Jornal ComCausa 30

versão eletrônica

 

 
 
 
 

 
Faça parte dessa rede pela democratização da informação na Baixada Fluminense.
 
Clique para ver.
Março de 2008  

Capa Jornal ComCausa 30

 

Assuntos

> Editorial - Nossa voz
> Fórum Mundial de Educação
> O papel social da mulher e a transformação de mentalidades
> Educação: uma questão especial
> Mazé Mixo
 
> Entre Aspas
> Notas SobreTudo
Entrevista
Parceiros:
  > Fernando Acosta
 
Núcleo Arte & Pensamento
  > Grafiteiras tornaram-se promotoras populares
 
Clique para cver.
Núcleo amigos e familiares de vítimas da violência
  > 31 de março de 2005 - Não vamos esquecer
 
Artigos
  > A importância da pesquisa social para a comunidade  
  > O princípio da acolhida  
     
| Expediente| Ediηυes anteriores | Opine sobre esta edição | Versão para impressγo
 

_____________________________________________________________________________________^

 

Nossa voz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Faça parte dessa rede pela democratização da informação na Baixada Fluminense.

 

> Por Lene de Oliveira

A edição deste mês esta permeada pelo debate sobre a educação em seu sentido mais amplo e abrangente.

Não se trata de um ponto de vista – isto seria deveras limitado, mas sim, de tudo aquilo que se pode ver e fazer conexões de forma muito singular a partir do lugar social que cada cidadão ocupa. Do lugar do profissional da saúde, do ativista, pesquisador, professor, estudante, artista, dona-de-casa, mãe...

Na discussão da questão de gênero abordam-se ao menos dois tipos de educação: àquela formal, cuja ausência limitada cidadãos aos trabalhos precarizados, entre tantas outras coisas, como também, aquela educação que se faz no interior das relações sociais, responsável pela construção de valores.

O debate sobre a importância da pesquisa social revela a preocupação com a humanização da academia, com o rompimento com o etnocentrismo, com o olhar para o social a partir da janela escritório fechada – porque o ar condicionado está ligado - ou do google earth.

O respeito às diferenças e a construção do reconhecimento do outro como um cidadão de igual importância e direitos para o convívio harmonioso em sociedade estão fortemente presentes na entrevista com o psicólogo Fernando Acosta, como também, na matéria de Val Guimarães.

É exatamente o detalhe de parte de toda essa diversidade que é retratado pelo fotógrafo Mazé Mixo – que trabalha temáticas educacionais através da linguagem provocadora das imagens feitas por ele em sua região: a Baixada Fluminense.

Por fim, em todos os debates desta edição é transversal a evidência da importância de políticas públicas sistêmicas para dar conta das especificidades de segmentos populacionais. Esta parece ser também a preocupação do Fórum Social Mundial de Educação a ser realizado este mês em Nova Iguaçu.

 

______________________________________________________________________________________^

Educação cidadã para uma cidade educadora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Faça parte dessa rede pela democratização da informação na Baixada Fluminense.

 

 

> Por Ewerson Claudio

Segundo o Comitê Organizador, esta temática tem como objetivo envolver toda a sociedade no debate e na busca de soluções para uma educação de qualidade como direito universal.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

O Fórum Mundial de Educação na Baixada Fluminense terá como centralidade temática a Educação Cidadã, cuja marca é a busca da garantia dos direitos sociais para todos os seres humanos, por meio de projetos político-pedagógicos de caráter emancipatório nos diversos espaços educativos, formais, não formais e informais, objetivando-se a construção da Cidade Educadora.

Organizando-se sob os princípios e objetivos do Fórum Social Mundial, o FME deixou de ser evento para se constituir um movimento em torno de uma causa comum: a construção de uma plataforma mundial em favor do direito à educação. Nesse sentido, será, fundamentalmente, oportunidade e instrumento da reflexão intertranscultural sobre as teorias e as práticas desenvolvidas por seus participantes, visando à busca da superação das desigualdades e da exclusão social.

Veja ao lado os eixos temáticos:

1- Educação, cultura e diversidade

Um projeto de Cidade Educadora deve valorizar todos os espaços, tempos e atores, mobilizando pessoas e instituições a assumirem o compromisso de ensinar e de aprender, na perspectiva cidadã e emancipatória. As discussões levantadas por grupos distintos apontam para a necessidade de mudança da realidade sócio-econômica mundial. Como pensar uma educação que valorize a cooperação e a diversidade? Levar para a prática cotidiana, novas formas de pensamento e modos de ação, sem perder de vista valores humanos pautados por justiça e solidariedade, é essencial para que a pluralidade possa ser vivida de forma intensa e concreta, esvaziando assim, o espaço para a violência.

• Cultura e educação;

• Novas tecnologias de informação e educação;

• Redes de educação ambiental;

• Ensino, pesquisa e extensão universitária;

• Diversidade: religiões, etnias, sexualidade, gênero e pensamentos;

• Africanidade e Lei 10639/03;

• Esporte e educação;

• Práticas pedagógicas inovadoras/alternativas;

• Currículo para além do conteúdo formal;

• Avaliação escolar: instrumento de exclusão ou de emancipação?;

• Práticas de letramento;

• Transição da educação infantil para o ensino fundamental.

 

2 - Ética e Cidadania em Tempos de Exclusão

Uma Cidade Educadora deverá pautar a política pública a partir de princípios éticos e de cidadania, enfocando o combate à exclusão. Propoe-se a ampliação dos espaços de debate, visando a construção e o fortalecimento do sujeito deliberante, autônomo e participativo, sem perder de vista o contexto da coletividade. O pressuposto dessa discussão é contribuir para a construção de novos olhares, renovação de compromissos e reelaboração do projeto societário, em sintonia com a realidade da vida social, política e cultural, fortalecendo a luta por uma vida mais justa e humana.

• Educação e direitos humanos num contexto de violência;

• Educação para a cultura da paz e sustentabilidade;

• Universalização do ensino e educação como direito humano;

• Protagonismo infanto-juvenil;

• Trabalhadores e trabalhadoras da educação: práticas e identidade;

• Programas de formação: continuada e integrada;

• Gênero, saúde e valorização do magistério;

• Juventude e educação para cidadania;

• Concentração de renda e desigualdades sociais;

• Redes de proteção social.

 

2 - Ética e Cidadania em Tempos de Exclusão

Uma Cidade Educadora deverá pautar a política pública a partir de princípios éticos e de cidadania, enfocando o combate à exclusão. Propoe-se a ampliação dos espaços de debate, visando a construção e o fortalecimento do sujeito deliberante, autônomo e participativo, sem perder de vista o contexto da coletividade. O pressuposto dessa discussão é contribuir para a construção de novos olhares, renovação de compromissos e reelaboração do projeto societário, em sintonia com a realidade da vida social, política e cultural, fortalecendo a luta por uma vida mais justa e humana.

• Educação e direitos humanos num contexto de violência;

• Educação para a cultura da paz e sustentabilidade;

• Universalização do ensino e educação como direito humano;

• Protagonismo infanto-juvenil;

• Trabalhadores e trabalhadoras da educação: práticas e identidade;

• Programas de formação: continuada e integrada;

• Gênero, saúde e valorização do magistério;

• Juventude e educação para cidadania;

• Concentração de renda e desigualdades sociais;

• Redes de proteção social.

Veja mais em www.forummundialeducacao.org

Fotos: Divulgação.

______________________________________________________________________________________^

 

O papel social da mulher e a transformação de mentalidades

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Por Lene de Oliveira

A violência de gênero, mas especialmente, a violência doméstica atinge de forma indiscriminada mulheres de diferentes classes sociais. Mas, considerando as relações de gênero como uma construção cultural no interior das desigualdades da vida em sociedade...


... não é difícil perceber as razões pelas quais sua incidência é maior em camadas sociais mais desfavorecidas, seja da capital ou da região metropolitana.

Embora haja poucos estudos sobre essa temática, já é sabido que a violência de gênero caracteriza-se tanto pela dominação e opressão simbólica, como pelo confronto direto. Ela é resultante de um longo processo histórico de construção dos papéis dos homens e das mulheres. Deles se espera e se autoriza a virilidade e a autoridade – freqüentemente associada ao uso da força – “próprias do provedor da casa”. Delas, a passividade no cumprimento de suas “obrigações sexuais” e a dedicação às atividades domésticas.

Se atribuirmos à violência de gênero à diferenciação de papéis sociais e relações desiguais na sociedade, torna-se importante o destaque, também nos dias atuais, para a influência do fator econômico.

No município de Nova Iguaçu, segundo censo realizado em 2000, a renda per capita média era de R$237,50 e aproximadamente 1/4 da população estava abaixo da linha de pobreza (renda domiciliar per capita inferior a R$ 75,50). Se não há investimento massivo numa política de qualificação profissional e incentivo à criação de novos postos de trabalho – na iniciativa privada – não surpreende que em 2007, dos 858 mil habitantes, aproximadamente 510 mil (60%) não tivessem curso fundamental completo. Disso decorre também que 66% não tivessem rendimento ou recebessem até três salários-mínimos.

Assim, fica difícil trabalhar uma temática como a violência de gênero, que requer, sobretudo, um processo continuado – e porque não dizer, cotidiano – de transformação das mentalidades tanto daqueles que se julgam autorizados a ofender verbalmente ou até mesmo agredir física e sexualmente, como também, daquelas que a baixa-estima, entre outros tantos fatores, às condenam a subjugações e humilhações.

Em 2006, conforme dados do Instituto de Segurança Pública e do Observatório da Violência de Nova Iguaçu, as Delegacias de Polícia de Nova Iguaçu receberam notificações de 2.779 vítimas de lesão corporal dolosa, sendo 72,5% destas do sexo feminino; no que se refere às ameaças, foram notificados à polícia 2.595 vítimas, enquanto os crimes de atentado violento ao pudor (AVP) apresentaram 123 vítimas.

No que diz respeito à relação existente entre vítimas e autores 34,4% das mulheres vítimas eram companheiras dos autores, 15,3% dos autores eram ex-companheiro das vítimas e 11,7% dos autores não possuíam nenhuma relação com elas.

Os números ainda são tímidos. Se por um lado, anunciam o potencial da emancipação das mulheres a ser trabalhado, por outro, denunciam a sua fragilidade diante do julgamento moral. Aliás, contraditoriamente, é em nome da moral que costumamos ter conhecimento de muitos casos de violência e de sua banalização.

O fato é que a causa das mulheres, a necessidade de se garantir a possibilidade do exercício de seus direitos – a vida, a sociabilidade, a dignidade, a integridade física e psicológica, a atividade produtiva, as escolhas – tornou-se objeto da Lei 11.340/2006, a “Lei Maria da Penha”. Comentários de autoria da Dra. Ana Paula Sciammarella sobre os avanços trazidos por esta lei podem ser lidos na edição 23 deste jornal (disponível na página).

Mas, ainda há muito que fazer para que a lei seja cumprida integralmente. Entre essas ações está a recomendação da criação de espaços sócio-educativos para responsabilização e recuperação de homens agressores. Neste sentido, o município de Nova Iguaçu saiu na frente e está implantando o CERH - Centro de Educação e Responsabilização para Homens Autores de Violência de Gênero, numa parceria que envolve o Poder Judiciário, Varas da Infância e Juventude, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), organizações não-governamentais e serviços de saúde.

Entretanto, insisto que combater a violência de gênero requer afinamento e complementaridade das ações políticas de proteção social, por princípio, presentes em outras secretarias e coordenadorias.

Mulher - Núcleo de gênero

Mulher - Núcleo de gênero - A finalidade é estimular a auto-estima, a iniciativa e a consciência crítica da mulher sobre sua situação em nossa sociedade; discutir e promover ações capazes de mudar as relações desiguais entre homens e mulheres; debater e difundir direitos e políticas de proteção social para mulheres e superar o preconceito da sociedade.

Contato 55 21 30456642 - email mulher@comcausa.org.br

______________________________________________________________________________________^

 

Educação inclusiva: uma questão especial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Por Val Guimarães

Deixar que o indivíduo especial se inclua, traz grande insegurança, já que este mundo ainda não demonstra estar preparado para aceitar tais adaptações.

A proposta de transformar a Educação Especial em Educação Inclusiva, nos permite abrir os olhos para uma situação que não apenas liberta e oportuniza caminhos com também segrega, na medida em que deixa cair por terra a estruturação de anos de trabalho com vistas a formulação de políticas públicas claras para esse seguimento.

É mister atentar que os Indivíduos portadores de “necessidades especiais” precisam ser integrados na sociedade, mas a cautela é o primeiro passo para que não se cometa o erro de torná-los apenas objetos ou fontes de estudo com algum objetivo de engrandecimento alheio.
A inclusão, “aquela que abrange”, deve ser encarada como uma longa estrada a ser trilhada com toda responsabilidade, dependendo da patologia dessa clientela especial.
Está mesmo a sociedade preparada para isso? À que nível de preconceito vive ainda a Educação Regular? Negros, deficientes, os de baixa renda e tantos marginalizados estão sendo beneficiados
por tais mudanças?

Todo processo educativo necessita ser revisto, a partir do momento em que se encare a situação como meio de transformar um excluído em cidadão eficaz e capaz de ao menos conviver de forma socializada. Nesse caminho, a família, os profissionais comprometidos e o próprio indivíduo em questão, alimentam o desejo de transformar a sociedade em um ambiente igualitário. Mas, o receio talvez seja ainda a principal companhia, pois há dúvidas em relação ao que pode ser encontrado lá fora.

Deixar que o indivíduo especial se inclua, traz grande insegurança, já que este mundo ainda não demonstra estar preparado para aceitar tais adaptações. No universo especial somente cabe os que estão despidos do preconceito e munidos de amor, atenção e zelo.
Aceitar a deficiência é algo que vai muito além da própria situação física e mental, é renascer para a descoberta de uma possível vida cheia de obstáculos, mas com o despertar de uma força única, que possibilite encarar de frente as lições. Considerando que o portador de deficiência deve estar plenamente preparado para uma vida independente na sociedade, ele deve ser educado principalmente com espírito de paz, dignidade, tolerância, liberdade, igualdade e solidariedade.

Portanto, o conceito de inclusão só será satisfatoriamente compreendido quando também existirem novas formas de estruturar o processo de ensino/aprendizagem mais direcionado às necessidades dos alunos, fazendo com que os educadores entendam a necessidade de ir além dos limites aos quais o indivíduo se coloca, no sentido de levá-lo a alcançar o máximo da sua potencialidade.

Aceitando o desafio de encarar essa nova nomenclatura como instrumento de mudança e transformação, permanece ainda a esperança de se criar instituições totais, de atendimento múltiplo, onde tanto o indivíduo é coerentemente atendido, como o profissional que ali está se sinta preparado para realizar seu trabalho de maneira a atender à todos, com isso seria possível reduzir os processos de estigma e segregação, criando formas práticas ao sentido de inclusão, fazendo assim com que todos os que ali estejam, se sintam acolhidos com os princípios do respeito mútuo e do amor ao próximo.

______________________________________________________________________________________^

 

Mazé Mixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Por Adriano Dias

Mazé Mixo O interesse de Mazé Mixo pela fotografia foi despertado aos 17 anos,. Inicialmente tendo como grande inspiração e principal figura fotografada, a namorada. Aos poucos, os olhos do futuro artista foram percebendo cores, objetos, situações. Os anos passaram e a sensibilidade do fotógrafo ficou mais evidente nas imagens retidas pelas lentes que também aos poucos foram sendo substuídas.

Posteriormente Mazé foi contratado para trabalhar no jornal de Hoje - que tem circulação diária na Baixada Fluminense. Nesta oportunidade se deparou com o desafio de deixar a arte de lado para se dedicar ao fotojornalismo. Tarefa que procurou executar com profissionalismo e precisão.

Expôs pela primeira vez parte de sua obra à amigos e fãs em janeiro de 2007, realizando nova exposição no dia 1º deste ano no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu. Em ambas exposições o resultado foi uma enxurrada de críticas positivas.

Mazé cultiva uma legião de amigos e admiradores, tanto pela sua competência profissional, quanto pela sua iniciativa – autodidata. Provou que apesar das dificuldades impostas à maioria dos jovens da região, com dedicação, pode-se alcançar o reconhecimento tanto no trabalho artístico, quanto como profissional do fotojornalismo.

Um dos grandes ídolos de Mazé, o escritor José Saramago, diz:

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”.

Quem conhece as fotos do rapaz, cidadão da Baixada, entende que ele está seguindo o conselho do mestre à risca.

Clique na foto para ampliá-la.

Veja mais em www.mazemixo.com

Fotos: Maze Mixo.

______________________________________________________________________________________^

 

Entre Aspas

O olhar do indivíduo inserido na dinâmica da coletividade.


 

 

 

 

Esta seção registra citações, experiências, reflexões e opiniões das pessoas.

   

> Por Sueli Rutis
Para que a estratégia de saúde da família - que pretende cobrir todos os municípios do país - seja eficaz, é necessário também, que se pense em política salarial. Sabe-se que em 99,99% dos municípios os profissionais trabalham sob o regime de cooperativa - o que gera insatisfação e não vincula os profissionais que atuam neste setor.
Devido a esta insatisfação, mesmo estando capacitados, adaptados e conhecendo as famílias das comunidades que assistem, optam por vínculos mais estáveis. Quando se pretende fortalecer um modelo preventivo de atenção básica, é fundamental o envolvimento dos profissionais de saúde com vínculos dignos e estáveis.
- Sueli Rutis é médica.

^_________________________________________________________________________________________________________

 
> Por Sandra Regina
É extremamente incoerente a política instituída pelo Governo do Estado para a Educação... Enquanto um funcionário administrativo da rede estadual de ensino tem como vencimento mensal R$241,00 e o professor de nível superior R$ 540,00, o excelentíssimo senhor governador faz festa e recebe homenagens nas distribuições dos afamados lap-tops para os professores. Precisamos de lap-tops sim, mas não como um cala-boca, e sim como resultado de nosso trabalho. É simplesmente vergonhoso o mal uso do dinheiro público nesses governos... que fazem da educação pública material de marketing e propaganda pessoal.
- Sandra Regina é professora da rede estadual.

^_________________________________________________________________________________________________________

 

> Antônio Felipe Vieira
Reconheço um visceral desejo pelo consumo de cultura nas cidades da Baixada Fluminense, assim como uma considerável quantidade de artistas de linguagens e expressões distintas querendo um espaço para transmitir sua mensagem através da arte. Entretanto, vejo pouco acontecer por essas bandas. Além do escasso número de espaços próprios para a prática do consumo cultural, percebo uma postura extremamente paternalista da maioria das pessoas envolvidas com o fomento à cultura por aqui. É a postura paternalista de quem espera algo acontecer, de quem espera que as autoridades públicas, seja o prefeito ou secretário de cultura, façam algo pelo povo. Dessa maneira, sempre seremos povo, oprimidos, recolhidos à nossa “insignificância”, às condições precárias de vida, à nos calar diante de regras e preceitos impostos por aqueles que “mandam”. Devemos respirar. Tomar consciência do nosso lugar na sociedade, no estado, no país, no continente e no mundo. E a melhor maneira de fazê-lo, de aprender, e praticar a crítica, a conscientização, é através da prática e do consumo da arte.
Acredito que o que dá certo são as iniciativas. Todos têm vontade de ver algo acontecendo. Por que não nos articulamos, então, para fazermos nós mesmos o que queremos ver acontecer. Se acharmos que as autoridades ocupam o lugar de gerir uma porcentagem das nossas vidas, segundo as idéias da teoria do contrato social, então devemos nos organizamos para cobrar deles, já que os pusemos no poder. Se quisermos mais teatro, mais literatura, música, dança, exposições, mais projetos culturais, espaços para realizar e consumirmos a cultura, acho muito mais produtivo nos organizarmos para fazer e cobrarmos ao invés de esperarmos por quem não tem interesse de fazer.
- Antonio Felipe é estudante de produção cultural.

^_________________________________________________________________________________________________________

 

> Por Marizete Siqueira
Todo dia é dia da mulher... lutadoras, mães, trabalhadoras, que batalham dia após dia para alcançarem seu lugar ao sol, que formam a sociedade, mas que muitas vezes acabam sendo suas vítimas.
Em pleno século XXI foi necessário criar uma lei para protegê-las da violência. Maria da Penha se tornou o símbolo do respeito e proteção das mulheres.
Num país machista, ser mulher não é fácil. Há mulheres que ainda sofrem com a violência doméstica e com a violência praticada com seus filhos, que são suas verdadeiras riquezas. Em minha opinião, é o pior momento na vida de uma mulher... Entretanto, somos fortes, guerreiras e não desistimos facilmente da luta, nossas armas são a justiça e a verdade.
Nós já mudamos muitos conceitos e iremos continuar buscando nosso verdadeiro lugar na sociedade. Entretanto, muitas ainda serão mártires até conseguirmos que sejamos respeitadas e entendidas.
Dizem que somos o sexo frágil, no entanto, geramos, criamos e damos ao mundo a continuidade da espécie. Tentaram por séculos nos fazer submissas, mas hoje rompemos barreiras, preconceitos e provamos que somos fortes e não fugimos aos nossos ideais.
Nós merecemos um dia especial, para ser lembrado o papel da mulher na evolução da sociedade, mas esse deve ser estendido por todo o ano, por toda a vida, afinal, todo dia é dia de lembrar a importância da mulher.
Parabéns Anas, Giordanas, Lenes, Lucienes, Marizetes, Graças, Amélias, Jaciras, Joanas, Marias da Penha... e viva a mulher.
Marizete Rangel é militante dos direitos humanos.

^_________________________________________________________________________________________________________

 
 

> Por Luan Alves
Quero propor à prefeitura de Nova Iguaçu que, quando fizer alguma intervenção no trânsito, escolha a parte da manhã para fazê-la, para que o trânsito não fique caótico. Será que é difícil fazer essas intervenções durante a madrugada quando o trânsito está mais calmo?
- Luan Alves é estudante.

^_________________________________________________________________________________________________________ 

 
 Leia outros depoimentos em www.comcausa.org.br/entreaspas

Se você quer compartilhar seu relato, fique à vontade para nos mandar texto e foto pelo endereço eletrônico contato@comcausa.org.br

______________________________________________________________________________________^

 

Notas Sobretudo

 

 

 

 

Rádios Comunitárias: uma nova comunicação

> Por Lene de Oliveira
Ocorrerá no dia 11 de abril, das 9 às 17 horas, o seminário “Rádios Comunitárias: uma nova comunicação, um novo Brasil! - lei 9.612 – 10 anos: um balanço, uma reflexão, novos caminhos!”
A finalidade é contribuir para o entendimento do Artigo 20 da Lei 9.612 de 19 de fevereiro de 1998, no que se refere ao desenvolvimento das emissoras comunitárias.
Estarão presentes várias entidades, além do secretário de comunicação do Governo Estadual, Ricardo Cota e da coordenadora do departamento de radiodifusão comunitária do Ministério das Comunicações, Alexandra Costa, entre outros. Local: R Russel 76 - no bairro da Glória.

^___________________________________________________________________________________________________