução da Maioridade Penal” no seu auditório (Travessa do Paço, 23/13º andar – Praça XV). No dia 28 de maio, às 18h30.
O tema, importante por si só, ganha destaque com a sua recém aprovação na Comissão de Justiça do Senado Federal. Os debatedores são: Siro Darlan (desembargador do TJRJ), Marcelo Freixo (deputado estadual do PSOL) e Márcia Jacinta, integrante da Rede Contra a Violência nas Comunidades. Informações: 3528 1217. (Sind-Justiça)

Não a “Emenda 3”
A “Emenda 3” proíbe que os auditores fiscais tenham o poder para desfazer pessoas jurídicas (prestadores de serviços) quando for constatado que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa é, na verdade, uma relação trabalhista.
Pelo texto aprovado no Congresso Nacional, apenas a Justiça do Trabalho teria esse poder. Esta emenda foi incluída por parlamentares e vetada pelo presidente Lula no mês passado. Caso seja aprovada, os trabalhadores poderão ser contratados como prestadores de serviços - pessoa jurídica - e não como funcionários - pessoa física. As pessoas jurídicas não tem nenhum direito trabalhista!!! Em outras palavras, poderá ser o fim do seguro desemprego, 13 salário, fundo de garantia, férias. No entanto, a função dos AUDITORES FISCAIS é justamente regulamentar essa relação e forçar a empresa a assinar a sua carteira. Sem a mediação dos auditores fiscais, o trabalhador que tiver seus direitos violados terá muita dificuldade para poder recorrer junto à Justiça do Trabalho. (Adriano Dias)

Disque Mulher
O CIAM oferece um serviço de informação e orientação pelo telefone, que funciona em horário comercial – 2299-2121.

 

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MovimentAção

7º Encontrão Enraizados
Conhecidos por trabalhar a cultura Hip Hop os ENRAIZADOS é uma organização de base que tem como objetivo principal identificar, capacitar e orientar artistas e militantes para o ativismo cultural.
Este encontro começou com o objetivo de reunir os alunos de suas oficinas sócio-culturais com os artistas e militantes do Enraizados em Agosto de 2005, misturando tendências do Hip Hop Nacional com outras culturas musicais presentes na comunidade, como o pagode e o samba. Hoje o encontro é a ponte do intercâmbio entre grupos de Hip Hop de 16 Estados brasileiros. O tema desta edição será “A Comunidade” e terá apresentações dos grupos Plante Adube e Raggae, Samba em Cima da Hora e diretamente do Maranhão, Nêgoka’apor, lançando o seu CD. O Rap fica por conta do coordenador Dudu de Morro Agudo, e dos grupos Fator Baixada e Ultimato à Salvação que convidam: Kapella, Poder Consciente, Crime Verbal (Minas Gerais), Poetas da BF, DJ Soneca e as crews de b’boys: Estilo de Rua (Rio das Ostras) e Elemento Surpresa (Belford Roxo).
Acontece dia 9 de Junho a partir das 20hs, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, na Rua Ângela Gregório (Rua da Sobel), em frente a Praça de Morro Agudo. - www.enraizados.com.br - enraizados@enraizados.com.br Tel.: 21 3064-4517 (Giordana Moreira)

Sarau Itinerante
Idealizado pela poeta e artista plástica Barbarella Jovanholi, o projeto iniciou-se com o nome de “Sarau Contemporâneo”, em 2004, no Espaço Correa Lima , no Catete. A intenção era estabelecer conexão entre as mais variadas manifestações artísticas, tendo como eixo central a poesia. O sarau começou a tornar-se itinerante em 2005, quando Barbarella Jovanholi foi convidada para ser responsável pela difusão poética no “Ousadia Cultural”, na Barrada Tijuca em 2006, e em 2007 no “Novos Uivos” em Nova Iguaçu.
Em 2007 o Sarau Itinerante vai executar seu primeiro ciclo pelo centro do Rio, que vai de maio a julho, apresentando poetas, atores, compositores, dançarinas, intérpretes e afins. O próximo evento será no dia 25 de maio - sexta-feira - às 20h no CSC Lima Barreto, na Lapa.
- 25 de maio (sexta-feira) às 20h no CSC Lima Barreto, Lapa
- 16 de junho (sábado) às 20h na Baratos do Ribeiro – Copacabana
- 15 de julho (domingo) às 18h na Gafieira Elite – Centro.
Informações: novosuivos@hotmail.com
(Carlitos – Novos Uivos)

Aventureiros de Nova Iguaçu
O grupo Aventureiros surgiu da idéia de um jovem morador da cidade de Nova Iguaçu, Vitor Vianna, amante dos esportes de aventura, que percebendo a falta de opções nesta área na Baixada criou a comunidade “Aventureiros - Nova Iguaçu” no Orkut. A partir dessa comunidade começaram a ser realizadas as aventuras pela cidade. A turma dos esportes de aventura de NI começou a se unir, pessoas que já praticavam esse tipo de esporte ou até mesmo àquelas que nunca praticaram por falta de oportunidade e desconhecimento de locais na cidade.
A primeira aventura do grupo reuniu apenas 8 pessoas. Em seu 4º Encontro as estudantes de Turismo Renata Costard e Annelise Oliveira, da faculdade Estácio, de Nova Iguaçu, realizando uma pesquisa sobre Turismo de Aventura na cidade, aliaram-se ao projeto, unindo então a Educação Física ao Turismo, resultando o Turismo de Aventura. E criando assim, a Equipe Aventureiros. A partir desta união o grupo passou a contar com o apoio da faculdade Estácio de Sá, apresentando Palestras sobre Turismo de Aventura em Nova Iguaçu, em diversos campus.
O sucesso desta parceria foi tão imediato, que o número de participantes nos Encontros foi aumentando cada vez mais, prova disso foi a Maratona de Reflorestamento, do dia 24/03/07, no Morro do Cruzeiro. Um Evento realizado em parceria com a Prefeitura da Cidade, onde 200 voluntários plantaram 10 mil árvores nativas da Mata Atlântica, um recorde mundial.
Hoje a comunidade no Orkut está chegando na marca de 1.300 integrantes, e o site já registra mais de 45.000 acessos. E no mês abril de 2007 registrou mais de 6.000 visitas.
Para cada participante é pedida a colaboração em cada aventura de 2kg de alimentos não perecíveis, em troca de um Kit (camisa + garrafinha). Os alimentos arrecadados são direcionados sempre à Instituições de Caridades.
Atualmente o grupo é responsável pela criação dos projetos: “Mantenha-se vivo: Preserve a Natureza” - voltado para a questão do meio ambiente; e, “1 Dia de Aventura” - atendendo escolas, empresas, clubes, academias e grupos de terceira idade.

Para comemorar a semana do Meio Ambiente
Para comemorar a semana do Meio Ambiente, mais de 200 voluntários irão se reunir em um único propósito: revitalizar um dos pontos turísticos da cidade de Nova Iguaçu, recolhendo todo o lixo do local. O evento ecológico, promovido pelo grupo “Aventureiros – Nova Iguaçu” acontecerá dia 03 de junho (domingo) na Serra do Vulcão.
Para que cada pessoa possa participar serão exigidos 1kg de feijão e 1kg de arroz (os alimentos serão vendidos a R$ 1,00 cada, no local do Evento pelo mercado Casal de Ouro), que serão destinados a Instituições de caridade.
Este evento terá o apoio da Prefeitura de Nova Iguaçu que dentre outros recursos, disponibilizará ambulância e carros de apoio.
Considerada a única mobilização do gênero já realizada em Nova Iguaçu, a iniciativa irá contribuir para o Programa de Conservação da Serra de Madureira. As inscrições de todos os participantes serão feitas pela página: www.aventureirosni.tur.br (Adriano Dias)

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Fazendo Arte

Lanna Rodrigues
Lanna Rodrigues, ou Lanna, como é mais conhecida é “Mais uma voz feminina que brilha na MPB”, conforme crítica do Jornal O Globo. Em seu repertório 90% autoral, LANNA não deixa de lado alguns clássicos atuais da MPB/POP, com uma sonoridade bem para cima e bastante inusitada, mostra diferentes estilos musicais ao som dos instrumentos acústicos e eletrônicos contagiando o público por onde se apresenta.
Depois de apresentar seu show “Mascas do Passado” em várias casas do Rio de Janeiro, sempre com plena lotação. Lanna se apresentou diversas vezes nos estados de São Paulo e Belo Horizonte, e vem colecionando uma legião de fãs por onde passa. O seu talento é tamanho que já conquistou vários prêmios e foi convidada pela banda “Paralamas do Sucesso” para fazer a abertura de um de seus shows em São João de Meriti, em 2006. Além deste, recentemente abriu o show do cantor e compositor “Vander Lee” na Lona Cultural de Vista Alegre. www.lannarodrigues.com.br (Adriano Dias)

Coro Arte Canora
Formado em abril de 2004 como parte da disciplina prática do curso básico em canto da escola de Música da prefeitura de São João de Meriti. Devido à necessidade da escola passou integrar, também, o quadro da grade curricular das disciplinas teóricas, como ampla experiência em prática de conjunto.
Atualmente sob a regência de Flavio Guimarães o coro tem preparado um repertório abrangendo diversos gêneros musicais, oferecendo ao público um espetáculo que vai do erudito ao popular, passando pelas mais diversas canções folclóricas, sacras, clássicos da música contemporânea; bem como a graça da Renascença e das canções nacionais.
O coro tem se apresentado em diversos eventos e espaços culturais no estado; dentre os quais se destacam: Shopping Grande Rio – Armazém Cultural do Dia da Baixada; Sesc São Gonçalo; Complexo Cultural Jaime Kenedy; Centro Cultural Meritiense; Fórum da Infância e Juventude; Encontro de coros na Igreja N. S.da Glória; Sesc Madureira; Sesc São João de Meriti; Sesc Nova Iguaçú; Museu da Cidade -Projeto Música no Museu; Cine Odeon e Ponto Cine – lançamento do Filme Cafundó.
Hoje o coro vem apresentando um repertório voltado para a cultura afro que se denomina Projeto Odara.
Odara é um projeto que vem revelar um pouco de como a música africana se diferencia de uma nação para a outra e sua influência no mundo ocidental através da fusão multirracial, onde os rataplans africanos aliados às melodias européias dão forma à música nova, como: a salsa, rumba, samba, lundu, blues, gospel, jazz e etc.
Através deste projeto o coro Arte Canora vem resgatar um pouco do que os ologbo (narradores), os arokin (historiadores) e os akpalo (trovadores) fazem na África. Seguindo os princípios iniciáticos, nos quais as tradições só podiam ser passadas dos lábios dos mestres, revelando as histórias, fatos populares, parábolas de sentido filosófico e moral, os principais seres míticos e fantásticos; de uma tribo para a outra, de uma região à outra. Informações: www.flogao.com.br/artecanora Contato: 2756-7946 / 9676-2153 (Mary Jane)

 

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Estante

Lê Almeida (CD - Transfusão Noise)
Compositor e multi-instrumentista, o rapaz toca em várias bandas ao mesmo tempo, sendo baterista do “tratamento experimental” e guitarrista e vocalista das bandas “tape rec”, “the fashion our club” e “uma nova orquídea em meu jardim alucinógeno”. Ao chegar em casa, em vez de descansar a cabeça ele foi para seu estúdio, quarto, e sentando na frente do pc, compôs, tocou todos os instrumentos, gravou, produziu e distribui pela Internet seu compacto “Fique bem com dropes de halls”. O álbum que contém três canções é melodioso, tem balanço, é singelo e hipnótico. Uma boa pedida para aqueles que passaram pelo indie dos anos 90 e apreciam o século XXI - transfusaonoiserecords@bol.com.br (Carlitos – Novos Uivos)

Supercordas (CD - Trombador Discos)
O Supercordas é formado por quatro seres que foram congelados nos anos 60 e libertos no fim do século XX. Seus nomes: Bonifrate, Valentino, Giraknob e Wakaplot. Em 2003 gravaram seu primeiro álbum, “A pior das alegrias” (Midsummer records) e em 2005 distribuem o Ep “Satélites no Bar” gratuitamente pela Internet.
O último álbum lançado “Seres verdes ao redor: música para samambaias, animais rastejantes e anfíbios marcianos” foi gravado nos estúdios da Trama, por conseqüência da premiação do concurso “No Capricho”, promovido pela Trama Virtual e revista Capricho.
Sonoricamente e esteticamente, o grupo nos remete a um reino mágico onde podemos interagir com duendes, fadas, salamandras, luzes e afins. A bebida ideal para acompanhar audição do álbum seria um chá quentinho, assim poderíamos todos cantar juntos os versos da canção Ruradelica: “Com seres verdes ao redor eu já me sinto bem melhor / São verdes vivas vozes do jardim sussurrando odores de jasmim / esperando nós dizermos sim”. www.supercordas.com (Carlitos – Novos Uivos)


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Expediente:

Este informativo é um projeto da ComCausa

Organização Não-Governamental da Sociedade Civil - CNPJ 05.857.379 / 0001-74

Programação visual e diagramação: Adriano Dias (ComCausa) Tiragem: 10 mil

Periodicidade: Mensal - Ano X - Edição número: 23 - maio de 2007

Conselho editorial: Adriano Dias - Giordana Moreira - Lene de Oliveira - Don Negrone

Fotos: Alziro Xavier e ComCausa.

Colaboradoraram nesta edição: Leilah Landim, Ewerson Claudio e Paulo Mainhard.

A realização desta edição do projeto de nosso jornal só foi possível com o trabalho voluntário e contribuição financeira de vários colaboradores da ComCausa. Fica aqui um agradecimento especial para estes.

As opiniões emitidas são de responsabilidade de seus autores.

Todos os textos aqui contidos podem ser reproduzidos, desde que seja citado(a) o(a) autor(a) e a fonte.

 

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