Núcleo de Amigos e familiares de vítimas de Violência

Núcleo de Amigos e familiares de vítimas de Violência


Fazer o acompanhamento e discussão de casos de violência na Baixada; acolher e auxiliar parentes e amigos das vítimas; monitorar as ações do poder público junto à população atingida; discutir e interagir com todos os setores da sociedade – principalmente com as instituições que trabalham com a segurança pública – contribuindo para a mudança real da conjuntura da violência letal na Baixada Fluminense.

Abril de 2008

Três anos da Chacina da Baixada

> Por Lene de Oliveira

Amigos e familiares de vítimas realizaram atividades em memória aos que foram mortos. Aconteceram caminhadas e celebrações religiosas em Nova Iguaçu e Queimados.

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Seiscentas pessoas em caminhada e missa em Queimados

Na noite de sábado, dia 29 de março, aproximadamente 600 pessoas participaram de uma caminhada silenciosa da Igreja Nossa Senhora da Conceição até a praça principal de Queimados, aonde aconteceu uma Missa celebrada por Dom Luciano, Bispo da Diocese de Nova Iguaçu.

O ato teve representantes de todas as igrejas católicas de Queimados, uma grande participação do 24º Batalhão da Polícia Militar, além de autoridades e alguns poucos representantes de movimentos sociais.

Familiares fazem percurso das mortes do dia 31 em Nova Iguaçu

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No dia seguinte, dia 30 de abril, ocorreu outra caminhada - organizada pelos próprios familiares das vítimas - para lembrar a tragédia. Saindo da frente da Sub-secretaria da Baixada, na altura do bairro Explanada - próximo ao SESC de Nova Iguaçu -, seguiu o mesmo trajeto percorrido pelos assassinos na noite do dia 31, percorrendo cerda de 3 Kms debaixo de forte calor.

Os manifestantes - em sua maioria compostos por amigos e familiares das vítimas, também de outros casos de violência da região - em cada ponto que as pessoas foram mortas, faziam uma homenagem e deixavam flores.

A caminhada seguiu até o fim da Rua Geni Saraiva, passando pela Rua Gama, onde fica o bar Caíque, local aonde foram mortas nove pessoas.

Pouca participação do poder público e movimentos

Apesar de todo o suporte dado pelo 20º Batalhão de Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal e de uma ambulância da Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu. Ao contrário do ano passado, somente se registrou um representante da Secretária de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu, da Comissão de Direitos Humanos da Alerj e do mandato do deputado Chico Alencar.

Da sociedade civil estiveram presentes no ato o advogado João Tancredo, presidente do IDDH - Instituto de Defesa dos Direitos Humanos; representantes da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, do SobreTudo, da ComCausa, além de Leilah Landin e alunas do NASP (Núcleo Ação Social e Política) da UFRJ.

Na segunda, dia 31 ocorreram missas em Queimados e Nova Iguaçu, além de um culto evangélico na Rua Gama, no Bairro Cerâmica.

Fotos: Acervo ComCausa.

Veja mais em Dois anos da Chacina - Publicado no jornal ComCausa 31.

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Página desenvolvida pela ComCausa.

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