Jornal ComCausa 32

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Junho de 2008  

Capa Jornal ComCausa 32

 

Assuntos

> Editorial - Nossa voz
> Grafitagem na DEAM de Nova Iguaçu
> Caminhada ecológica até o Parque Municipal em Mesquita
> Cineoteca na Biblioteca Oscar Romero
> Mesquita tem Lona Cultural
> Na lente da Paulo Santos
 
> Entre Aspas
> Notas SobreTudo
Entrevista - Arte & Pensamento
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Artigos
  > Cultura de Direitos - Direito a aposentadoria
  > Na defesa do Sistema Único de Saúde
   
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Nossa voz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Faça parte dessa rede pela democratização da informação na Baixada Fluminense.

 

> Por Lene de Oliveira

Nesta edição trazemos algumas novidades para nossos leitores. A ComCausa passa a contar de forma mais efetiva com a assessoria voluntária de profissionais de áreas muito importantes para o processo de consolidação de direitos. E, começam seus trabalhos compartilhando seus conhecimentos e reflexões.

Somando esforços

Na área do direito, vem contribuir o advogado e professor universitário, Dr. Orlando Neto. Em seu texto introdutório, ele nos dá pistas sobre a necessidade de se democratizar, de forma simples e objetiva, informações sobre direitos garantidos por lei para que a população possa acessá-los, exercer sua cidadania e ter uma vida mais digna.

Na área da saúde, Sueli Rutis apresenta como alguns dos pressupostos fundamentais do SUS, sua abrangência e universalidade. Aponta que sua eficácia enquanto instrumento para a saúde preventiva depende de ações integrais e de informação-educação para que a população possa se beneficiar da execução de procedimentos adequados - privilégio de uma pequena camada social nos dias de hoje, tanto na Baixada, como na maioria dos municípios do país.

Participação social, vontade política e Política púbica
São três itens indispensáveis para que o processo de transformação de uma realidade social de desigualdades sócio-econômicas, culturais e de infra-estrutura urbana aconteça. No município de Mesquita, recentemente foi dado alguns passos neste sentido, como se poderá ver nas matérias sobre o projeto Cineoteca do grupo Cochico na Coxia (movimento social), da “Caminhada ecológica” e inauguração da Lona Cultural (poder público). Esperamos noticiar outros passos necessários à ações estruturantes no município.

Cultura e política no Hip-hop
É isto que revela a entrevista com Afrika Bambaatta. O pai do Hip-Hop concedeu entrevista à ComCausa e falou sobre o caráter cultural e político do hip-hop, da dificuldade de romper com os padrões comerciais das rádios e da necessidade de valorização da mulher e do ser humano.

Fechamento de um ciclo
O núcleo Arte & Pensamento da ComCausa apresenta um breve histórico do processo de implementação do Projeto Grafiteiras pela Lei Maria da Penha, as parcerias que se consolidaram durante sua execução, seus resultados e desdobramentos.

Para finalizar, contamos com a sua participação nas próximas edições deste jornal. Envie suas reflexões para compartilharmos com os demais leitores.

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Grafiteiras pela Lei Grafitagem na DEAM de Nova Iguaçu

 

 

 

 

 

> Por Lene de Oliveira e Giordana Moreira

No dia 08 de junho, domingo, a ComCausa realizou atividade de encerramento do projeto “Grafiteiras pela Lei Maria da Penha” em uma ação aberta a todo público. As grafiteiras capacitadas como Promotoras Populares produziram vários painéis temáticos na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – DEAM em Nova Iguaçu.

Figuras femininas revelaram mensagens de amor e justiça que, junto ao empenho da sociedade civil organizada e das jovens, reafirmou a Delegacia Especial como sendo um lugar de defesa e garantia dos Direitos da Mulher.

A titular da DEAM de Nova Iguaçu, Dra. Teresa Pezza, entregou os certificados às grafiteiras capacitadas ao lado das coordenadoras do projeto, a socióloga Lene de Oliveira, a grafiteira Panmela Castro, a Anarkia e a gestora cultural Giordana Moreira.

A atividade contou com a presença de representantes das seguintes instituições: Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu, Coordenadoria de Mulheres de Mesquita, ONG Cria, CAMTRA – Casa da Mulher trabalhadora, LUB – Liga Urbana de Basquete que filmou e fotografou todo o evento.

Com apoio da FASE/SAAP o projeto percorreu quatro comunidades da Baixada Fluminense, (Nova Iguaçu – Rosa dos Ventos, Carmary e Bairro Grajaú - e São João de Meriti - Vila Rosali), durante os meses de março, abril e maio capacitando jovens moradoras como promotoras populares da Lei Maria da Penha. Através de oficinas de grafite meninas e mulheres produziram painéis sobre a lei e questões de gênero dentro das suas comunidades. Além dos quatro painéis, a Praça dos Direitos Humanos, em Nova Iguaçu também permanece com o painel grafitado no lançamento do projeto onde se realizou o 2° Encontro de Grafiteiras do Rio de Janeiro.

O legado social e cultural é uma certeza para os executores e apoiadores. Acredita-se que este foi o projeto que deixou no Estado do Rio de Janeiro o maior número de painéis públicos produzidos exclusivamente por mulheres.

Observou-se também na execução do projeto o quanto é importante o estreitamento de relações e integração de ações entre poder público e sociedade.
Em Nova Iguaçu, no âmbito municipal houve dificuldades de ordens diversas, desde a liberação do muro da Praça de Direitos Humanos – que se encontrava até aquele momento visivelmente abandonada, o questionamento ao “enquadramento” metodológico do projeto às linhas de atuação de um programa sócio-educativo em desenvolvimento para estudantes até a 8ª série, até um velado questionamento da autoridade de gestores públicos. Este processo de implementação do projeto nos revelou que a abertura ao diálogo, ao novo, à diversidade não é prerrogativa da esquerda ou da direita – se é que estes ainda são conceitos válidos – mas, daqueles que se importam com o bem comum, com problemas sociais de origem complexa e difusa. Por isso, destacamos a colaboração fundamental de Alan Bronz da SEMUVV, e da equipe de funcionários da EMLURB e da LIPA.

No âmbito estadual, de modo geral, pode-se dizer que a própria inauguração do CIAM Baixada foi - em parte - reflexo do processo de estreitamento da relação entre o poder público e atores da sociedade civil. Especificamente para a realização do projeto “Grafiteiras pela Lei Maria da Penha”, a parceria com o CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, através de sua coordenadora, Cecília Soares - foi de fundamental importância na capacitação das grafiteiras em Promotoras Populares e no incentivo à novas linguagens formativas e informativas. A advogada do CEDIM, Dra. Ana Paula Ciamarella, foi além do solicitado ao órgão e atuou de forma incansável em todas as capacitações realizadas em comunidades. Foi também esta sensibilidade para o diálogo com a realidade local que levou o Ciep Vereador Cândido Augusto Ribeiro Neto e o Ciep Chão de Estrelas a abrirem suas portas ao projeto.

O encerramento do projeto foi pensado de forma ousada... e sua realização só foi possível com o empenho da Delegada Titular da DEAM de Nova Iguaçu - a Dra. Teresa Pezza - e o apoio da Delegada Coordenanadora das Delegacias de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Inamara Costa.

Assim, em situação inédita na Baixada, aconteceu a integração entre a polícia civil e uma instituição de Direitos Humanos. Com a atividade sócio-cultural na delegacia deu-se início a um processo de transformação de mentalidades. Jovens dentro da delegacia, mas não dentro da carceragem.
Cores, formas e música que expressam a vida e a liberdade com alegria. Foi tudo isso que atraiu a vizinhança a também visitar aquele espaço numa tarde de domingo.

Para finalizar gostaríamos de agradecer a todos e todas que contribuiram, especilmente, à padaria Art Pão - tradicional apoiadora das atividades sócio-culturais na região - que ofereceu um delicioso Brunch nas atividades de abertura e de encerramento; à Alex Rocha - Curso de Idiomas Brasas - que tem se tornado um grande apoiador das causas desta instituição; à WORX que doou todos os sprays utilizados na produção dos painéis.

A ComCausa continua realizando interferências artísticas, capacitações e a discussão sobre gênero e juventude através da capacitação na Lei Maria da Penha, da exposição Minas do Graffiti e de pinturas coletivas.

Confira também em nossa página entrevista com a Delegada Teresa Pezza que fala sobre seu ingresso na vida policial e no combate à violência contra a mulher.

Fotos: ComCausa, Ratão, Panmela Castro e Cleiton (DEAM-NI) - Para ver mais fotos.

Veja mais em www.comcausa.org.br/grafiteiraspelalei

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Caminhada ecológica ao Parque Municipal

 

 

 

> Por Ewerson Cláudio

No próximo dia 22 de junho, domingo, haverá em Mesquita uma caminhada ecológica até o Parque Municipal. Participarão da atividade escolas municipais e particulares, o grupo da terceira idade e o programa Educação de Jovens e Adultos - EJA.

O evento, aberto a todos, está sendo organizado pela Secretaria de Meio Ambiente de Mesquita. A caminhada é gratuita e contará com monitores, geógrafos, geólogos, historiadores, professores de educação física, atletas, etc.
O objetivo do evento é contribuir para a conscientização da população em relação às questões ambientais em geral e o potencial ecológico de Mesquita.
As inscrições são feitas através da página eletrônica da Prefeitura: www.mesquita.rj.gov.br

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Cineoteca na Biblioteca Oscar Romero

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Por Lene de Oliveira

O grupo Cultural Cochicho na Coxia lançará no dia 14 de junho
- às 19h - o projeto “Cineoteca - Cidadania na Tela” que será desenvolvido na Biblioteca Comunitária Oscar Romero, em Mesquita.

O projeto conta com o apoio da Ong Fase /Saap e parceiras com outras entidades e movimentos sociais: Cooperativa Coopcarmo, Prefeitura Municipal de Mesquita (através da Secretaria de Cultura), UJS, Setor BF, ComCausa e o Cineclube Cinegoteira. Reforçando assim, a idéia central do projeto que é fortalecer o debate e troca de idéias, com temas atuais abordado em longas e curtas, estimulando a cidadania.

A ComCausa irá colaborar indicando palestrantes, mediando palestras e fazendo a divulgação na mídia digital e impressa, oferecendo à todos a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento do projeto.

No dia 14 de junho ocorerrá o lançamento do projeto com a exibição do filme "Narradores de Javé" da Diretora Eliane Caffé. E não poderia faltar a pipoca – que será distribuída para os visitantes.

Após a exibição do filme terá música ao vivo com o Cantor João Renato e sua Banda animando a noite sem hora para terminar.

A idéia da equipe é reunir antigos amigos e sócios da Biblioteca e apresentar a nova fase e mudanças que acontecerão e tornarão o evento um momento agradável e descontraído.

Local: Biblioteca Comunitária Oscar Romero.
Rua Elpídio, 530 - Vila Emil - Mesquita - Entrada Franca.

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Mesquita tem Lona Cultural

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Por Ewerson Cláudio

No último dia 06 de junho, foi inaugurada a Lona Cultural Romildo Souza Bastos, localizada no bairro BNH, próximo ao km 11 da Via Dutra (entrada de Mesquita e Belford Roxo), na Avenida das Orquídeas, 537.

A lona tem som digital e capacidade para 500 pessoas; o objetivo é funcionar todos os dias da semana com cursos, oficinas, apresentações artísticas e outros eventos. O nome da Lona Cultural foi escolhido por uma comissão da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Mesquita após sugestões enviadas pela internet. O local foi inicialmente alugado por um período de um ano e, em seguida, entrará em processo para compra definitiva.

Estiveram presentes no evento de inauguração, entre outros, o prefeito Artur Messias, o secretário de cultura, Delmar Cavalcante, o chefe da repartição do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro, Adair Rocha, e a viúva do homenageado, Eremita Souza Bastos.

Quem foi Romildo Souza Bastos
Compositor e cantor, nasceu na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco e tornou-se mesquitense, onde viveu durante décadas. Integrou a Ala de Compositores da Mocidade Independente de Padre Miguel e da Portela. Foi um dos compositores preferidos da cantora Clara Nunes, que gravou seus maiores sucessos, como Conto de Areia, A Deusa dos Orixás e Fuzuê (parcerias com Toninho Nascimento). Romildo foi gravado também por Roberto Ribeiro (Partilha, em parceria com o mesquitense Sérgio Fonseca), Elza Soares, Elizeth Cardoso, Jorginho do Império e Agepê, entre outros. Romildo faleceu na década de 90, vítima de um enfarto.

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A lente de Paulo Santos

 

 

> Por Ewerson Cláudio

Paulo Santos é repórter fotográfico e produtor cultural, já tendo desenvolvido vários projetos nas áreas cultural e social. Dentre eles, destacam-se: "Mulheres que fazem" (2003, 2005 e 2006), projeto fotográfico que homenageia mulheres iguaçuanas que desenvolvem atividades na área social e cultural no município; "Ilustres & Anônimos - personalidades negras de Nova Iguaçu" (2003,2004,2005,2006 e 2007), projeto fotográfico que busca a valorização do negro no município, homenageando e dando visibilidade às personalidades negras.

Seu mais recente trabalho é "Nova Iguaçu - imagens da cidade", livro de fotografias que aborda os patrimônios natural, material e histórico. Cada fotografia tem um texto-legenda que situa e procura dar um pouco de informação sobre a imagem.

Clique para ampliá-las - fotos: Paulo Santos.

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Entre Aspas

O olhar do indivíduo inserido na dinâmica da coletividade.


 

 

 

 

Esta seção registra citações, experiências, reflexões e opiniões das pessoas.

   

> Por Suellen Guariento
O desafio continua! Após completar três anos a Chacina da Baixada, a maior chacina do Rio de Janeiro, deixa suas marcas e lembranças. Tendo participado por mais de dois anos de tantos encontros, manifestações, até a recente caminhada do dia 30 de Março, fica a reflexão de que a violência continua e o desafio também. Desafio de pensar em alternativas possíveis, de não aceitar calados a realidade de violência e impunidade. Não falo em relação apenas à violência letal, essa tão recorrente e em grande parte praticada por agentes estatais, mas às inúmeras violências cotidianas que moradores da Baixada tem de enfrentar. Não sou moradora da região, mas após incursão de dois anos nesse campo tão diverso, através do interesse acadêmico que me proporcionou ouvir histórias de quem sofre a dor da perda por arma de fogo, após ver lágrimas, desabafos e atos de indignação, sinto-me à vontade para falar. Uma realidade que não é tão diferente da minha, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dominada também por agentes estatais organizados nas tão conclamadas e organizadas milícias.
Tive a oportunidade de acompanhar a tentativa de pessoas que pretendem ver não o tão abstrato “mundo melhor”, mas tão somente terem reconhecidos seus direitos de cidadania. O direito de ir e vir, tão impedido pelo medo, o direito da liberdade de expressão, que muitas vezes é tolhido por ameaças das mais variadas, o direito do acesso à justiça, o direito às condições mínimas de saneamento, o direito de acesso à cultura, a arte, ao lazer... eu poderia falar de inúmeros direitos não reconhecidos pelo poder público da região, mas diante dessa realidade pode-se ter à frente a possibilidade ou do conformismo, ou da mobilização.
O que pude acompanhar nesses dois anos de pesquisa foi a tentativa daqueles que não se conformaram, que se organizaram frente à diversidade de problemas, desde jovens com suas idéias de contestação até familiares de vítimas, com suas trágicas histórias, passando por religiosos e tantos outros atores sociais. Todo esse processo de diálogo entre os diferentes, culminou numa grande movimentação. No “vai e vem” das mobilizações, as pessoas foram se conhecendo, estabelecendo relações e juntas pensaram em alternativas viáveis. Em alguns momentos deu certo, em outros não; às vezes havia muita gente, às vezes não; mas dentro desse grande movimento, no sentido mais amplo da palavra, mobilizaram-se idéias, sonhos, perspectivas, mesmo que nem tudo tenha acontecido como planejado ou desejado. Dificuldades financeiras, de divulgação, de mobilização de novas pessoas, entre tantas outras, e mesmo assim ainda há quem queira prosseguir. Nós, enquanto Universidade, temos a obrigação de publicizar e disseminar todo esse processo.
Assim, frente às dificuldades de organização e mobilização, continua o desafio de pensar em alternativas criativas de contestação, que supere o mero denuncismo e possibilite o real diálogo com o poder público, mais que isso... Que a sociedade civil da Baixada Fluminense tenha papel ativo na construção de uma Baixada menos violenta, mais justa e igualitária.

- Suellen Guariento é Graduanda em Serviço Social UFRJ - Integrante do NASP.

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> Por Edinho
Propalam que a Baixada Fluminense é uma região tomada pela violência. Será? Se analisarmos, vamos concluir que aqui a violência é muito menor, por parte da população, do que a violência de cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife e outras menos votadas.
Contudo, o maioir volume de violência que existe na Baixada não provém da população, mas do Poder Público.
É a violência perpetrada contra a população nas áreas da saúde, da educação, da segurança pública, do saneamento, da precariedade dos transportes, da pequena oferta de bens e recursos culturais, das vias públicas esburacadas e da falta de ordenamento urbano.
A população da Baixada sofre a violência do descaso das autoridades públicas em práticamente todas as esferas.

- Edinho é do Movimento Pedalar é Preciso.

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> Heleno Oliveira
É muito triste o que estamos vendo na mídia. Um verdadeiro horror. Crianças sendo usadas como mercadoria para o mundo, fico muito feliz, porque ainda temos pessoas que lutam por um Brasil sem lixo na mídia. Parabéns! Vai enfrente, o Brasil limpo esta com vocês.
Sou cristão, assim como o senhor, temos que levar estas crianças a um paraíso. Chega de tanta podridão. A paz do senhor.

- Heleno Oliveira é do Ministério Madureira, de Volta Redonda.

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> BOB Shaw
Cadê a bicharada? É muito comum hoje em dia observarmos o aumento dos condomínios ou loteamentos sem se preocupar com as “áreas de absorção”. Em alguns países, como os EUA, a legislação obriga o mercado imobiliário a conservar 20% de sua área verde, para que nas estações de chuva haja uma absorção natural, evitando enchentes. Ou seja, você não tem o direito de calçar ou concretar tudo.
Nos meses de março as chuvas são iminentes, mas este ano São Pedro foi generoso até de mais, evidenciando o que está acontecendo, no Rio há dengue por todo lado.
Quando eu era criança eu caçava rã, via grilos, vaga-lumes, aranhas e borboletas, que são predadores naturais, e hoje sem eles só se fala no ”mosquito” da dengue e caracóis, que em tempo de chuva invadem sua casa. Hoje a maioria das crianças não tem contado com o meio natural de defesa do organismo e crescem sem anticorpos eficientes. Aqui vai meu abraço a todos os leitores ComCausa.

- BOB Shaw é tatuador e ecologista.

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 Leia outros depoimentos em www.comcausa.org.br/entreaspas

Se você quer compartilhar seu relato, fique à vontade para nos mandar texto e foto pelo endereço eletrônico contato@comcausa.org.br

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Notas Sobretudo

 

 

 

 

I Simpósio de Produção Cultural

> Por Ewerson Claudio
Na quarta-feira, 11 de junho, será realizado o I Simpósio de Produção Cultural, no auditório do CEFET-Nilópolis (Rua Lúcio Tavares, 1045, Centro, em Nilópolis). Com o tema "O outro lado", haverá debates e oficinas sobre o ensino de produção cultural, políticas de patrocínio e experiência de produtores e grupos culturais. A atividade faz parte do projeto de conclusão de curso de um grupo de alunas da graduação em Produção Cultural do CEFET-Nilópolis
Na primeira mesa - a importância do ensino de Produção Cultural no Brasil - às 9h, mediada por Jorge Caê (Coordenador do Curso de Produção Cultural/CEFETEQ), estarão: Luiz Edmundo Aguiar (Diretor Geral/CEFETEQ), Leopoldo Girão (Produtor Cultural/CEFETEQ), Raimundo Santa Rosa (Produtor Cultural) e Gisele Jacob (Estudante de Produção Cultural/UFF).
Na segunda mesa, às 10:30 – "Produção Cultural, o outro lado", mediada por Ana Luisa Lima (Professora de Produção Cultural/CEFETEQ) – estarão: Fabiana Costa (Baluarte Agência), Caetano Ruas (Ação Cultura Digital do Ministério da Cultura), Cláudia Perluxo (Casa de Anyê) e Leonardo de Assis (Economista/UFF).
De 13:30h às 16h haverá oficinas e workshops de :xilogravura (Luis Caillaud), expressão corporal (Ariel), arte-educação (Casa de Anyê) e empresa júnior (Leonardo de Assis).

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Empresa de ônibus de Queimados desrespeita
Lei do Passe-livre

> Por Ewerson Claudio
A Gardel, empresa de ônibus de Queimados, faz algo que fere a lei do passe-livre estadual e constrange os alunos: a empresa restringe o horário dos estudantes para entrarem nos ônibus, ou seja, quem estuda de manhã só tem acesso ao ônibus no turno da manhã e assim por diante. Além de terem que pagar passagem, os alunos são constrangidos pelos motoristas e fiscais. A Lei do Passe Livre, 4.510, de 2005, não diz que há horário pra ter acesso livre nos ônibus; diz que o aluno deve estar uniformizado e com a credencial que o identifica. Maicon Carlos, liderança estudantil do município denuncia a situação e diz: "Nós que fazemos formação de professores, temos que fazer estágios e atividades extra-currículares, pois faz parte de nossa grade curricular. Se tivermos que pagar passagem, o ensino deixará de ser gratuito. Fomos à Delegacia e registramos queixa contra a empresa, por constrangimento e não obediência à lei. Por enquanto, a empresa cria suas leis e os alunos ficam expostos a esses absurdos".

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ComCausa
no 13 de Maio

> Por Lene de Oliveira
No dia 13 de maio comemora-se a libertação dos escravos. Em Nova Iguaçu vários movimentos sociais, entre eles a ComCausa, festejaram a data oferecendo aproximadamente 700 pratos de uma deliciosa feijoada. As pessoas que passaram pela Praça Rui Barbosa acabaram fazendo a parada, ouviram boa música, poesia, mensagens de luta e resistência.
Em momento impar nos últimos três anos, pôde-se ver uma apresentação cultural onde a grande atração não era um grupo artístico global ou “da moda”, de axé ou sertanejo. O que se viu no evento foi a valorização da identidade dos grupos locais e o reconhecimento de sua qualidade.
Mesmo com vários integrantes de movimentos sociais fazendo parte de poder público, na festa do 13 de maio não houve espaço para comícios. A festa não foi transformada em palanque eleitoral.
Agora, falta dar mais visibilidade às ações já realizadas e às propostas políticas dos gestores públicos para este segmento social e as formas de garantir orçamento adequado à sua importância histórica e transparência na execução.

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I Fórum de
Mídia Livre

> Por Ewerson Claudio
O I Fórum de Mídia Livre, ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de junho, das 9h às 17h, e reunirá participantes de todo o país. O evento é parte de uma ampla mobilização de interessados pela democratização da comunicação. Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC.
Estão confirmados para a mesa de abertura Emir Sader (UERJ); Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Rede Universidade Nômade); Paulo Salvador (veículos impressos); Lucia Stump (presidenta da UNE, pelo movimento social); Bernardo Kucinsky (Jornalismo alternativo e independente); Joaquim Palhares (veículos de internet); e um representante do Intervozes (movimento social das comunicações)
Veja no Sobretudo o Manifesto (em construção) do Mídia Livre, e outras, informações sobre o evento.

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Concurso Literário

> Por Ewerson Claudio
estão abertas inscrições para o concurso literário promovido pela editora Entorno. Serão selecionados e publicados os 10 melhores contos e crônicas que tenham como cenário a Baixada Fluminense.

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> Presidente da ANDECC, Humberto Monteiro da Costa envia "Carta Aberta ao Presidente da República"

> Comitê Popular de Acompanhamento à Câmara de Vereadores de Mesquita, órgão vinculado ao Centro Sociopolítico da diocese de Nova Iguaçu e ao 10º Regional Pastoral de Mesquita, publica Boletim Extraordinário.

> Campeonato Kabeçativa movimenta Quadra do PETI em São João de Meriti.

> Malabaristas realizam I Campeonato de Resistência de Nova Iguaçu.

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Leia outras matérias no portal SobreTudo... www.sobretudo.org.br

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