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Proposto
pela ComCausa - através do Fórum Reage Baixada
- foi realizada no dia 05 de Outubro uma Audiência
Pública na Câmara Municipal de Mesquita com
o título “Pelo fim do Tribunal de Rua”
(referência à música do Rappa). Nosso
intuito era discutir a questão da abordagem policial,
principalmente com a juventude na Baixada Fluminense.
A
atividade foi também um ato em memória Ítalo
Lopes, morto por policiais há um ano - e tinha também
a proposta de trazer a discussão do extermínio
de jovens na região.
Foram enviados de maneira eletrônica aproximadamente
350 convites, e oficiadas cerca de 80 autoridades de órgãos
de segurança pública e Direitos Humanos, governos
municipais e atores sociais envolvidos com a questão.
Além de grupos e entidades da sociedade civil e o
movimento Hip Hop no qual Ita fazia parte. Entretanto poucos
se dispuseram a participar - compareceram representantes
da Secretaria de Prevenção a Violência
e Valorização da Vida de Nova Iguaçu;
do Mandato do deputado federal Chico Alencar; do deputado
estadual Marcelo Fleixo (ambos das comissões de Direitos
Humanos das respectivas casas) e o presidente da Câmara
de Mesquita, vereador André Taffarel.
A
acolhida do grupo Setor BF, que lamentou a pouca participação,
principalmente da população, na qual atribuíram
ao medo de retaliações. Logo após Márcia
Onorato, do Movimento Contra a Violência questionou
a não participação das polícias.
Parentes
de vítimas da violência presentes reafirmarem
sua luta e questionaram a falta de compromisso das autoridades
em debater soluções para que seja defendido
o direito á vida na Baixada Fluminense. Luciene Silva
colocou a pergunta de como estabelecer canais de interlocução
com as autoridades, principalmente as responsáveis
pela segurança pública. Adriano Dias, representando
a Secretaria de Prevenção da Violência
afirmou que em Nova Iguaçu estão sendo criadas
políticas sistêmicas voltadas para a questão
da violência. E que “o Gabinete de Gestão
Integrada de Segurança Pública de Nova Iguaçu,
o único no estado, esta organizando uma Câmara
Popular de Acompanhamento”. O mesmo lamentou também
o descaso dos poderes públicos municipais em “não
discutirem esta questão que é tão cara
para os nosso jovens”.
Estiveram presentes 43 pessoas entre jovens, 9 entidades
e somente 4 representantes do poder público.
Entendendo
que a audiência não seria um fim nela mesma.
A ComCausa tomou a iniciativa de oficiar a 6ª Delegacia
Judiciária da Polícia Militar, para ter informações
sobre os policiais militares acusados do assassinato; estabelecemos
interlocução com o Ministério Público
sobre a possibilidade da instituição acompanhar
o caso, e promoverá um movimento para que o Largo em
que Ítalo costumava se encontrar com amigos da comunidade
seja batizado com seu nome.
A
ComCausa continuará a discussão sobre o extermínio
dos jovens na Baixada no intuito de que tragédias como
estas tenham punição e não continuem
acontecendo.
Opine
sobre este assunto.
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