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I Encontro de Formação
Juventude e Direitos Humanos
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Dezembro
de 2006
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Por Adriano Dias
Do
dia 15 ao dia 17 de novembro a Jornada Cultural reuniu representantes
da cultura que é feita hoje e suas reflexões em debates,
oficinas e apresentações, com a participação
de grupos da Baixada, Grande Rio, Recife, Minas, Pará, Uruguai
e Alemanha no SESC de Nova Iguaçu.
As atividades começaram dia 15, quando a REDE de Grupos Artísticos
e Culturais da Baixada Fluminense ocupou os vagões do trem
da Central à estação de Morro Agudo com performances
artísticas, encerrando com uma confraternização
na sede do Enraizados.
No
SESC de Nova Iguaçu aconteceram diversas oficinas, a Murga
Clandestina, uma expressão popular do Uruguai, produção
poética com o grupo Baixada Poética, rádio
com o Setor BF e Ocupação Cultural, formas de ocupação
urbana na Alemanha. As apresentações fecharam os
dois dias com música, dança, teatro e a apresentação
dos MCs Slow e Dom Negrone (da ComCausa). Ouve também exibição
de curtas independentes produzidos por grupos da Baixada, com
a curadoria do Anticinema.
A mesa de abertura foi composta pelos realizadores do evento,
SESC, FASE, UFRRJ e REDE - onde o representante foi João
Carlos da Companhia Jovens Griots.
A Conferência “Cultura e Barbárie”
contou com a presença de Marildo Menegat, da UFRJ; Samuca,
do Movimento de Rua e representando a REDE Giordana Moreira,
da ComCausa.
No debate “Políticas Públicas para a Cultura”
falaram Adair Rocha, do Ministério da Cultura, Roberto
Lara, músico e produtor cultural e Marta Porto, da “X
Brasil”. Na exposição do panorama das organizações
culturais e das políticas públicas para a cultura
aplicadas na Baixada Fluminense destacou-se a ampla produção
artística comprometida com seu contexto social, mesmo
em condições desfavoráveis. Apesar de enfoques
diferentes uma reflexão foi comum dentro da perspectiva
de ampliar o investimento na cultura: “até onde
o benefício individual destas ações revertem
para a sociedade como um todo”. A cultura produzida, e
que necessita de investimentos e reconhecimento, causa impacto
quando vai de encontro aos princípios de valorização
da vida. Quando não há este objetivo torna-se
reivindicação de espaços públicos
para questões privadas. Neste contexto chamou-se a atenção
para a necessidade e as estratégias de incentivo à
cultura e seu potencial de transformação da sociedade.
O
painel “Globalização, Áudio visual
e exigibilidade de Direitos” teve a participação
de Pablo Cunha, André Alvarenga e Chico Diaz que debateram
temas que afligem a sociedade, como o extermínio de jovens
na região, e colocou a produção cinematográfica
como um dos instrumentos de direitos que pode fomentar e agir
sobre questões como esta.
Aconteceu ainda a conferência “Novas formas de apropriação
das cidades” com Pedro Cunca Bocayuva, da FASE, Valdo Felinto,
Arquiteto e Lílian Vaz, do PROURB-UFRJ.
Além da riqueza dos debates ficou como legado da Jornada
a exposição “de portinari ao graffiti –
releituras” com a obra do pintor feita por 15 grafiteiros,
incluindo Anarkia, vencedora do premio Hutus 2007 de destaque
no Graffiti. O público tem até o final de dezembro
para conhecer obras belíssimas de uma releitura pra lá
de autêntica.
Fotos
: Acervo ComCausa.
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Por Adriano Dias
Publicado
no jornal
ComCausa 27.
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