Caminhada por justiça em Mesquita

 

Outubro de 2007

Julgamento da Chacina da Via Show

Renan Medina, Geraldo Sant’ Anna, Bruno Muniz Paulino e Rafael Paulino foram vistos pela última vez na madrugada do dia 6 de dezembro de 2003 no estacionamento da casa Via Show - em São João de Meriti - enquanto eram agredidos por policiais que faziam serviço de segurança. Dias depois, foram encontrados mortos.

No dia 9 de Junho de 2005 o juiz decretou a prisão de policiais - na época eram lotados na 15º BPM (Caxias) e no 21º BPM (São João de Meriti) - suspeitos de envolvimento na chacina. Em julho o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra os soldados Gilberto de Paiva, Luiz Carlos de Almeida, Vagner Luís Victorino, Henrique Vitor de Oliveira Vieira, Fábio Vasconcelos, Paulo César da Conceição e Eduardo Neves dos Santos e o capitão Ronald Alves.

Somente o soldado Henrique Vitor foi julgado em julho de 2006, entretanto, ganhou o direito a novo júri por conta da pena que recebeu: 25 anos e 7 meses de prisão.


Segundo julgamento

No proximo dia 19 de agosto, quase cinco anos após o crime, outros acusados - Fábio Vasconcelos, Paulo César da Conceição e Eduardo Neves dos Santos - vão a julgamento pela primeira vez. Este julgamento já foi adiado pelo menos 8 vezes. Ainda faltam ser julgados o único oficial acusado, o capitão Ronald Alves, e mais três soldados.

O julgamento será a partir das 13 horas no tribunal da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, Fórum de Caxias - Rua General Dionísio, 764 - Bairro 25
de Agosto.
Todos os policiais acusados parecem fazer parte de uma quadrilha que fazia "bico" de segurança particular na casa de shows da Via Dutra. Esse tipo de segurança privada é típico de policiais integrantes de grupos de extermínio da Baixada.


Relembrando a Chacina da Via Show, de 2003

Tudo teria começado na madrugada do dia 5 de dezembro de 2003 quando Geraldo Santana urinou ao lado do carro de um soldado PM responsável pela chefia de segurança dos camarotes. Outros dois policiais teriam interpretado a aproximação do jovem como uma tentativa de furto do veículo e passaram a agredi-lo.

Pouco depois, Rafael, Renan e Bruno Muniz foram até o estacionamento para saber o que estava acontecendo e acabaram sendo capturados e agredidos pelos policias militares que faziam bico como segurança no estacionamento da casa de espetáculo. Um amigo do grupo chegou a ver a agressão. Quatro dias depois - 9 de Dezembro - Renan Medina Paulino, Geraldo Sant’ Anna Azevedo, Bruno Muniz Paulino e Rafael Paulino foram encontrados na Fazenda Morabi, em Imbariê - Duque de Caxias, com sinais de tortura e tiros de fuzil.

Segundo a promotora da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias – Dra. Márcia Colonese - o crime foi praticado com a cobertura de uma patrulha da PM que escoltou o grupo até Caxias.

Clique para ampliar.Os familiares ainda aguardam pelo julgamento dos demais denunciados, que até o momento foi adiado várias vezes.

Foto: Internet

 

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Fotos e reportagens: Acervo da família e ComCausa.

> Núcleo de Amigos e familiares de vítimas de Violência da ComCausa

 

Fotos e reportagens: Acervo da família e ComCausa.

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