Jornal ComCausa 36

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www.naohomofobia.com.br
Outubro de 2008  

Capa Jornal ComCausa 31

 

Assuntos

> Editorial - Nossa voz
> TV Futura em Santo Expedito
> Boom no acesso à Internet em lan houses
> Baixada Encena
> Grupo Diversidade e Pluralidade de Caxias articula movimentos na Baixada e Estado
> Grupo Código
> Cine Belém
> Cineclube Buraco do Getúlio
> Fiscalizar as Câmaras de Vereadores e garantir direitos
 
> Entre Aspas
Entrevista
Parceiros:
  > Delegado Orlando Zaccone
 
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Núcleo amigos e familiares de vítimas da violência
  > Crimes de Mesquita há dois anos sem justiça
 
Artigo
  > Anemia Falciforme  
  > Trilha sonora  
  > Apologia da angústia  
     
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Nossa voz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Faça parte dessa rede pela democratização da informação na Baixada Fluminense.

 

> Ewerson Claudio

As eleições acabaram e a vida continua. Todos os municípios do país viverão um novo mandato de quatro anos para prefeitos e vereadores. Há reeleitos, novatos e aqueles que voltaram a conquistar mandatos. Aqui na Baixada as carências sociais continuam enormes. Educação, saúde, cultura, saneamento básico, segurança, políticas de geração de trabalho e renda continuam sendo para poucos.

O mais provável é que, aos poucos, cessem os comentários sobre quem se elegeu e quem perdeu e, junto com isso, cessem também as indagações sobre o que os novos mandatários irão fazer. E é aí que surge um grande problema.

Cada vez mais, a população acostuma-se a viver as eleições como um episódio momentâneo, passageiro, uma espécie de catarse que ocorre a cada dois anos e que não tem ligação com o seu cotidiano. Muita gente chega a afirmar que não depende de política ou de políticos para viver (trabalhar, estudar ou se divertir).

Ao fazer isso, essa parcela da população cria as condições para se romper o vínculo entre os representantes eleitos e seus representados, dando aos políticos o direito de agirem como quiserem, muitas vezes fazendo exatamente o contrário do que prometeram, aprofundando as desigualdades. Daí a dois ou quatro anos, a vida - as condições para vivê-la - pioraram... e essa mesma parcela da população conclui que “político é tudo igual” e, assim, vota em qualquer um, vende o voto - simbólica ou concretamente - e fortalece o círculo vicioso.

Para nós que fazemos parte da parcela organizada da sociedade, é preciso que reflitamos como interferir nesse processo. E não é perda de tempo pensar nisso ao final de um processo eleitoral.

A luta pela transformação da sociedade deve ser permanente. Os movimentos sociais, em particular, devem estar na linha de frente pela politização da população. Sem experiências de luta, não haverá tomada de consciência e auto-organização.

Por tudo isso, continuamos contribuindo para dar voz a todos aqueles que, do seu jeito, em seus bairros, em seus setores, organizam-se e lutam por melhores condições de vida. É nessa luta que construiremos um bairro, uma cidade, um estado, um país e um mundo melhores.

Agenda ComCausa:
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19/10 - Assinatura de termo de cooperação com a FEMAMQ – Federação das Associações de Moradores de Queimados | Centro

19/10 - Missa em memória a Túlio César e Thais Christine – Igreja Nossa Senhora de Fátima | Edson Passos – Mesquita.

17/10 - Cine Belém com o filme “Pro dia nascer feliz” na sede do Grupo Código | Nova Belém – Japeri.

25/10 - 22 - Seminário “Teatro em Questão”, do “Baixada Encena – Festival” - tema “Cultura e Periferia” | Centro – Duque de Caxias.

25/10 - “ComCausa na Comunidade” com a FEMAMQ – Federação das Associações de Moradores de Queimados | Centro.

30/10 – Debate “20 anos da Constituição Cidadã - O que avançamos?” em parceria com o Fórum Cultural da Baixada e a UERJ – na UERJ de Duque de Caxias | Vila São Luiz.

01/11 - Encontro do Fórum LGBT da Baixada na UNIGRANRIO - Grupo Pluralidade Diversidade – GPD | Centro – Duque de Caxias.

01/11 - Aniversário Grupo Código | Nova Belém – Japeri.

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TV Futura em Santo Expedito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Adriano Dias

Há oito anos tivemos conhecimento do drama do CENTRES, uma área que deveria servir para a estocagem temporária de lixo industrial químico, de onde deveriam seguir para um destino final adequado. Entretanto isto nunca aconteceu. Centenas de empresas abandonaram milhares de toneladas de lixo tóxico em Santo Expedito, no município de Queimados.

Centres - Clique para ampliar.

Centres - Clique para ampliar.

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Em 2001 tentamos contribuir para a solução do problema, mas quando se percebeu interesses escusos em pessoas envolvidas nesta luta - que estava se dizendo proteger o meio ambiente - mas que trabalhava sobre outra orientação, decidimos nos afastar.
Entretanto, este drama bateu à nossa porta novamente no início deste ano quando a ComCausa foi procurada pela produção do Fantástico e pela Comissão de Meio Ambiente da ALERJ, buscando informações.

Voltamos ao local e para nossa surpresa descobrimos que pouco mudou para as pessoas que moravam na área em torno do CENTRES. Assim, voltamos à questão que para nós não terá fim até que estas pessoas sejam reparadas dos danos que sofreram, e que ainda sofrem.

Parceria com moradores

Desde a retomada do contato com a comunidade passamos a dar visibilidade à sua situação através de nossos veículos de comunicação e estabelecemos parceria com a AMBSECA - Associação de Moradores do bairro Santo Expedito. Procuramos então a prefeitura de Queimados, só que, diante da postura do, então prefeito, somente nos restou expor a sociedade o seu desrespeito diante das dificuldades daquelas pessoas - e enviar-lhe ofício dando ciência da responsabilidade civil deste diante da agressão aos direitos humanos dos moradores da região.

Descontaminação da área

Em meados do ano, fomos informados pela imprensa de um projeto de descontaminação definitiva da área do CENTRES, que conta com um financiamento de mais de 20 milhões da PETROBRAS – que também depositou resíduos químicos na área. Cientes disto, procuramos a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com a qual nos reunimos no dia 17 de julho, e a FEEMA - que é responsável pela execução do projeto para obtermos mais informações.
No dia 21 do mesmo mês nos reunimos com Sra. Ana Cristina Henney e esta expôs que no convênio com a PETROBRAS não existe qualquer ação voltada aos moradores que foram direta ou indiretamente impactados. Desta reunião ficou acenada a possibilidade de, em paralelo, se desenvolver projetos de diagnóstico e desenvolvimento local.

Comprometemos-nos a contribuir com a relação com os moradores e combinamos uma futura visita de técnicos da FEEMA no bairro para explicar o que vai ser feito. Assim, no dia 02 de agosto nos reunimos com a AMBSECA e combinamos como se daria esta relação da comunidade com o Estado. Enviamos um e-mail à FEEMA no dia 04 de agosto informando este acordo com a comunidade, mas não recebemos resposta. Estivemos no dia 28 de agosto na FEEMA e deixamos cópia da carta enviada ao prefeito de Queimados e um CD com fotos que mostram animais pastando dentro da área contaminada. Novamente, não houve qualquer posicionamento. No dia 12 de setembro enviamos outro email com pedido de reunião e até o momento também não foi feito nenhum contato.

Diante desta falta de resposta, representantes da comunidade decidiram citar todos os envolvidos no crime do CENTRES e intensificar a construção de caminhos alternativos para apoio as pessoas daquela região.

Para ver fotos da matéia para o Fantástico, do bairro Santo Expedito e do depósito de lixo químico.

Clique para ampliar.

TV Futura

Mesmo antes de qualquer movimento da ComCausa, a TV Futura nos procurou com a finalidade de realizar um programa sobre o CENTRES. Acordamos com a produção que, para além da questão, ambiental, se focasse os moradores. No dia 30 de setembro uma equipe do TV Futura foi até Queimados; junto, veio o ambientalista Sérgio Ricardo, que conhece de longa data o problema.
Na matéria, conforme solicitamos, foi mostrado o estado de abandono dos bairros de entorno, que associado à falta de informação das pessoas, poderia aumentar os danos provocados pelos resíduos depositados na região. O questionamento de todos, dos moradores, do ambientalista Sérgio Ricardo e por parte da ComCausa, era como milhões estavam sendo disponibilizados para reparar o impacto no meio ambiente e sequer o olhar estava voltado para as pessoas.

 

Clique para ampliar.FEMAMQ

A questão do CENTRES não impactou somente aos bairros em volta da área, foi uma agressão à cidade de Queimados. Neste entendimento, a ComCausa esteve no dia 12 de setembro com diretores da FEMAMQ – Federação das Associações de moradores de Queimados – a fim de expor todas as movimentações desta instituição na cidade.

Nesta reunião ficou decidido que a ComCausa e a FEMAMQ, em sua próxima reunião geral de associações – no dia 19 de outubro - celebrará um termo de parceria a fim de promoverem, juntas, ações e projetos.

Dia ComCausa na FEMAMQ

O primeiro ato em conjunto da FEMAMQ e ComCausa será uma tarde de atividades com música, vídeo, debate e orientação jurídica. Será no dia 26 de outubro, das 14 às 19h. Mais informações 3045 6642.

Saiba mais em www.comcausa.org.br/santoexpedito e leia a matéria completa em www.comcausa.org.br/centres.

Para ver reportagens sobre o lixo químico. Fotos: Acervo ComCausa.

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Boom no acesso
à Internet em lan houses

 

 

 

 

> Adriano Dias

Clique para ler.Analisando o crescimento do acesso a página da ComCausa - que em junho deste ano passou de 50 mil acessos por mês – nos dedicamos a pesquisar os provocadores deste crescimento. Considerando principalmente o fato de sermos uma ONG da Baixada Fluminense, região aonde a maioria da população ainda não tem acesso a internet.

De imediato percebemos que os “picos” no acesso à nossa página estão associados aos períodos em que distribuímos nosso jornal impresso, enviamos boletins eletrônicos ou temos algum espaço na grande mídia, ou seja, está ligado a uma provocação externa.

Entretanto, estas “provocações” nada interferem se não as associarmos ao ritmo de crescimento intenso do acesso a internet, principalmente pelas classes sociais mais pobres.

Segundo o Ibope/NetRating, somente no primeiro trimestre de 2008 aproximadamente 40 milhões de usuários acessaram a internet de casa, trabalho, lan-houses ou telecentros comunitários. Segundo a pesquisa, o acesso dobrou na base da pirâmide social:

2005 - 7% das classes D/E
2007 - 14% das classes D/E

Destes números, os jovens são a esmagadora maioria dos usuários nas periferias e acessam de lan-houses que, por sua vez, tornaram-se um fenômeno de empreendedorismo. Inegavelmente, nas regiões como a Baixada Fluminense o acesso ao computador e à internet não está sendo viabilizado por nenhuma política de Governo. As pessoas pagam uma taxa de que varia de R$ 0,50 à R$ 1,50 por hora, o que possibilita o acesso das comunidades pobres. Os números levantado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil comprovam este boom no acesso à Internet em lan-houses:

2005 - 18% dos internautas
2007 - 49% do internautas

Além da questão econômica, existe uma cultura que reforça os números da entrada da classe C e D na rede. Os pais acreditam que internet vai melhorar a vida dos filhos e os mesmos querem ser iguais aos seus colegas da escola e da rua. Fazer parte de uma rede, ser reconhecido e valorizado por quem faz parte dela se tornou parte do cotidiano dos jovens.

Associação de Lan-house do Estado do Rio de Janeiro

Recentemente foi fundada por 30 proprietários de lan-houses do bairro Austin, em Nova Iguaçu, a Associação de Lan-houses do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo principal é promover o trabalho de inclusão digital principalmente estabelecendo parcerias outros órgãos da sociedade.

Para Edson dos Santos, presidente da Associação , as Lan-houses poderiam ser utilizadas no lugar dos tele-centros nos bairros mais distantes como centro de formações e capacitação. E ainda que: “... incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores”.

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Baixada Encena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Adriano Dias

O CETA – Centro Experimental de Teatro e Artes estará promovendo em Duque de Caxias o “Baixada Encena – Festival”. O evento acontecerá no período de 20 a 24 de outubro e terá apresentações teatrais, oficinas gratuitas para comunidade artística da região, além do “Seminário: Teatro em Questão”.

Ediélio Mendonça e Lino Rocca - produtores do evento – o “Baixada Encena - Festival”- Clique para ampliar.Segundo Ediélio Mendonça e Lino Rocca - produtores do evento – o “Baixada Encena - Festival” tem como eixo principal a promoção do debate sobre o “Fazer Teatral” desenvolvidos por grupos, companhias e artistas voltados para pesquisa de linguagem, principalmente pelos ditos trabalhos “periféricos” das grandes regiões metropolitanas do país. Além de dar visibilidade a esta produção artística e a sua organização a nível estadual e posteriormente nacionalmente. Outra meta do evento é aquecer e desenvolver um mercado de trabalho sustentável viabilizando um circuito pela região metropolitana do Rio de Janeiro, interior do Estado e construção de uma Rede Nacional.

O “Baixada Encena - Festival” também homenageará o Diretor e Teatrólogo Amir Hadad, do Grupo “Tá na Rua”, e a atriz Teresa Riviera, de Queimados, esposa do falecido escritor Antônio Fraga autor do aclamado “Desabrigo”.

O evento conta com as parcerias da Escola de Artes Técnicas – Luis Carlos Rípper da FAETEC, Escola Estadual de Teatro Martins Pena, da UFRRJ, da Rede Estadual de Teatro de Rua, da ONG ComCausa, da ONG Lira de Ouro e do Portal Baixada Fácil, Portal SobreTudo e tem a previsão de atender mais de cinco mil pessoas.

Companhia de Arte Popular de Duque de Caxias.As apresentações Teatrais ocorrerão no Teatro Procópio Ferreira da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, começando sempre às 19hs, ingressos a R$ 15,00 - inteira e R$ 7,00 – meia. O passaporte para as cinco apresentações será no valor de R$ 15,00.

Já no dia 25 no Calçadão de Caxias acontecerão os espetáculos de Rua às 10h, 15h e 17h em frente a Catedral de Santo Antonio e a festa de encerramento será na sede da Ong Lira de Ouro às 20hs.

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Veja a programação completa:

Começa sempre às 19h, com exceção do dia 22 que se iniciará às 17h.

20 - “A Incrível peleja de Simão e a Morte” do grupo Companhia de Arte Popular de Duque de Caxias. Direção: Tom Pires.

21 - “Marcas do Coração” do Cia dos Atores de Copacabana do Rio de Janeiro. Direção: Abílio Ramos.

22 - “A Mais Forte” de Leandro Santana Produções de Queimados. Direção: Leandro Santana.
- “Palhaçadas” às 15h - Cia Tudo Vira cena de São João de Meriti. Direção: Marcelo Almeida.

23 - “Memórias Póstumas – a direção do defunto – autor Machado de Assis” do grupo Jovens Atores do Brasil - Rio de Janeiro. Direção: Igor Oliveira.

24 - “Censura Livre” do grupo Código de Japeri. Direção: Miwa Yanagizawa.

25 - Dedicado ao Teatro de Rua – indicação dos espetáculos pela Rede Estadual de Teatro de Rua.


O Seminário “Teatro em Questão” tem entrada franca e ocorrerá das
17 às 18h sendo composto pelas seguintes palestras:

20 - “A importância da Área Técnica de Teatro” com Jalusa Barcelos, Diretora da Escola de Artes Técnicas da Faetec.

21 - “Teatro e Educação” com o professor da Rede Municipal do Rio de Janeiro e do Criam Nova Iguaçu, André Porfiro e a professora Roberta Lobo da UFRRJ responsável pela linha de pesquisa “Cultura e novas tecnologias”.

22 - “Cultura e Periferia” com Lino Rocca, Diretor artístico do CETA e Bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, Adriano Dias da ONG de Direitos Humanos ComCausa, Aércio Oliveira da ONG FASE, Sérgio Sá Leitão, Diretor da ANCINE e Adair Rocha, Representante do MINC/RJ.

23 - “O Ator x Mercado Profissional” – atriz da Rede Globo de televisão Rosane Goffman e Marcelo Reis, Diretor da Escola Estadual de Teatro Martins Pena.

24 - “Panorama do Teatro na Baixada Fluminense” com o Diretor e Professor de Literatura Dramática, Ediélio Mendonça.


As Oficinas são gratuitas para o público em geral atendendo até 30 alunos e dividas em área técnica composta pelas disciplinas de camareira, contra – regra e administração teatral e área artística composta pelas disciplinas de interpretação teatral e expressão corporal ocorrendo no horário das 15 às 17h do dia 20 a 24 de outubro.

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Grupo Diversidade e Pluralidade de Caxias articula movimentos na Baixada e Estado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

> Adriano Dias

Quando o assunto é a garantia de direitos dos homossexuais, a sociedade se divide. Até mesmo uma parte dos movimentos ligados à garantia dos direitos prefere deixar esta discussão para os grupos que tratam da temática. Entretanto, o fenômeno que se tornaram as “paradas gay” - que aglutinam milhões de pessoas e se multiplicam por várias cidades indiferente ao preconceito de moradores, e até do poder público - trás a toda a sociedade a força deste segmento, assim como, todas as reivindicações que em um “Estado de Direito”, há muito já deveriam ser garantidas.

Por outro lado, as “paradas” - além da festa e da movimentação política – acabam sendo o momento em que a dita “sociedade careta” mais se aproxima desta comunidade. As pessoas participam por curiosidade e percebem que o que os homossexual querem é que seus direitos sejam plenamente respeitados como qualquer cidadão.

Parada LGBT Nova Iguaçu.O Rio de Janeiro é hoje o Estado com o maior número de manifestações do orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Na Baixada Fluminense grupos que lutam pelo respeito à diversidade na região realizaram em setembro eventos nas cidades de São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Coincidentemente as três paradas foram realizadas sob frio e chuva, mas isto não desanimou e muito menos tirou o ânimo dos participantes. Caxias foi o local que mais recebeu participantes

Organizado pelo Grupo Pluralidade de Duque de Caxias (GPD), a 3ª Parada do Orgulho LGBT foi aberta pela presidenta do GPD, Sharlene Rosa, que agradeceu a presença de todos que, mesmo com a chuva, compareceram ao evento, “mostrando para toda a sociedade que o Movimento LGBT é forte”.
Cerca de 300 mil pessoas, ao som de cinco trios elétricos, participaram da manifestação em prol dos diretos da população LGBT.
O evento foi mais um exemplo de mobilização e sensibilização da sociedade com o objetivo de promover a cidadania dos LGBTs.

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www.naohomofobia.com.br

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT fez da 3ª Parada do Orgulho de Duque de Caxias o marco de lançamento da campanha de mobilização social contra a homofobia.
Através do site www.naohomofobia.com.br, cidadãos de todo o Brasil poderão participar de um abaixo-assinado online pela criminalização da homofobia, que será encaminhado às autoridades.
Durante o evento foi distribuído material promocional onde constavam o endereço do site e a referência ao PLC 122/06 – projeto de lei que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero equiparando-o ao crime de racismo.

A Baixada Fluminense tem índices de violência assustadores contra homossexuais

“Lançar a campanha da 13ª Parada do Orgulho LGBT do Rio na Parada de Caxias representa um marco simbólico na luta contra a homofobia. A Baixada Fluminense tem índices de violência assustadores contra o homossexual; constantemente há denúncias vindas daquela região. Há falta de informação e uma extrema situação de pobreza, o que agrava o problema. Precisamos alertar e levar à sociedade local informação, incentivando-os a lutar pelos seus direitos”, declara Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado. Que aproveitou o momento para anunciar o lançamento do projeto “Rio sem Homofobia” na segunda semana do mês de outubro. “Esse projeto conta com o apoio de várias Secretarias do Governo de Estado, com o intuito de ramificar e transversalizar as políticas públicas de combate à discriminação. Com isso, criaremos 10 Centros de Referências”. afirmou Nascimento.

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Cláudio também leu trechos de uma matéria publicada em um jornal de grande circulação, onde o Presidente da República afirma ser favorável a união civil entre homossexuais; fato que representa um grande avanço nas conquistas do Movimento LGBT: “Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Por isso, eu acho que nós temos que parar com esse preconceito. Que cada ser humano viva sua vida do jeito que bem entender, desde que não moleste a vida dos outros”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Igreja assistia

O carro oficial da Parada, onde as principais lideranças pronunciavam seus discursos, localizava-se em frente a uma igreja evangélica, que contratou seguranças para o local, numa nítida expressão de repúdio e preconceito para com os presentes. Por outro lado, o Pr. Márcio Retamero da Igreja da Comunidade Betel foi convidado por Sharlene para dar a sua benção à parada. Ele saudou a todos e destacou: “Deus não faz assepsia de pessoas. Deus ama a todos e todas. O que importa é o amor ao próximo”.

GPD articula fórum LGBT na Baixada

O Grupo Pluralidade Diversidade de Duque de Caxias (GPD) foi criado em 2006 com o intuito de conscientizar as pessoas com orientação não heterossexual de seus direitos e, principalmente, de sua liberdade de orientação sexual. Desde então, vem promovendo a educação e a informação sobre os Direitos Humanos e Sexuais, visando enfrentar o preconceito e a estigmatização que atinge a membros da população em situação de exclusão. Com ações baseadas em Duque de Caxias, mas estendendo-se por todo Estado do Rio de Janeiro - o GPD norteia seus projetos com base nos Direitos Humanos, da solidariedade, sem finalidade político-partidária ou religiosa, apoiando a diversidade e lutando contra qualquer tipo de preconceito, estigma ou descriminação no intuito de reforçar as ações de luta contra a epidemia de HIV/AIDS e DST onde dados atestam que qualquer esforço no campo da prevenção deve ter em pauta como um dos pontos principais o fortalecimento da auto-estima e consciência da cidadania homossexual.

Em setembro o GPD articulou o primeiro encontro do Fórum de Diversidade Sexual da Baixada Fluminense, com a finalidade de que as organizações que lutam pelos direitos dos cidadãos LGBT da região debatam sobre a realidade de cada um dos municípios e proponham ações que solucionem ou amenizem as condições atuais de preconceito e agressão.

Próximo encontro do fórum LGBT da Baixada Fluminense

A próxima reunião do Fórum de Diversidade Sexual da Baixada está marcado para o dia 01 de novembro, a partir das 10h, na área do Curso de Direito da Unigranrio.


GPD - Grupo Pluralidade Diversidade Tel.: 21 2771 7609
E-mail: gpdcaxias@hotmail.com

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Grupo Código

 

> Alexandre Gonçalves

Em 2005 jovens artistas da Baixada Fluminense participaram do Projeto Tempo Livre, uma parceria entre o SESC e o grupo Nós do Morro. A princípio era um grupo de artes cênicas, mas tomou um formato de organização sócio-cultural em 2007 com o objetivo de facilitar o acesso à arte e à cultura na cidade de Japeri.

A trupe seguiu sua trajetória apresentando-se em auditórios de escolas, associações de moradores e salões paroquiais. O objetivo era montar espetáculos com o objetivo de possibilitar a oportunidade de acesso a um grande número de moradores da Baixada, principalmente Queimados.

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Em um espaço alugado, uma antiga creche, o Grupo se forma e torna seus membros multiplicadores das oficinas de teatro em que trabalhavam, adaptando o espaço obtido através de recursos próprios, fruto da organização interna e ainda da ajuda de familiares e doações espontâneas.

Hoje aproximadamente cem alunos são atendidos em oficinas gratuitas como capoeira, desenho, artesanato e hip hop. Todo projeto conta com parcerias de agentes culturais da comunidade e as oficinas são ministradas por voluntários, moradores da comunidade e pelos próprios integrantes da companhia artística.

Em de 2006 e 2007 o grupo participou do ENCONTRARTE, importante festival de artes cênicas da Baixada Fluminense que reúne os melhores espetáculos da região selecionados por um júri técnico. Pela primeira vez um grupo de teatro de Japeri chegou a ter tal representação.

Além da Cia. de Artes Cênicas e as oficinas culturais, o Grupo Código executa outros projetos como Cine Belém, exibição gratuita de filmes; o Tempero Cultural, um evento bimestral que integra várias formas de arte e expressão cultural da comunidade e convidados; o projeto Brasil Alfabetizado, além da exibição de espetáculos e uma biblioteca. Tudo no local hoje denominado Espaço Cultural Código.

Já em 2008, a Cia. Código de Artes Cênicas – que hoje conta com quinze artistas – acumulou prêmios e indicações em grandes festivais de teatro do Estado. Um deles foi o prêmio especial do júri pela pesquisa de linguagem no I Festival de esquetes de Niterói; seis indicações no 5° Festival Nacional de Duque de Caxias, além destes, o Cia. participou no 30º Festival de Teatro da FETAERJ - Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro; na Sexta Vale Tudo no Retiro dos Artistas, além de intensificar as apresentações em cidades da Baixada.

Aniversário

No dia 01 de novembro, o Código estará realizando em sua sede a comemoração de seu aniversário com várias atividades culturais.

Além de reconhecimento e notoriedade no cenário artístico, as comemorações não param. O CÓDIGO, com o apoio da Fase/Saap, está mantendo suas oficinas gratuitas no Espaço Cultural e firmou um termo de parceria com a ComCausa para execução de seus projetos.

Espaço Cultural Código
Rua Davi, 397 - Nova belém - Japeri.
Saiba mais em www.comcausa.org.br/grupocodigo

E-mail: grupocodigo@oi.com.br Tels.: 2670 5825 / 9392 5058

Piu e Pôin
O Código – através do artista Bruno W. Mestra - vai também contribuir mensalmente com uma tira para o jornal impresso e eletrônico da ComCausa. As tiras contam as discussões filosóficas de Piu e Pôin, dois personagens – que na verdade são um só divididos filosoficamente sobre vários temas, “pensamen