Jornal ComCausa 27

 

 

 

ComCausa - Jornal 24Dezembro de 2007

 

> Entrevista André Batista

> Dia dos Direitos Humanos 2007

> Quatro anos da “Chacina da Via Show”

> Chacina da Baixada

> Centro Cultural Iguaçu Arte Capoeira

> 6º Encontro de Fé e Política

> Jornada reflete a Cultura na Baixada Fluminense

> Artigo: A política do Hip Hop pelo Mundo

> Artigo: A quem interessa a visão equivocada e limitada dos direitos humanos?

 

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Editorial Notas & Reflexões Fazendo Arte

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Editorial do Dia dos Direitos Humanos 2007

> Por Adriano Dias

Quando em janeiro de 2007 a ComCausa se reformulou e decidiu trabalhar a questão dos direitos humanos – em seu sentido amplo – na região da Baixada, logo, a pauta sobre violência estava presente, mas nós não sabíamos a profundidade que nos envolveríamos na questão.

Até então a cultura sempre foi ponto de partida para as pessoas que compunham a ComCausa discutirem e agirem sobre os problemas da sociedade. Desde o próprio “jornal Alternativo” (depois “ComCausa”) - surgido de um Zine da década de 80 - até a primeira “mostra de Cultura Hip Hop da Baixada”; o “Baixada na Pista”, parceria com o SESC de Nova Iguaçu que durou três anos; o “Rio Hip Hop Contemporâneo”, entre outros.

Procuramos produzir cultura - com o apoio de artistas e produtores - a partir da perspectiva da juventude, como um instrumento de exigibilidade ao direito à cultura que valoriza a vida e busca um novo projeto de sociedade. Logo, nosso entendimento é que não basta somente produzir - tem que discutir -, e já está provado que esta fórmula dá certo.

O maior exemplo foi o projeto “Música Rap” que a ComCausa realizou em 2005 no Espaço Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu. Foi uma apresentação de BNegão com vários artistas locais, mas antes dos shows todos se reuniram para debater. O evento foi recorde de público no local - tinha o dobro de pessoas do lado de fora – foi necessário o próprio BNegão ir à frente do espaço para justificar a lotação e a prefeitura de Nova Iguaçu se comprometer a viabilizar uma segunda edição (o que até hoje não aconteceu).

Entretanto, no decorrer desse ano, fomos cada vez mais envolvidos com a discussão sobre a violência, principalmente pela nossa entrada na comissão executiva do Fórum Reage Baixada. Além disso, é muito difícil fecharmos os olhos ou virar o rosto para algo que infelizmente é constante em nossa região. A proximidade com vítimas, amigos e parentes de vítimas, foi nos mostrando que o assunto era quase tabu para a maioria das pessoas que preferem não discuti-lo.

Também percebemos outra violência que a Baixada é objeto: a invisibilidade. Tanto das questões positivas desta região - que valorizam a cidadania, a auto-estima - quanto dos casos de violência que costumam levar à impunidade e repetição das tragédias.

Como é um tiro na Baixada?
Essa lógica perversa reproduz-se a um nível absurdo. Em março de 2007 cinco jovens foram fuzilados em um CIEP no bairro Miguel Couto (Nova Iguaçu). No dia seguinte, uma menina foi vítima de uma bala perdida no Morro dos Macacos (Vila Isabel). Por este episódio ouviu-se na imprensa que “a sociedade não agüenta mais...”. Entretanto, aos mortos da Baixada, nenhuma palavra. Partimos do princípio que uma vida não vale mais que outra. Então não “entendemos” como a indignação quanto à chacina destes jovens não provocou as mesmas reações.
 
Não mudaremos o quadro da violência enquanto não discutirmos alternativas para se chegar a soluções REAIS
Celebrações, documentos e manifestos são importantes, mas não são suficientes para mudar a conjuntura. Muito menos devemos trilhar o caminho do puro denuncismo sem desdobramentos práticos.
Em todas as áreas a prevenção é sempre mais barato do que a correção. Sabemos que um aluno na escola custa menos do que uma pessoa em situação de cárcere. Um medicamento para hipertensão é mais barato do que uma diária de UTI para um paciente com derrame. Além da saúde e da educação, podemos citar também as áreas de habitação, da reforma agrária e uma política econômica que gere emprego e renda para os menos favorecidos.
Só conseguiremos reduzir verdadeiramente os níveis de letalidade quando políticas sistêmicas de prevenção forem aplicadas, principalmente com os mais jovens em situações de risco. Esta é uma das principais finalidades da ComCausa: Por um lado atuar na prevenção através dos instrumentos que forem viáveis, entre eles a cultura; programas de auto-reconhecimento e de valorização individual e coletiva. Por outro lado, estabelecer relações com as instituições que trabalham com a segurança pública na ponta para começar a construir novas formas para a diminuição da violência. Principalmente dos crimes letais.

Mudanças COM as polícias
É preciso ter a coragem para debater outro elemento importante: acabar com o antagonismo entre a sociedade e as polícias. Identificar dentro das instituições aqueles que, como policiais, também querem outra polícia. Acreditamos que estabelecer esta nova relação é fundamental para a mudança. Ver quais são os temas que concordamos mutuamente e tentar mudar. Agora, quanto ao policial brutal e corrupto, para ele toda a força da lei.
É preciso também ter a coragem de mandar para a cadeia quem rege e mais se beneficia das engrenagens corruptas. Valorizar muito os bons e punir exemplarmente quem se desvia dos princípios constitucionais e republicanos das polícias é a saída para toda a sociedade. Sabendo que esta mudança vai ser demorada, difícil, com muitos obstáculos, mas o quanto mais tarde começarmos, mais vai retardar a obtenção de resultados.

 
O que mais mata na Baixada, depois da falta de saneamento, é o ócio

A política de “zona de exclusão” que quase quatro milhões de habitantes tem sido vítimas nas mãos de políticos corruptos e omissos são os fatores que mais levam à morte. Não somente aquela da bala assassina, mas a morte em vida, da falta de perspectivas, de saídas.
Logo, atuar no monitoramento da execução das políticas públicas de qualidade, e acompanhar a atuação dos poderes públicos executivo e legislativo - que em tese teriam a função de fazer este monitoramento - torna-se uma das mais eficazes formas de garantir a vida.

Consciência e organização continuam sendo a saída
Mas deve-se destacar que existe caldo de cultura para mudar o quadro de violência na região. A Baixada sempre foi celeiro de um infinito número de movimentos sociais que sempre lutaram para consolidar seus direitos. Existe hoje uma efervescência de ações culturais, novas e autênticas formas de organização, muitas feitas por iniciativa dos próprios jovens que, através de expressões como teatro, cineclubes, malabares, hip hop e rock, às vezes são mais atuantes e dinâmicos que alguns movimentos mais tradicionais.
Tem muito jovem botando o som na rua e produzindo mais cultura em sua comunidade do que o poder público. Ações autênticas e autônomas como estas podem mudar algumas vidas e perspectivas se forem potencializadas. Porém, muitos destes jovens sequer se entendem enquanto movimento social autônomo, pois não são reconhecidos pelos mais tradicionais, ou sofrem uma tentativa de encurralamento promovido por aqueles que acreditam que o quanto pior, melhor. Parece mais vantajoso para alguns governos e movimentos tentar mantê-los reféns de políticas assistencialistas e reproduzindo o discurso de vítimas.

Reação através da cultura
É uma forma de reação política através da cultura que afirma que existe muito mais na Baixada Fluminense do que a grande mídia faz crer. Vai para muito além das expressões culturais provocadas pelas oficinas dos projetos, pois são diversas formas de expressões espontâneas.
Para realmente mudar, as diferentes formas de expressões culturais não podem ser reduzidas à meras atividades de superação do ócio. Somente isto não vai reduzir significativamente violência alguma. Senão, já teríamos percebido isto nas favelas do Rio onde há algum tempo são executadas ações desse tipo. O principal está no potencial de transformação, de romper com o “teto” invisível que é imposto por uma sociedade voltada para o lucro e o individualismo.

 

Núcleo de Amigos e Familiares de Vítimas de Violência

> Por Luciene Silva

Em 2005, juntamente com outras mães, pais, parentes e amigos, após a chacina da Baixada, criamos um grupo para lutar por justiça, não somente por nossos filhos, mas para todos. Surgiu assim a AFAVIV – Amigos e Familiares de Vítimas de Violência. Neste quase três anos, outros se juntaram a nós.
Conseguimos muita experiência na luta, mas não conseguimos nos manter sozinhas neste caminho, pelas dificuldades, às vezes pelo medo, pela desesperança...
No Fórum Reage Baixada conhecemos as pessoas da ComCausa, que, desde o nosso primeiro contato se dispuseram a lutar pelas mesmas causas que nós. Assim, em novembro passado decidimos unir forças. E agora estamos agora fazendo parte da ComCausa, em um núcleo que manterá sua independência.

“Não queremos o reconhecimento de nossa dor, mas,
o respeito e reconhecimento de nossa força,
nossa luta.”

Nossa luta é pela valorização da vida para todos e todas, para que tragédias como as nossas não se repitam e que nossa perda não seja em vão.
Estamos unidos na afirmação dos diretos humanos não só para aqueles que partiram, mas, para a construção de uma sociedade com mais cultura, educação, saúde, emprego, segurança – políticas públicas de qualidade, que valorizem o ser humano, pois esta é a forma mais eficaz de combate à violência.

Alguns casos que o núcleo AFAVIV passará a acompanhar em nossa página - www.comcausa.org.br/afaviv: Túlio e Thais; Ítalo Lopes; Chacina da Baixada; caso Rio Sampa e Via Show.

Os atos da AFAVIV – ComCausa estão sendo viabilizados com a contribuição de: Ismael Lopes – Chico Alencar – Eleomar Coelho – Alan Brons - Membros da SEMUVV (Secretaria de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu) - Federação dos Bancários RJ/ES e SINDISPREV/RJ.

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Centro Cultural Iguaçu Arte Capoeira

> Por Adriano Dias

Fundado em 09 de dezembro de 2006 por Jorge de Souza - Mestre Keto, membro da ComCausa - o CCIAC tem a finalidade de promover o ensino da arte capoeira como expressão cultural, de reconhecimento, mesclando respeito e defesa do meio ambiente.
Com aproximadamente 1600 participantes - entre crianças, jovens e adultos - espalhados pela Baixada , o grupo conta com 16 graduados que atuam como voluntários em vários projetos. Em sua sede, no bairro Carmari, em Nova Iguaçu, cerca de 300 crianças têm aulas de capoeira, dança afro, maculelê, jongo, puxada de rede e samba de roda.
A sede do Centro Cultural Iguaçu Arte Capoeira fica no bairro Carmari, em Nova Iguaçu (R Democracia, nº 226) e as aulas acontecem as terças e quintas para as crianças de 18hs às 19h30 e de 20hs às 22hs para os adultos.
Nas quartas e sextas acontecem as aulas do “Projeto Segundo Tempo” de 18hs até 19h30, e aos sábados na parte da manhã a aula é direcionada para a criançada.
Toda última quinta feira do mês é realizada uma Roda de Capoeira na Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu a partir das 19 horas.

Mais informações no telefone 3102 1495 e no endereço: www.comcausa.org.br/keto

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6º Encontro de Fé e Política

> Por Adriano Dias

Aproximadamente cinco mil pessoas ligadas a diversos movimentos, partidos e demais entidades de todo o país partilharam experiências e discutiram diversas questões no 6º Encontro Nacional de Fé e Política que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro na Baixada Fluminense.
O tema deste ano foi “Pelos Caminhos da América Latina, uma nova terra”, que provocou a reflexão sobre o papel fundamental da região na construção de alternativas ecológicas, culturais, humanas e econômicas mundiais.
O local central das atividades foi o SESC de Nova Iguaçu, mas aconteceram 27 conferências e debates em 8 municípios da Baixada.
A abertura foi feita pelo bispo da Diocese de Nova Iguaçu, Dom Luciano Bergamin - na manhã de sábado (10) - que lembrou a importância da Igreja Católica da Baixada na defesa dos direitos humanos, mesmo nos mais duros anos da ditadura.
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ressaltou o orgulho de sediar o encontro: “Por toda a história de resistência da Igreja Católica na Baixada Fluminense e por figuras lendárias de Nova Iguaçu em especial, o saudoso arcebispo Dom Adriano Hipólito e o decano de nossa Diocese, o padre Agostinho Pretto”. Afirmou ainda a importância do apoio da Igreja Católica em momentos difíceis da sociedade: “quando houve a chacina onde morreram 29 pessoas, percorri de madrugada os locais e quem esteve do meu lado desde o primeiro momento ajudando a consolar as famílias, foi nosso bispo Dom Luciano”.
Após a palestra de abertura – com o mesmo tema do encontro - com a presença de Frei Betto e João Pedro Stédile, os participante se dirigiram para as plenárias que aconteceram em outros locais de Nova Iguaçu e nos municípios de Mesquita, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Queimados, Japeri e Belford Roxo.
Na manhã seguinte, novamente concentrado no SESC de Nova Iguaçu, os militantes participaram da palestra de Leonardo Boff. No início da tarde começou o retorno para seus Municípios e Estados de origem.

Entre os expositores, a certeza da necessidade de se “ampliar a participação popular”
Ao contrário dos encontros anteriores, perceberam-se poucas críticas e cobranças ao poder público até alguns elogios ao Governo. Porém, segundo alguns participantes, temendo vaias à mensagem de Lula o secretário da Presidência da República Gilberto Carvalho – que seria o único representante do Governo Federal preferiu não ler. Além disso, justificou sua presença como “membro da coordenação do movimento Fé e Política”.
Nas falas dos expositores o que se percebeu foi que a condução do país estaria no caminho certo e que existe a necessidade de restabelecer interlocução com os movimentos sociais, de – segundo Frei Betto - "aprimorar a democracia brasileira e torná-la participativa". Betto afirmou que reformas como a política e tributária não aconteceram por ausência dos próprios militantes sociais.
Em sua fala Frei Betto também destacou a necessidade de democratizar a comunicação, pois "o que ocorre no sistema de grandes veículos de comunicação no Brasil é que hoje não tem mais opção, é um pensamento único".
João Pedro Stédile, do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – também afirmou a necessidade de recuperar as formas de participação popular nas decisões políticas, principalmente no que se refere à reforma agrária.
Leonardo Boff – como Betto e Stédile - destacou também a necessidade dos governos escutarem a população. Em sua opinião está surgindo na América Latina "uma democracia com uma qualidade diferente, participativa, de cunho popular", fruto de “governos que vêm de grupos das bases, dos movimentos sociais, de resistências".
Leonardo Boff e Frei Betto elogiaram a política externa do governo. Boff ainda destacou que o bloco formado entre Brasil, Índia e África do Sul foi citado como forma de se impor aos demais Fóruns Mundiais Econômicos e afirmou que o fortalecimento do Mercosul impediu a aprovação da Alca.

Entre os participantes, outra opinião
Longe das mesas que adotaram um discurso mais leve em relação à condução política do país, a opinião de alguns participantes era outra. Muitos vindos de movimentos sociais de base, de vários pontos do Brasil. A falta de mudança significativa da conjuntura social do país se deve muito mais as práticas de corrupção nos governos que a conjuntura econômica internacional. Assim foi também com relação à fala de Frei Betto, que atribuiu aos movimentos sociais a não realização de reformas no país, e não a relação construída pelo governo com o Congresso, aonde é negociado a preço de ouro cada voto.

No final do encontro, diante de representantes de tantos movimentos e pensamentos diferentes, de lugares e realidades diferentes - independentes das decepções políticas - ficou novamente a esperança que ainda é possível construir uma outra sociedade, mais igual e solidária.

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Notas e Reflexões

Cine Guandu e Griot’s são Nota Dez
O Cine Guandu e a Cia de Jovens Griot’s receberam, no dia 05 de Novembro, no Teatro João Caetano, o Prêmio Cultura Nota 10 de 2007 como Iniciativas de destaque concedido pela Secretaria de Estado de Cultura e pela UNESCO.
Os Griot’s, de São João de Meriti, foram premiados pelo projeto “Lendo com olhos, boca, coração e pensamento”. Já o Cine Guandu - Cineclube de Japeri - vem se destacando em pouco mais de um ano, teve seus filmes incluídos no festival de Cinema do Rio e no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul
A 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul percorre oito capitais – entre elas o Rio de Janeiro - no período de 4 a 16 de dezembro de 2007.
Sob a curadoria do cineasta Giba Assis Brasil, foram selecionadas produções sul-americanas que trazem closes sobre os muitos temas contidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

TR lança livro “Acorda Hip-Hop”
Em um momento em que o Hip Hop avança por galerias de arte e esferas públicas de discussão, e seus elementos buscam sua consolidação na sociedade, chega a essencial contribuição do esperado “Acorda Hip-Hop”, do DJ e escritor TR. O Hip-Hop brasileiro esperou sete anos por este livro que faz uma radiografia do movimento cultural. Faz parte da coleção “Tramas Urbanas”, com a curadoria de Écio Sales, e foi lançado dia 28 de Novembro no SESC Flamengo.

Seminário “Dia Internacional dos Direitos Humanos”
O Seminário será realizado no dia 10 de dezembro na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro - ALERJ (Palácio Tiradentes - Praça XV) a partir de 9h30. No evento - organizado pelos mandatos de Chico, Marcelo, Eliomar e diversas entidades, serão debatidas: A luta pelos Direitos Humanos no capitalismo e As várias faces da luta pelos Direitos Humanos. Também serão homenageadas diversas organizações que, cotidianamente, defendem esses direitos.

Encontro de Galeras Mulheres Jovens e Prevenção
O “Encontro de Galeras” promovido pelo Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro tem como objetivo reunir grupos de jovens para pensar e discutir temas de interesses do dia-a-dia desta juventude. No dia 06 de dezembro, às 13 horas no CEDIM (Rua Camerindo 51, Centro - Rio de Janeiro), haverá um encontro em que o tema será “Mulheres Jovens e Prevenção”, lançamento do filme “Somos Mulheres Inteiras com Prazer” e bate papo com especialistas.
Ainda acontecerá apresentação das Meninas Hip Hop da Rocinha e Kakau Moraes. O último “Encontro de Galeras” do ano com os temas Cultura e Lazer, Violência, Educação e Trabalho. vai rolar na Baixada - dia 08 de dezembro - das 10h às 16 horas no CIEP General Ladário (Pereira Telles, 316 - R Mauá, São Bernardo - Belford Roxo)

Seminário de Cultura lança Livro
O livro Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2006 é o terceiro volume da coletânea das palestras do Seminário Permanente Políticas Públicas de Cultura do ano de 2007.
O Seminário é uma parceria UERJ, Fundação Casa de Rui Barbosa e COMCULTURA (Comissão de Gestores Públicos de Cultura do Rio de Janeiro) e funciona desde 2002. O objetivo é a formação, capacitação e reciclagem de profissionais ligados à área das políticas de cultura - sejam eles públicos ou privados. O Evento será dia 10 de dezembro no Palácio Capanema.

CAPSad Vanderlei Marins convida para confraternização Natalina
O Centro de Atenção Psicossocial para usuários de Álcool e outras Drogas (CAPSad) Vanderlei Marins é um serviço que oferece assistência diária, direcionando suas ações para a prevenção das conseqüências danosas à Saúde.
No dia 11 de dezembro, das 9hs às 16hs no Espaço Cultural Silvio Monteiro, será realizada a confraternização Natalina com exposição de cerâmicas e bordados, apresentação musical, exibição de vídeos e Coquetel.

2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul
A 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul percorre oito capitais – entre elas o Rio de Janeiro - no período de 4 a 16 de dezembro de 2007.
Sob a curadoria do cineasta Giba Assis Brasil, foram selecionadas produções sul-americanas que trazem closes sobre os muitos temas contidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. Saiba mais em www.sobretudo.org.br.

GEHNat leva CEDAE ao Ministério Público
O GEHNat – Grupo Ecológico Herdeiros da Natureza - que atua na preservação do meio ambiente através de atividades de conscientização. Verificou que o problema do abastecimento de água no bairro Caonze (Nova Iguaçu) já completa cerca de 50 anos sem solução. Assim, juntamente com as Associações de Moradores dos bairros de Santa Branca e Caonze entraram com denúncia no Ministério Público contra a CEDAE.

Roberto Lara “Invisível ao vivo”
Nos dias 6 e 7 de dezembro - quinta e sexta - será lançado o CD o “Homem Invisível”, de Roberto Lara, um retrato poético musical do cotidiano da Baixada, com texto de apresentação do antropólogo Hélio R. S. Silva.
Os shows acontecerão às 19hs no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (Getúlio Vargas 51 - ao lado da estação de trem de Nova Iguaçu).

Preparatório para Villa-Lobos, ENM e Uni-Rio
O músico Décio Cavaquinho está ministrando curso preparatório para Villa-Lobos, ENM e Uni-Rio na Escola de Música Comunitária de Comendador Soares (R João Leopoldo, 137 - Casa 3 - Comendador Soares - N. Iguaçu). As aulas são de cavaquinho, violão, teclado, percussão; musicalização; flauta doce (iniciação musical) teoria musical e harmonia funcional. Inf.: 3045 9035 / 9707-2464. E-mail:deciocavaquinho@yahoo.com.br

Concerto Natalino - Madrigal Nova Harmonia divulgou sua agenda de encerramento de ano. Todos os concertos terão entrada franca. Veja no portal www.sobretudo.org.br.

Seminário Nacional sobre Indicadores de Direitos Humanos - dia 5 de dezembro, 9hs no IBGE- Rio de Janeiro. Discução sobre o delineamento de uma Plataforma Institucional que desenvolverá e implementará um Sistema Nacional de Indicadores de Direitos Humanos.

 

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Fazendo Arte

Confronto - Banda da Baixada é ícone do Independente no mundo

A Baixada é berço dos pioneiros do Metalcore no Brasil. Formado por Cheuan e Felipe, de São João de Meriti; e Maximiliano, de Nova Iguaçu; que junto com Dudu de Petrópolis, o Confronto é uma referência para o estilo reconhecidos pela cena independente brasileira e internacional .
A Banda chamou atenção já com sua primeira demo em 1999 e o Cd de estréia - “A Insurreição” - promoveu sua primeira turnê internacional em 2003, um mês de shows na Europa. Logo tocaram na Argentina e no Chile, onde a Banda é considerada ícone do rock brasileiro. O CD “Causa Mortis”, gravado em 2005, foi aclamado pela mídia especializada. Produzido pelo ex-Solstício, Davi Beata, e com um compacto de diálogos do curta-metragem “Um Ano e Um Dia”, do Mate com Angu, a distribuição foi feita por seis selos diferentes no Brasil, Europa e Argentina. Sua segunda turnê pela Europa lhe rendeu cerca de 52 apresentações em 14 países, e no retorno emendando com Colômbia e Equador.
A Banda, que não é partidária de nenhum sistema político, faz referências ao socialismo, liberdade e revolução em seus discos. Compartilhando idéias de sistemas que busquem uma mudança na sociedade. Necessidade refletida em seu estilo de vida, todos os membros são straight edge’s, que são contra o consumo de carnes, testes em animais por corporações assassinas, drogas - lícitas e ilícitas - se tornando uma referência sXe no país e na América Latina.
De volta do festival Suck ‘n Summers - que aconteceu na Alemanha - o Confronto abriu para o Napalm Deafh no Circo Voador em outubro.
Com um total de 142 apresentações no exterior e somente duas em Nova Iguaçu, sendo a última em 2003, o Confronto é aclamado e respeitado lá fora muito além do que experimenta aqui no Brasil e, principalmente, na sua origem, a Baixada, que hoje carregam para os palcos do mundo.
Com seus CDs reprensados este ano - disponíveis no www.idealshop.com.br/confronto ou xconfrontox@hotmail.com - estão em estúdio gravando o que será lançado no próximo ano.

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Expediente:

Este informativo é um projeto da ComCausa

Organização Não-Governamental da Sociedade Civil - CNPJ 05.857.379 / 0001-74

Programação visual e diagramação: Adriano Dias (ComCausa) Tiragem: 20 mil

Periodicidade: Mensal - Ano X - Edição número: 27 - dezembro de 2007

Conselho editorial: Giordana Moreira, Lene de Oliveira, Don Negrone, Everson Claudio e Adriano Dias.

A realização desta edição do projeto de nosso jornal só foi possível com o trabalho voluntário e contribuição financeira de vários colaboradores da ComCausa. Fica aqui um agradecimento especial para estes.

As opiniões emitidas são de responsabilidade de seus autores.

Todos os textos aqui contidos podem ser reproduzidos, desde que seja citado(a) o(a) autor(a) e a fonte.

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